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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Curso de Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica e de Minas
Dissertação de mestrado
Rotas de processo para minérios goethíticos
Autor: Aloísio Sá Cabral
Orientador: Antônio Eduardo Clark Peres
Março /2010
id19097187 pdfMachine by Broadgun Software - a great PDF writer! - a great PDF creator! - http://www.pdfmachine.com http://www.broadgun.com
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ii
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Curso de Pós-Graduação em Engenharia Metalúrgica e de Minas
Aloísio Sá Cabral
ROTAS DE PROCESSO PARA MINÉRIOS GOETHÍTICOS
Dissertação de Mestrado apresentada ao Curso de Pós-Graduação em
Engenharia Metalúrgica e de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais
Área de concentração: Tecnologia Mineral
Orientador: Antônio Eduardo Clark Peres
Março / 2010
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iii
AGRADECIMENTO
Agradeço a VALE por ter permitido a publicação dos dados contidos neste trabalho,
À Eng
a
. Maria de Lourdes, mais conhecida como Dedé, por ter me alertado de um
potencial adormecido e mostrar-me uma luz no fim de um túnel,
Ao amigo, chefe e companheiro de trabalho Paulo Horta, por acreditar e criar
condições favoráveis para que eu pudesse continuar os meus estudos de pós-
graduação,
Ao colega de trabalho, Doutor Leonardo Queiroz, por ser o meu consultor para o
desenvolvimento deste trabalho,
Ao meu orientador Professor Antonio Eduardo Clarck Peres, pelo seu empenho e
dedicação para a minha orientação. O seu conhecimento me ajudou a percorrer um
caminho longo e árduo que ao final do percurso me proporcionou um conhecimento
que jamais pensaria em chegar,
À minha esposa Maria Regina, por ter me dado condições e proporcionar um
ambiente favorável aos meus dias e noites de estudo,
À minha mãe Dona Zélia, ao meu pai Dudu Cabral, por iniciarem todo o processo da
minha educação,
Aos meus filhos André e João Vitor pela compreensão por me faltar em momentos
difíceis em que passaram durante a minha ausência, ora por motivo dos estudos, ora
por trabalho fora de casa,
Aos irm
ãos e amigos por compreenderem a minha ausência nos momentos marcantes
da vida de um ser humano.
iv
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................01
2. OBJETIVO...............................................................................................................03
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...................................................................................04
3.1 Mineralogia do minério de ferro...............................................................................04
3.1.1 Minerais portadores de ferro ........................................................................04
3.1.2 Principais minerais de ganga ......................................................................08
3.2 Mineralogia do minério de ferro no Brasil.............................................................09
3.2.1 Abordagens nos processos genéticos e aplicados na extração
do minério.................................................................................................09
3.2.2 Liberação de fases minerais..........................................................................10
3.3 Técnicas aplicadas à caracterização mineralógica................................................10
3.4 Concentração de minério de ferro por flotação......................................................14
3.4.1 Mecanismos de adsorção de aminas em minerais oxidados
de ferro e em quartzo.............................................................................15
3.4.2 Utilização do amido como depressor de minerais de
ferro na flotação catiônica do quartzo.....................................................17
3.4.3 Cinética de flotação......................................................................................19
3.5 Teoria sobre processo de cominuição....................................................................20
3.5.1 Relação entre energia consumida e granulometria do produto...............21
3.5.2 Mecanismos de fragmentação de uma partícula.....................................24
v
3.6 Métodos de concentração atualmente usados no Brasil........................28
3.6.1 Dados históricos.......................................................................................28
3.6.2 Métodos normalmente aplicados............................................................29
4. METODOLOGIA......................................................................................................32
4.1 Caracterização mineralógica............................................................................32
4.2 Testes em escala de bancada...........................................................................32
4.3 Testes em escala piloto.....................................................................................33
4.4 Trabalhos de projeto..........................................................................................33
4.5 Técnicas analíticas.............................................................................................33
4.6 Estudos granuloquímicos..................................................................................34
4.7 Estudos mineralógicos e microestruturais .......................................................34
4.8 Procedimentos experimentais...........................................................................34
4.8.1 Preparação das amostras......................................................................35
4.9 Separação magnética (fração -1,0 +0,15mm )..................................................36
4.10 Deslamagem (fração -0,15mm).........................................................................36
4.11 Flotação em bancada (fração -0,15mm)............................................................36
4.12 Estudos de simulação e balanço de massa......................................................37
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES...........................................................................38
5.1 Caracterização mineralógica..................................................................................38
5.2 Circuito de peneiramento e britagem quaternária.................................................44
5.2.1 Peneiramento quaternário 1.....................................................................44
5.2.2 Britador quaternário...................................................................................47
5.2.3 Peneiramento quaternário 2.....................................................................49
5.3 Classifica
ção da fração -1,0 mm...........................................................................52
vi
5.3.1 Classificação em ciclones de 26 polegadas...............................................53
5.3.2 Classificação em classificador espiral.......................................................57
5.4 Concentração magnética de baixa intensidade.....................................................60
5.5 Concentração magnética de alta intensidade......................................................64
5.6 Circuito de deslamagem.........................................................................................65
5.6.1 Deslamagem 1.............................................................................................68
5.6.2 Deslamagem 2.............................................................................................69
5.6.3 Deslamagem 3.............................................................................................70
5.7 Circuito flotação.....................................................................................................73
6. CIRCUITO INDUSTRIAL.........................................................................................78
6.1 Balanço de massa industrial....................................................................................80
7. CONCLUSÃO..........................................................................................................85
8. SUGESTÕES FUTURAS........................................................................................87
8.1 Rota de processo para o rejeito da concentração magnética de alta intensidade
WHC.............................................................................................................................87
8.2 Rota de processo para recuperação de lamas.................................................89
9. RELEVÂNCIA DOS RESULTADOS.......................................................................91
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................93
11. ANEXOS.................................................................................................................95
