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o que torna o crescimento econômico uma condição indispensável para o desenvolvimento
econômico, porém, não suficiente. Em outras palavras Souza (2005, p. 7) assim define:
Desenvolvimento econômico define-se, portanto, pela existência de crescimento econômico
contínuo (g), em ritmo superior ao crescimento demográfico (g*), envolvendo mudanças de
estruturas e melhoria de indicadores econômicos, sociais e ambientais. Ele compreende um
fenômeno de longo prazo, implicando o fortalecimento da economia nacional, a ampliação da
economia de mercado, a preservação do meio ambiente.
Com o tempo, a preocupação com o meio ambiente tomou grandes dimensões, isso
decorrente do uso muitas vezes indiscriminado dos recursos naturais escassos, necessários aos
diversos processos produtivos e indispensáveis ao processo de crescimento econômico.
De outra forma, o crescimento econômico proporciona melhores condições de vida
para a população que por conta disso passa a consumir maiores quantidades de bens e serviços
necessários à satisfação de suas necessidades, que a cada dia se renovam; de outro lado, tem-
se como conseqüência sérios problemas ambientais como desmatamento de florestas,
ocupação desordenada do solo, exaustão de reservas minerais, extinção de certas espécies de
peixes e danos causados à saúde humana decorrente dos poluentes no ar, água e solos.
Apropriadamente, Souza (2005, p. 7) acrescenta:
Uma definição mais completa de desenvolvimento envolve, além da melhoria de indicadores
econômicos e sociais, a questão do meio ambiente. Com o tempo, o crescimento econômico tende
a esgotar os recursos produtivos escassos, através de sua utilização indiscriminada.
As preocupações com o meio ambiente proporcionaram, assim, a construção de um
novo conceito de desenvolvimento: o desenvolvimento sustentável. Com o tempo, o conceito
de desenvolvimento econômico começou a sofrer transformações com a Conferência de
Estocolmo sobre Ambiente Humano, em 1972, além de outras reuniões que introduziram
temas como pobreza humana e degradação ambiental.
Mais tarde, em 1987, foi apresentado o conceito de desenvolvimento sustentável,
através do Relatório Nosso futuro comum, da Comissão Mundial do Meio Ambiente, como
“aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as
gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”.
A abrangência do conceito de desenvolvimento sustentável está além do atendimento
das necessidades das gerações do presente e das gerações futuras, segundo Panayotou (1994),
“é uma questão de custo e eficiência em vez de taxa e de velocidade de crescimento”, isto é, a
avaliação dos custos e benefícios do desenvolvimento.
O que ocorre é que o crescimento por si só não garante a sustentabilidade, que deve vir