4
2. MÉTODOS DE INSTALAÇÃO DE DUTOS RÍGIDOS
2.1. GENERALIDADES SOBRE PRODUÇÃO OFFSHORE
O projeto do complexo de exploração de um campo submarino de petróleo,
uma vez definido o potencial do campo, vai desde a extração do óleo ou gás do
subsolo marinho até a entrega dos mesmos em terra, passando por todo um conjunto
de instalações que incluem, na parte submarina, árvores de natal molhadas, dutos de
coleta, dutos de injeção, PLETs, PLEMs, Jumpers, SCRs, plataformas flutuantes,
plataformas fixas de produção e de rebombeio, e dutos de exportação da produção. O
projeto deste complexo, de forma mais ampla, e de um duto submarino, em particular,
vai desde o Projeto Conceitual até o Projeto Detalhado do duto.
O projeto conceitual define a forma como a produção de um poço de petróleo
ou, de forma mais ampla, a produção de um campo, será transferida para terra.
Dependendo da lâmina d’água, a captação do petróleo pode ser feita por plataformas
fixas em lâminas d’água menores, e pelo uso de plataformas semi-submersíveis ou de
embarcações tipo FSO (Floating, Storage and Offloading) ou FPSO (Floating,
Production, Storage and Offloading) em lâminas d’água maiores, quando as
plataformas fixas não forem mais economicamente e tecnicamente viáveis.
No primeiro caso a produção é coletada por condutores. A plataforma fixa é
formada por uma jaqueta, que é uma estrutura treliçada em aço apoiada no leito
marinho e fixada a este por estacas de aço, e por um convés ou por módulos apoiados
na jaqueta. Os condutores sobem verticalmente no interior da jaqueta levando a
produção até ao convés onde o óleo ou gás é tratado. O escoamento do mesmo é
feito através de risers rígidos ou flexíveis em aço, com os primeiros apoiados nas
faces da jaqueta e os últimos em catenária livre. A produção pode, então, ser
exportada para terra (ou para outra plataforma) através de um duto rígido ou flexível,
ou para um quadro de bóias onde navios aliviadores recebem a produção e a levam
para um terminal.
As plataformas semi-submersíveis e os FSOs e FPSOs são embarcações
sem propulsão própria que ficam permanentemente ancoradas no leito marinho. Estas
embarcações são utilizadas quando a lâmina d’água torna técnica e comercialmente
inviável a utilização de plataformas fixas. Nestes casos tanto os dutos de coleta quanto
os dutos de exportação estão em catenária livre, podendo ser em aço – SCRs – ou
flexíveis. Cada vez mais, no entanto, se tem utilizado SCRs, primeiro devido ao seu