vii
LISTA DE FIGURAS
Figuras Título da figura Página
3.1 Minérios de ferro com cristais tipicamente porosos
05
3.2 Minérios de ferro com cristais tipicamente compactos
06
3.3 Esquema geral do microscópio eletrônico de varredura
13
3.4 Estruturas das moléculas de glicose, amilose e amilopectina
18
3.5 Relação entre a energia fornecida e o tamanho da partícula na
cominuição
24
3.6 Esquema de fratura por abrasão
25
3.7 Esquema de fratura por compressão
25
3.8 Esquema de fratura por impacto
26
3.9 Distribuição de tamanhos em função do tipo de fragmentação 26
5.1 Fotomicrografias com as principais texturas/microestruturas e
associações minerais presentes no ROM rico mic
roscopia ótica
de luz refletida
40
5.2 Fotomomicrografias com as principais texturas/microestruturas e
associações minerais presentes no ROM goethítico microscopia
ótica luz refletida
41
5.3 Fotomomicrografias com as principais texturas/microestruturas
e associações minerais presentes no ROM pobre microscopia
ótica de luz refletida
41
5.4 Fluxograma de processo para os testes de peneiramento e
britagem quaternária
45
5.5 Eficiência de britagem real do HP 400 versus eficiência adotada 49
5.6 Rota de processo para o peneiramento quaternário 1 e 2
51
viii
5.7 Rota de processo adotada para o circuito de classificação 53
5.8 Curvas de partição do ciclone de 26.
56
5.9 Curvas de partição do classificador espiral.
59
5.10
Curva de partição do ciclone de 26 comparada à curva do
classificador espiral
61
5.11 Recuperação em massa e % de massa magnética . 62
5.12 Correlação de recuperação em massa versus massa magnética
63
5.13 Valores dos teores de Al
2
O
3
na alimentação e do underflow testes
em bancada
66
5.14 Correlação entre o teor de ferro da alimentação versus teor de ferro
do underflow
67
5.15 Rota de processo adotada para o circuito de deslamagem 67
5.16
Correlação entre Al
2
O
3
na alimentação e do underflow testes em
bancada
72
5.17 Rota de processo para o estudo em escala piloto 74
5.18
Balanço de massa simulado para o circuito de flotação
75
5.19
Nova rota de processo para o circuito de flotação
76
5.20 Rota de processo e balanço de massa da flotação adotados 77
6.1 Fluxograma de processo do circuito industrial 78
6.2 Legenda de valores adotados no balanço de massa 81
6.3 Composição do sínter feed 82
6.4 Fluxograma de processo e balanço de produtos 83
8.1 Rota de processo com simulação de balanço de massa para o
rejeito WHC
87
8.2 Rota de processo para a recuperação de lamas e rejeito WHC 89
ix
LISTA DE TABELAS
Tabela Título da tabela Página
3.1 Fórmula química, composição e propriedades dos
minerais portadores de ferro
07
3.2 Fórmula química, composição e propriedades dos
principais minerais de ganga
09
5.1 Teores globais das amostras de pequeno volume comparados aos
teores apresentados pelo modelo geológico preliminar, por tipo de
Run of Mine
39
5.2 Quantificação mineralógica e proporção entre os minerais de ferro,
por tipo de Run of Mine
39
5.3 Quantificação mineralógica e proporção entre ganga e minerais
acessórios, por tipo de Run of Mine
40
5.4 Características dos equipamentos de processo adotados para os
testes
44
5.5 Granulometria dos testes do peneiramento quaternário 1
46
5.6 Partição e eficiência de passantes no peneiramento quaternário 1
46
5.7 Referência da taxa de peneiramento t/h/m
47
5.8 Resultados de testes de britagem, britador HP400 Usina de
Brucutu
48
5.9 Eficiência de britagem simulada 48
5.10 Referência de taxa de peneiramento 49
5.11 Resultados dos testes piloto, peneiramento quaternário 2 50
5.12 Partição e eficiência de passantes, peneiramento quaternário 2 50
5.13 Resumo do balanço de massa, peneiramento quaternário 1 e 2 51
5.14 Cálculo da carga circulante 54
5.15 Memória de cálculo partição do hidrociclone de 26 polegadas 54
5.16 Balanço de massa, modelo de Plitt 55
5.17 Balanço granulométrico, modelo de Plitt 55
5.18 Valores memória de cálculo, modelo de Plitt 55
5.19 Resultados do software de simulação Usimpac 56
5.20 Resultados de granulometria do classificador espiral - Usimpac 57
5.21 Granulometria da fração 0,15mm do circuito de classificação-
Usimpac
57
5.22 Teores circuito de classificação 58
x
5.23 Memória de cálculo da partição classificador espiral balanço
redudante
59
5.24 Resultados de testes em bancada de concentração magnética de
baixa intensidade
61
5.25 Resultado piloto da concentração magnética de baixa intensidade-
WDRE
63
5.26 Fator de enriquecimento, concentração magnética baixa intensidade 64
5.27
Resultados teste piloto de concentração magnética
de alta
alta intensidade (amostra teor pobre)
64
5.28 Resultados teste piloto de concentração magnética de alta
intensidade (amostra teor médio)
65
5.29 Fator de enriquecimentoconcentração magnética de alta intensidade 65
5.30 Resultados de testes de bancada para o circuito de deslamagem 66
5.31 Resultados da simulação para o circuito de deslamagem 1 68
5.32 Resultados da simulação para o circuito de deslamagem 2 70
5.33 Resultados da simulação para o circuito de deslamagem 3 70
5.34 Resultado global da simulação do circuito de deslamagem 71
5.35 Balanço metalúrgico simulado do circuito de deslamagem 72
5.36 Resultados cinética de flotação em teste de bancada 73
5.37 Dosagem de reagentes adotada para o teste de referência em
bancada
73
5.38 Resultados testes de cinética em escala piloto 74
6.1 Qualidade do ROM goethítico rico 79
6.2 Valores de recuperações para o desenvolvimento do balanço de
massa
79
6.3 Índices de processo e volume de produção 80
6.4 Qualidade do sínter feed 81
6.5 Qualidade e distribuição da massa de sínter fedd e pellet feed 82
xi
RESUMO
O estudo proposto teve por objetivo desenvolver uma rota de processo para beneficiar
um corpo de minério de ferro com previsão de 14 anos de operação. O
