A emancipação de Viçosa vem em 1938, quando o distrito chega a ser cidade, agora
chamada Herval, nomenclatura já corrente desde 1923. O nome Ervália só é assumido por
decreto de 1943, sem o “h”, para diferenciá-la de outras que ainda rendiam homenagem ao
Marquês.
Hoje Ervália tem população estimada em 18.855 habitantes (IBGE, 2010) e é
formada por cinco povoados – Ventania, Santa Teresinha, Careço, Dom Viçoso e Godinhos –
além de várias localidades – como Casca, São João, Córrego Frio, Turvão, Campestre,
Jetiboca, Matinha, Tabuleiro, Grão Mogol, Pau Mulato, Capelinha, Turvãozinho, Córrego dos
Lima, Vargem Alegre, Usina, Córrego dos Ferreira, Córrego dos Sapateiros, Charneca, Poço
Redondo e Fazenda Velha (REZENDE, 2006).
Seu clima tropical-úmido, com temperatura média de 17º C e inverno seco lhe
confere o ar serrano responsável por madrugadas frias, até durante o verão. A vista confirma
facilmente a afirmação técnica dos geógrafos que dizem predominar as declividades fortes:
seu relevo montanhoso – segundo Rezende (2006), 10% plano, 40% ondulado e 50%
montanhoso – encontra o ponto mais alto, o Morro do Pai Inácio, a 1.671m, e o mais baixo, a
várzea do Casca, a 660m, mas a altitude média fica em torno de 700m (BOSCHI, 1995). Os
solos aluviais de coloração escura, ácidos, mas muito férteis, com predomínio nas várzeas,
sofrem com a erosão devida à remoção da cobertura vegetal, o uso das encostas para
pastagens e com o pisoteio de animais, além dos cafezais. Aliás, a ocupação humana, com
suas pastagens e áreas de plantação destituíram o que outrora foi o império quase absoluto da
floresta tropical atlântica, cujo reinado deixou poucos vestígios, hoje encontrados, sobretudo,
em topos e vertentes (IDEM).
Não havia ouro, mas houve o café. Desde sua fundação no século XIX, o café foi e
ainda é importante fonte de renda e chega a ser um demarcador da circulação de capital na
localidade, definindo períodos de investimentos e mesmo a data do pagamento de contas nos
mercados. Apesar de também haver lavouras de milho e feijão, além de, em menor escala,
arroz e cana de açúcar, aprecia-se que o eixo basal da economia da cidade gira em torno das
7.000 toneladas anuais de café (REZENDE, 2006): 4.779 toneladas em 2006 e 9.666 em 2008
(IBGE, 2010). Há outras atividades de menor importância, como criação de bovinos, suínos,
caprinos e ovinos, extração de madeira, marcadamente eucalipto, e de minério, restrita à brita
e cascalho, bauxita e caulim (BOSCHI, 1995; REZENDE, 2006). A agricultura familiar
predomina, como nos demais municípios da Zona da Mata Mineira.
O Município comporta pequenas empresas: fábricas de blocos, serrarias, serralherias,
panificadoras, torrefação de café e confecções têxteis (IDEM). O comércio local tem as