empreendimento está localizado no estado de Minas Gerais, aproximadamente 40km
a sudeste de Belo Horizonte. Ocupará uma área aproximada de 1.600 hectares,
situada parcialmente nos municípios de Rio Acima, Raposos, Caeté e Santa Bárbara,
sendo a empresa empreendedora a Vale. O corpo de minério estudado foi
denominado de ROM goethítico rico e possui uma mineralogia constituída de
hematita, magnetita, hematita martítica e goethita. A metodologia adotada para o
desenvolvimento do trabalho considerou um tratamento específico para cada fase do
projeto, caracterização mineralógica, testes em escala de bancada e testes em escala
piloto. Os resultados da caracterização mineralógica indicaram que os minérios
contidos na jazida são hidratados, sendo a hematita martítica o mineral de ferro mais
abundante, apresentando partículas em processo de martitização com grande
participação de magnetita. O fluxograma de processo adotado para a britagem contou
com estágios de britagem primária, secundária e terciária. O produto da britagem é o
material menor que 38,0mm . A rota de processo para a usina de concentração contou
com estágio duplo de peneiramento a 8,0mm e 1,0mm, um circuito de britagem
quaternária, um circuito duplo de classificação em hidrociclones seguido de
classificadores espirais. Não houve necessidade de concentrar as frações -8,0+1,0mm
e -1,0 + 0,15mm. Ambas compuseram o sínter feed. Devido à presença da magnetita,
houve a necessidade de um circuito de concentração magnética de baixa intensidade
como proteção do circuito magnético de alta intensidade. Ambos os concentrados
foram combinados para compor o sínter feed. O rejeito da concentração magnética de
baixa intensidade alimentou o circuito concentração magnética de alta intensidade.
Fez-se necessário o uso de um estágio triplo de deslamagem com injeção de NaOH,
opcionalmente. Para o circuito de flotação foi adotado o circuito convencional nos
estágios rougher, cleaner e scavenger. No circuito scavenger adotaram-se dois
estágios denominados de scavenger 1 e 2. No circuito de espessamento e filtragem
foram adotados espessadores convencionais para a lama e concentrado, filtros de
esteira para o sínter feed gerado na concentração magnética e filtros a disco para o
pellet feed. O resultado final do empreendimento contou com uma produção de 24Mta
de produto, sendo 72% de sínter feed e 28% de pellet feed.
.
xii
ABSTRACT
The proposed study aimed at developing a process route to process an iron ore body
with 14 years of predicted operation. The enterprise, belonging to VALE, is located in
Minas Gerais, at approximately 40km southeast from Belo Horizonte, occupying 1,600
ha in the municipalities Rio Acima, Raposos, Caeté, and Santa Bárbara. The ore body
was designated as rich and contains the minerals hematite, magnetite, martitic
hematite, and goethite. Specific methodologies were adopted to each project phase:
mineralogical characterization, laboratory scale experiments, and pilot scale tests. The
results from the mineralogical characterization indicated the presence in the deposit of
hydrated minerals, martitic hematite being the predominant iron bearing species,
presenting particles in a martitization process with significant participation of magnetite.
The adopted crushing flowsheet included primary, secondary, and tertiary stages. The
crushing product is in the size range passing 38.0mm. The concentrator process route
started with double stage screening at 8.0mm and 1.0mm, a quaternary crushing
circuit, a double hydrocyclones classification circuit followed by spiral classifiers. The
fractions -8.0+1.0mm and -1.0 + 0.15mm did not require concentration and were
combined as sinter feed. Due to the magnetite presence, a low intensity magnetic
separation circuit is required, as protection for the high intensity magnetic circuit. The
use of a triple desliming stage with optional NaOH injection was necessary. A
conventional flotation circuit with rougher, cleaner, double scavenger stages was
selected. Conventional thickeners were adopted for slimes and concentrate. Belt filters
were chosen for the sinter feed from the magnetic concentration and disc filters for the
pellet feed. The final result was 24Mta of product consisting of 72% sinter feed and
28% pellet feed.
1. INTRODUÇÃO
O estudo proposto teve por objetivo desenvolver uma rota de processo para beneficiar um
corpo de minério de ferro com previsão de início de operação em janeiro de 2013 e
exaustão em 2026, totalizando 14 anos de operação.
O empreendimento denominado Mina Apolo ser
á implementado no estado de Minas
Gerais, aproximadamente 40 km a sudeste de Belo Horizonte. Ocupará uma área
aproximada de 1.600 hectares, situada parcialmente nos municípios de Rio Acima,
Raposos, Caeté e Santa Bárbara, sendo a Vale a empresa empreendedora.
O aproveitamento do potencial econ
ômico da área enquadra-se no perfil do Quadrilátero
Ferrífero, região com marcante vocação mineradora, devido à diversidade de recursos
minerais, aliada ao volume de material disponível em suas jazidas e infra-estrutura
capacitada para transportar o produto final.
A metodologia de lavra a ser adotada ser
á a céu aberto por meio de bancadas. Esta
escolha foi baseada nas características geológicas e físicas dos minérios e estéreis, na
geometria da jazida e na movimentação anual requerida.
Os dep
ósitos de minério de ferro da estrutura geológica denominada Sinclinal Gandarela
são reconhecidamente uma das maiores jazidas ainda parcialmente exploradas do
mundo. Os diversos trabalhos de pesquisa e prospecção geológica já realizados nesta
área confirmam a abundância deste recurso mineral e estimam uma reserva de 601,519
milhões de toneladas de minério de ferro.
O projeto Mina Apolo ter
á como premissa uma capacidade produtiva de 24Mta com as
seguintes visões:
manter o patamar de produção de 160 Mtpa das minas localizadas na região sudeste
do país devido a exaustão de outras unidades;
proporcionar benefícios da economia de escala tornando o empreendimento
competitivo;
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2
aproveitar os recursos naturais existentes com o mínimo de impacto ambiental, sócio-
econômico e cultural, isto é, ser um empreendimento sustentável;
ter uma rentabilidade compatível com os níveis de investimentos requeridos,
agregando valores aos acionistas;
alavancar o fortalecimento da posição estratégica do Brasil e da empreendedora no
mercado mundial de minério de ferro.
Com a redu
ção da granulometria natural dos minérios das minas localizadas na região
sudeste do país, tornou-se prioritário o desenvolvimento de projetos que apresentem
potencial para produção de minérios granulados ou sínter feed . Daí a importância do
projeto Mina Apolo, pois possui um potencial para produção de um maior volume de
sínter feed.
O min
ério estudado foi dividido em dois grupos e possui uma caracterização mineralógica
com a seguinte constituição:
ROM rico : 10,4% de hematita, 16% de magnetita, 60,6% de hematita martítica e 13%
de goethita;
ROM goethítico: 6,5% de hematita, 5,1% de magnetita, 49,8% de hematita martítica e
38,6% de goethita.
As amostras caracterizadas exibem ainda elevada porosidade. A hematita mart
ítica e a
goethita são portadores de contaminantes, Al
2
O
3
e P, que ficam alojados nos poros
interconectados.
A caracter
ística mineralógica do ROM da Mina Apolo é apresentar baixa resistência
mecânica com tendência à geração de finos por abrasão.
3
2. OBJETIVO
Esta proposta de disserta
ção teve por objetivo desenvolver uma rota de processo de
beneficiamento mineral, capaz de absorver variação granulométrica e química do ROM,
garantir uma operação contínua inserindo soluções tecnológicas de maneira que a planta
tenha uma disponibilidade sustentável para a produção de 24Mta.
4
3. REVISÃO BIBLIOGFICA
3.1 Mineralogia do minério de ferro
3.1.1. Minerais portadores de ferro (Dana, 1974)
Hematita:
A hematita
é o mais importante mineral de ferro e, também, o mineral de maior significado
encontrado nos minérios pré-cambrianos. Em termos químicos, a hematita é considerada
como Fe
2
O
3
puro, com 69,94% de ferro e 30,06% de oxigênio.
Goethita :
A goethita
é um mineral muito comum e se forma, sob condições de oxidação, como
produto de intemperismo dos minerais portadores de ferro. Forma-se, também, como
precipitado direto, inorgânico ou biogênico, sendo amplamente disseminado, como
depósito em pântanos e fontes. Em termos químicos, a composição da goethita pode ser
expressa da seguinte forma: 62,9% de ferro, 27,0% de oxigênio e 10,1% de água. O
manganês está muitas vezes presente em quantidades acima de 5,0%. A goethita que
ocorre nos minérios de ferro apresenta estrutura variável, que vai desde um material
maciço até um material celular de cor amarelo-ocre.
As cavidades dos min
érios de ferro são frequentemente preenchidas com uma fina
camada de goethita, que apresenta bandamento coloforme ou mamilar. Essas camadas
sugerem deposição coloidal e essa estrutura é conhecida como goethita metacoloidal. A
origem coloidal da maior parte da goethita presente nos minérios de ferro é responsável
por importantes relacionamentos geoquímicos.
Goethita-terrosa :
É o nome que se aplica aos hidróxidos de ferro hidratados, de baixa cristalinidade ou
amorfos, representados pela fórmula FeO.OH.nH
2
O.
5
É formada em grãos altamente intemperizados, sendo produto da alteração de óxidos,
sulfetos e silicatos de ferro. Pode ocorrer em formas maciças, como crostas, como
preenchimento de cavidades estalactíticas e como capeamento de rochas.
Magnetita :
A magnetita
é uma espinela (óxido duplo) e é componente essencial de muitas formações
ferríferas. Em termos químicos, é usualmente considerada como Fe
3
O
4
puro com 72,4%
de ferro e 27,6% de oxigênio. No entanto, as magnetitas naturais, em virtude da extrema
flexibilidade da estrutura atômica da espinela, contêm, usualmente, quantidades menores
de elementos como Mg, Mn, Zn, Al, Ti e outros na sua estrutura. Quase que
universalmente, a magnetita tende a apresentar granulação média, comumente muito
mais grossa que quartzo, hematita e silicatos de ferro, com os quais coexiste. A magnetita
normalmente ocorre como octaedros, em camadas que se alternam com camadas
silicosas nas formações ferríferas. A oxidação a baixa temperatura, frequentemente
relacionada à lixiviação ou movimento do lençol d'água, usualmente converte o cristal de
magnetita a grãos de hematita, conservando a morfologia octaédrica da magnetita. Essa
forma de hematita é denominada martita, que é, portanto, pseudomorfa da magnetita. A
martitização é um processo muito comum de formação de minério e é usualmente
associada à disseminação das formações ferríferas bandadas, na produção dos minérios
hematíticos.
As figuras 3.1 e 3.2 ilustram os min
érios de ferro tipicamente porosos e compactos.
Figura 3.1 Minérios de ferro com cristais tipicamente porosos.
Hematita
Mart
ítica
Goethita
Goethita
Terrosa
Goethita
Anfibol
ítica
Ilustração
Goethita
Alveolar
Mineral
6
Figura 3.2 Minérios de ferro com cristais tipicamente compactos.
A tabela 3.I mostra, baseada nos principais tipos texturais de cristais de
óxidos/ hidróxidos
de ferro (Queiroz et al., 2003), a fórmula química, composição e propriedades dos
minerais portadores de ferro,
Hematita
Especular
Hematita
Lamelar
Hematita
Granular
Hematita
Sinuosa
Ilustração
Magnetita
7
Tabela 3.I Fórmula química, composição e propriedades dos minerais portadores de
ferro (Queiroz et al.,2003)
MINERAL
F
ÓRMULA /
COMPOSIÇÃO
ILUSTRA
ÇÃO CARACTERÍSTICAS
HEMATITA
- Especular
- Lamelar
- Granular
rescritalizada
Fe
2
O
3
%FeT
67,75 a 69,61
Textura:
varia de porosa a
compacta.
Formato: irregulares
inequidimensionais,
regulares
equidimensionais,
inequidimensionais com
hábito tabular e granular.
MAGNETITA
Fe
3
O
4
%FeT
71,68 a 72,19
Cristais eu
édricos,
isolados ou em
agregados.
Cristais compactos.
Apresenta alta
susceptibilidade
magn
ética.
HEMATITA
MART
ÍTICA
Fe
2
O
3
%FeT
67,75 a 69,61
Hematita com h
ábito de
magnetita.
Oxida
ção segundo os
planos cristalográficos da
magnetita.
Geralmente porosa.
GOETHITA
- FeO.OH
%FeT
58,02 a 62,70
%PF
9,97 a 10,98
Cristais aciculares.
Maci
ça a porosa.
Reniforme, estalact
ítica
em agregados fibrosos
radiais.
8
3.1.2. Principais minerais de ganga (Dana, 1974)
Quartzo :
O quartzo é o principal mineral de ganga presente nos minérios ricos, sendo encontrado
em uma grande variedade de ambientes geológicos. Ocorre como um componente
importante nas rochas ígneas e metamórficas, sendo extremamente resistente tanto ao
ataque químico como físico. A desintegração das rochas ígneas que o contem produz
grãos de quartzo que, ao se acumularem, formam a rocha denominada arenito. Em
termos químicos o quartzo é considerado como SiO
2
puro com 46,7% de silício e 53,3%
de oxigênio.
Caulinita :
A caulinita
é um silicato de alumínio hidratado. Ocorre como um produto de
intemperização química dos feldspatos, sendo que, nesses casos, processos
sedimentares transportam, classificam e redepositam a caulinita em leitos de grande
extensão. Ocorre, também, como produto de alteração hidrotermal de silicatos em torno
de veios de sulfetos, fontes quentes e geysers. Em termos químicos, a caulinita é
considerada como sendo Al
2
Si
2
O
5
(OH)
4
com 39,5% de alumina, 46,5% de sílica e 14,0%
de água.
Gibbsita:
A gibbisita
é considerada como sendo Al(OH)
3
, com 62,8 a 65,3% de Al
2
O
3
e 31,8 a
34,12% de perda ao fogo. É insolúvel. Assume a cor azul quando é umedecida com
nitrato de cobalto e posteriormente aquecida (alumínio).
A tabela 3.2 mostra a f
órmula química e propriedades dos principais minerais de ganga.
9
Tabela 3.2 - Fórmula química, composição e propriedades dos principais minerais
de ganga (Queiroz et al., 2003)
MINERAL
F
ÓRMULA
COMPOSIÇÃO
ILUSTRAÇÃO CARACTERÍSTICAS
QUARTZO
100% SiO
2
Fratura conc
óide, brilho
vítreo (às vezes
gorduroso).Incolor ,
branco ou colorido por
impurezas.
Granulometria dos
cristais variando de fina
a matacos.
CAULINITA
Al
4
[Si
4
O
10
](OH)
8
%PF
13,47 a 13,92
% SiO
2
45,48 a 46,07
% Al
2
O
3
38,07 a 39,82
Brilho terroso, opaco; as
placas de cristal s
ão de
brilho nacarado.
Apresenta cor branca ou
muitas vezes colorida
por mpurezas.
3.2 Mineralogia do minério de ferro no Brasil, Araujo et al. (2003)
3.2.1 Abordagens nos processos genéticos e aplicados da extração de minério
As duas principais áreas produtoras de minério de ferro no Brasil são: o Quadrilátero
Ferrífero, localizado no sudeste do país no Estado de Minas Gerais, e a Província Mineral
de Carajás, no Norte do país, no Estado do Pará.
Ambas as
áreas representam enriquecimento de formações bandadas de ferro datadas
do período arqueano e proterozóico. A mineralogia de tais depósitos de minério de ferro é
geralmente estudada por geólogos com o objetivo de entender sua gênese. Em tais casos
3
10
a descrição mineralógica é focada em fases minerais portadoras de ferro e sua
interrelação com os processos geológicos diversos.
Embora relevante para a compreens
ão de parâmetros geológicos usados para
modelamento dos depósitos, o conhecimento mineralógico unido à gênese do minério
pode não servir para predizer o desempenho do processamento de um determinado
minério de ferro.
3.2.2 Liberação de fases minerais
Atualmente, operações de moagem, aplicadas ao beneficiamento do minério de ferro no
Brasil, são limitadas ao ajuste de granulometria para obtenção do grau de liberação
desejado. Os tipos de minérios atualmente beneficiados não incluem os itabiritos
compactos com grande proporção de partículas mistas. Em termos gerais, as partículas
alimentadas em todo processo de concentração aplicado apresentam elevados graus de
liberação entre minerais portadores de ferro e os não ferrosos, especialmente em
relação a minerais portadores de silício e a alumínio. Esses graus de liberação, com
certeza, aumentam com a diminuição do tamanho. Nos casos em que a concentração é
aplicada com sucesso em partículas grosseiras com top size de 8mm verifica-se um alto
grau de liberação das partículas de interesse.
A presen
ça de contaminantes não-liberados, representados por sílica, alumina e fósforo,
por exemplo, pode estar associada a goethita. Especialmente em relação à remoção de
fósforo, vários programas de pesquisa realizados entre 1980 e 1990 mostraram que
apenas rotas de hidrometalurgia podem reduzir efetivamente os teores de fósforo.
(Fonseca,1992). Emprego da atrição na deslamagem também pode contribuir para a
redução de fósforo no concentrado da flotação (Queiroz et al., 2003).
3.3 Técnicas aplicadas à caracterização mineralógica (Sant'Agostinho e Kahn,
1997)
As técnicas aplicadas à carcterização mineralógica foram revistas por SantAgostinho e
Kahn (1977). As mais usuais, aplicadas à caracterização, estão resumidas na Tabela 3.3.
11
Tabela 3.3 - T
écnicas de uso mais difundido na caracterização de minérios
(SantAgostinho e Kahn,1977)
T
écnica Equipamentos Observações
Microscopia Óptica
microscópios estereoscópicos forma, cor, alterações,
microscópios óticos de polarização associações,
propriedades ópticas
Difração de Raios-
X
m
étodo do
estrutura cristalina,
composi
ção mineralógica
câmara de monocristal
Microscopia Eletrô-
nica de Varredura
microsc
ópio eletrônico de varredura
(MEV)
forma,associa
ções,
liberação
Sistemas de
Microan
álise
dispers
ão de energia (EDS)
composi
ção química
dispersão de comprimento de onda
(WDS)
Recursos Diversos
an
álise termodiferencial
composi
ção química análise termogravítica
análise por infravermelho
Luminescência
catodoluminesc
ência
excita
ção por elementos
ativadores
fluorescência
A microscopia
ótica é o recurso mais básico e tradicional, tanto utilizando microscópios
esteroscópicos ou lupas binoculares como petrográficos. A mineralogia de apoio à
caracterização é essencialmente relacionada com partículas minerais, monominerálicas
ou não, sendo menos frequente a análise em fragmentos de rocha.
Observações podem ser feitas tanta em luz refletida, recurso adequado para minerais
opacos, quanto em luz transmitida, usada para minerais transparentes.
A difratometria de raios-X corresponde a uma das principais t
écnicas de caracterização
microestrutural de materiais cristalinos, encontrando aplicações em diversos campos do
conhecimento. É uma técnica que permite a determinação das fases a partir de espectro
gerado pela estrutura cristalina, sendo uma ferramenta extremamente útil na identificação
das espécies minerais. É comumente aplicada em duas modalidades básicas: método do
pó e câmaras de monocristal.
12
A microscopia eletrônica de varredura é a cnica de caracterização microestrutural mais
versátil hoje disponível, encontrando aplicações em diversos campos do conhecimento.
Produz a imagem resultante da interação de um feixe de elétrons com a amostra,
permitindo aumentos de 30 a 100.000 vezes.
A intera
ção de um fino feixe de elétrons focalizado sobre a área ou o volume a ser
analisado gera uma série de sinais que podem ser utilizados para caracterizar
propriedades da amostra, tais como composição, superfície topográfica, cristalografia etc.
O microsc
ópio eletrônico de varredura, quando conjugado com detectores de elétrons
retroespalhados, permite a distinção entre espécies minerais pela diferença de número
atômico médio dos elementos constituintes, através de tons de cinza.
Na microscopia eletr
ônica de varredura os sinais de maior interesse referem-se
usualmente às imagens de elétrons secundários e de elétrons retroespalhados, ao passo
que na microssonda eletrônica o sinal de maior interesse corresponde aos raios-X
característicos, resultantes do bombardeamento do feixe de elétrons sobre a amostra,
permitindo a definição qualitativa ou semiquantitativa dos elementos químicos presentes
no microvolume.
A figura 3.3 ilustra os volumes das amostras afetadas pelas fontes de el
étrons
secundários, elétrons retroespalhados e fonte de raios-X caractrísticos.
13
Figura 3.3- Volume da amostra afetados pelos feixes de elétrons (USP, Laboratório de
Filmes Finos, Instituto de Física).
Elétrons retroespalhados são fáceis de detectar, devido a sua elevada energia, sendo de
difícil coleta face a sua elevada velocidade (caminham em linha reta).
El
étrons secundários possuem energia muito baixa (menor que 50eV) e exigem
detectores especiais para captação, podendo ser facilmente coletados dado a sua baixa
velocidade. erença de potencial.
Dois diferentes tipos de espectr
ômetros são empregados para a detecção dos raios-X
característicos, ambos permitindo a realização de microanálises qualitativas e
quantitativas. São eles o espectrômetro de dispersão de comprimento de onda (WDS), no
qual cristais analisadores e difração são empregados para a discriminação dos raios-X
segundo o comprimento de onda da radiação (monocromador), e o espectrômetro de
dispersão de energia (EDS), com discriminação de todo o espectro de energia através de
um detector do estado sólido de Si(Li) ou Ge. Além de informações sobre composição
química pontual, estas técnicas permitem as análises segundo uma dada direção da
14
amostra (linhas) ou a geração de imagens de raios-X de múltiplos elementos, bem como
mapeamento quantitativo.
3.4 Concentração de minérios de ferro por flotação
Flotação em espuma, ou simplesmente flotação, é um processo de separação aplicado a
partículas sólidas que explora diferenças nas características de superfície entre as várias
espécies presentes. O método trata misturas heterogêneas de partículas suspensas em
fase aquosa (polpas).
Os fundamentos das t
écnicas que exploram características de superfície estão em um
campo da ciência conhecido como ‘’Físico-química das Interfaces’’, ‘’Química de
Superfície’’, ‘’Química das Interfaces’’ ou ‘’Propriedades das Interfaces’’, (Peres,1999).
Iwasaki (1983), analisando o papel estrat
égico ocupado pela flotação na concentração de
minérios de ferro, destaca três fatores:
a flotação é o principal processo a ser utilizado para a concentração de minérios
oxidados de baixos teores;
o processo possibilita a redução dos teores em sílica de concentrados magnéticos
obtidos por separação magnética, principalmente quando a liberação de quartzo fino
impede o bom desempenho da separação magnética;
a flotação é o processo mais indicado para a produção de super-concentrados,
utilizados em processos metalúrgicos de redução direta.
A flotação, no caso de minérios de ferro, é denominada direta ou reversa, se os minerais
flotados forem, respectivamente, os minerais oxidados de ferro ou o quartzo (sílica). A
flotação é dita aniônica ou catiônica, de acordo com a natureza da parte polar dos
coletores utilizados.
A flota
ção de minério de ferro pode ser realizada basicamente de quatro formas distintas:
flotação de minerais oxidados de ferro, utilizando coletores aniônicos (ácidos
carboxílicos e sulfatos), em pH na faixa neutra a ácida;
15
flotação de quartzo/silicatos, utilizando coletores aniônicos cidos carboxílicos) em
pH alcalino, ativado por cálcio;
flotação catiônica de minerais oxidados de ferro, utilizando aminas como coletores e
ativação por flúor, em pH ácido;
flotação catiônica de quartzo, utilizando aminas, em pH na faixa neutra e alcalina.
A flotação catiônica de quartzo, com a utilização de aminas, é usualmente realizada na
faixa de pH alcalino, onde as propriedades de dissociação e hidrólise deste grupo de
reagentes lhe confere características de coletor e espumante.
O tamanho m
áximo de partículas é fixado, primordialmente, pela liberação do mineral de
interesse cuja recuperação é o objetivo do tratamento. O tamanho máximo das partículas
na alimentação é governado pela granulometria de liberação que não deve ser maior que
aquela que possibilite o transporte das partículas pelas bolhas de ar. O limite inferior da
faixa granulométrica está associado com o conceito de lamas, que refere-se a materiais
de granulometria fina (geralmente abaixo de 10ìm) que podem causar efeitos deletérios
ao sistema, (Peres, 1999).
Seguramente, um dos maiores problemas que o processo de flota
ção de minério de ferro
enfrenta é a recuperação de minerais-minério na presença de lamas. As propriedades
superficiais das lamas influenciam a criação de recobrimentos de lamas sobre as
partículas (slimes coating), alteram a rigidez da espuma, interferem no contato bolha-
mineral e tornam pouco efetiva a atuação dos reagentes, por suas interações com as
lamas que possuem áreas superficiais enormes quando comparadas com as das
partículas do minério, (Peres, 1999).
3.4.1 Mecanismos de adsorção de aminas em minerais oxidados de ferro e em
quartzo, (Iwasaki,1983 e Leja, 1982)
Os reagentes utilizados como coletores na flota
ção podem ser classificado em duas
classes, Leja (1982):
tio-compostos;
16
surfatantes ionizáveis não-tio.
As características comuns a todos os reagentes ionizáveis não-tio são (Leja, 1982):
tendência à dissociação, ionização e hidrólise, em extensão governada pelo pH da
solução aquosa;
abaixamento pronunciado na tensão interfacial, nas interfaces ar/água e óleo/água,
em soluções diluídas;
tendência à formação de agregados coloidais (micelas), quando a concentração do
reagente excede o valor denominado concentração micelar crítica (CMC) e a temperatura
excede certo nível mínimo, denominado ponto Krafft.
Essas propriedades s
ão determinantes, em maior ou menor extensão, quanto aos
mecanismos de adsorção desta classe de reagentes na superfície de partículas minerais.
O pH constitui-se numa vari
ável importante nos sistemas de flotação de minerais
oxidados de ferro e quartzo, tanto por governar a dissociação e hidrólise dos reagentes
coletores, quanto pela dependência das cargas de superfície das partículas desses
minerais às concentrações dos íons H+ e OH-, em solução. Esses íons são íons
determinadores de potencial, ou seja, íons responsáveis pela carga de superfície, em
meio aquoso, dos minerais oxidados de ferro e quartzo.
A adsor
ção e a imobilização de reagentes coletores na superfície de minerais ocorre
segundo três mecanismos (Leja, 1982):
quimissorção ou adsorção química é caracterizada pelo desenvolvimento de ligações
químicas primárias (iônica/covalente) entre a parte polar do coletor e a superfície mineral;
adsorção específica no Plano Interno de Helmoltz, sem transferências de cargas entre
adsorvente e adsorvato. A adsorção específica pode ser definida como aquela em que
predominam mecanismos que independam de atração eletrostática. Segundo esse
conceito, a adsorção química é, certamente, uma adsorção específica;
adsorção eletrostática sobre uma rede de íons (complexos) contrários, pré-adsorvidos.
Certamente, a ação de um surfatante como coletor em um determinado sistema de
flotação não pode ser atribuída a um único mecanismo ou a um único tipo de ligação.
17
Sempre há um efeito cooperativo entre dois ou mais tipos de ligações para o
desenvolvimento do grau de ionização do coletor e hidrofobicidade da superfície mineral,
necessários à flotação.
Aceita-se atualmente que o mecanismo atuante na adsor
ção de aminas em superfícies
minerais é predominantemente eletrostático. São inúmeras as correlações estabelecidas
entre curvas de potencial zeta e as regiões de flotabilidade de minerais oxidados de ferro
e silicatos com aminas, em função do pH (Leja, 1982).
3.4.2 Utilização do amido como depressor de minerais de ferro na flotação catiônica
do quartzo
A componente eletrostática do mecanismo de adsorção de aminas conduz à flotação
indistinta de minerais oxidados de ferro e quartzo, em solução alcalina.
A seletividade na flota
ção catiônica de quartzo em minérios de ferro é alcançada através
da adição de um reagente modificador que, adsorvendo-se seletivamente nos minerais
oxidados de ferro, mantém sua superfície hidrofílica. Os reagentes modificadores mais
utilizados neste sistema de flotação são o amido e seus derivados.
O amido
é um polímero natural (polissacarídeo), formado pela condensação de moléculas
de á-D (+) glicose, através de ligações do tipo -1,4 (amilose) e -1,6 (amilopectina). A
figura 3.4 ilustra as estruturas das moléculas de glicose, amilose e amilopectina.
18
Figura 3.4 Estruturas das moléculas de glicose, amilose e amilopectina, Leja (1982) .
O comprimento da cadeia e peso molecular do amido dependem da fonte (espécie
botânica) da qual foi extraído. O número n de unidades de D-glicose para a amilose
permanece na faixa de 200 a 1000 e para a amilopectina supera 1500.
No caso do amido de milho amarelo comum prevalece a rela
ção 3:1, aproximadamente
25% de amilose e 75% de amilopectina. Os números mostram variações no conteúdo de
amilose, entre amidos de diferentes espécies vegetais, desde 0% até 67% (Araujo,1988).
A amilopectina e a amilose se adsorvem preferencialmente na hematita, em rela
ção ao
quartzo.
Entre os mecanismos propostos para explicar a adsor
ção de amidos, a interação através
de pontes de hidrogênio parece ser o mais plausível.
O fato da superf
ície do quartzo ser mais negativa que a hematita também contribui para a
seletividade, já que, apesar dos componentes do amido serem moléculas neutras, a
adsorção de OH
-
confere um caráter levemente negativo às misturas.
A seletividade do processo de flota
ção catiônica de quartzo em minérios de ferro é obtida
quando a diferença entre as densidades de adsorção de amido nos minerais de ferro e
19
quartzo for máxima, isto é, quando a maior adsorção possível em minerais de ferro
corresponder à menor adsorção no quartzo.
3.4.3 Cinética de flotação (Queiroz, 2003)
A cin
ética de flotação é o estudo da variação na quantidade do produto do overflow da
espuma em relação ao tempo de flotação, e a identificação quantitativa de todas as
variáveis de controle de taxa. Mantendo cada variável constante, a relação algébrica entre
a proporção do mineral flotado e o tempo de flotação é a equação da taxa de flotação.
A equa
ção representando a cinética de flotação pode ser assim expressa:
dC(t)/dt = KC
-n
(t) (3.1)
C = M / V ( 3.2)
C(t) : concentração de sólidos no tempo t;
t
: tempo de flotação;
n
: ordem do processo;
K
: constante da taxa de flotação;
M
: massa de sólidos;
V
: volume de polpa.
A cinética de flotação normalmente é classificada como uma reação de primeira ordem. A
equação de taxa de primeira ordem é usualmente expressa como:
R = 1 - e
-Kt
(3.3)
onde:
R : recuperação acumulada após o tempo t;
K
: constante da taxa de primeira ordem (tempo-1);
t : tempo (acumulado) de flotação.
20
Plotando o ln(1-R) em função f(t) deverá ser produzida uma função linear, mas tais
gráficoso frequentemente côncavos (concavidade para cima), o que normalmente
sugere a presença de componentes de flotação rápido e lento.
3.5 Teoria sobre processo de cominuição, (Beraldo, 1987)
A fragmentação ou cominuição é a operação, ou conjunto de operações, que se
caracteriza pela redução das dimensões físicas de um dado conjunto de blocos ou
partículas através do rompimento de ligações estruturais. Considera-se o desmonte de
rochas, por explosivo, quando utilizado na lavra de mina, como sendo o primeiro estágio
de fragmentação. Na usina de beneficiamento a cominuição é realizada em etapas que
podem ser divididas, de forma geral, em britagem e moagem. Os principais objetivos da
cominuição são:
atingir o grau de liberação necessário para que se possa efetuar a concentração de
espécies que têm interesse econômico;
atingir as especificações granulométricas exigidas pelo mercado;
preparar o material para os processos subsequentes, como é o caso da pelotização
do minério de ferro.
Os par
âmetros conseguidos nas operações de separação dos minerais, quais sejam teor
do concentrado e recuperação do material útil, variam em função do grau de cominuição
efetuado. Por outro lado, as operações de cominuição, em especial a moagem fina, são
as mais dispendiosas de um circuito de concentração.
Assim sendo, o grau de cominui
ção do minério deve ser fixado, tendo em vista a
otimização de uma função econômica que considere os custos de moagem, a taxa de
produção, a recuperação do mineral útil e o teor do concentrado.
21
3.5.1 Relação entre energia consumida e granulometria do produto
Durante muito tempo, os processos de cominuição foram amplamente estudados em
relação a energia consumida, o que é lógico devido ao fato da energia representar uma
parcela importante nos custos de cominuição.
Foi ent
ão observado, experimentalmente, que a relação entre a variação de diâmetro das
partículas e a energia consumida é inversamente proporcional a uma função-potência do
diâmetro, ou seja:
d E = - K d x / x
n
(3.4 )
em que:
E : energia aplicada a uma massa unitária de minério;
x : diâmetro das partículas;
K, n
: constantes dependentes do material.
Vários estudiosos deram diferentes interpretações a esta relação, que, integrada
origem a duas outras expressões.
Para
x # 1, vem:
E = K [ 1 / x
2
( n - 1 )
- 1/ x
1
( n - 1 )
] (3.5)
Esta
é a conhecida expressão de Charles.
Para
n = 1, vem:
E = K l n ( x
1
/ x
2
) (3.6)
Esta express
ão é conhecida como Lei de Kick.
Adotando-se valores de
n = 2 e n = 1,5, respectivamente, e levando-se à expressão de
Charles, resultam novas expressões.
Para
n = 2:
22
E = K (1 / x
2
- 1 / x
1
) (3.7)
Esta é a expressão da chamada Lei de Rittinger.
Para
n = 1,5:
)/1/1(
12
xxKE
(3.8)
Esta é a expressão da Lei de Bond.
Assim, para expressar a rela
ção entre a energia consumida no processo e a
granulometria do produto têm sido empregadas, ao longo do tempo, as leis cujas
expressões foram apresentadas.
Lei de Rittinger:
É a mais antiga, tendo sido desenvolvida em 1867. Sugere que a energia consumida na
cominuição é proporcional a nova superfície produzida. Por outro lado, a área superficial
dos materiais granulares é inversamente proporcional ao diâmetro das partículas, do que
se origina a expressão (3.7).
Lei de Kick:
Desenvolvida em 1885, estabelece que a energia consumida na cominui
ção depende
apenas da relação de redução, sendo independente da granulometria original. É
representada pela expressão (3.6).
Lei de Bond:
Foi desenvolvida em 1952, ap
ós uma intensa campanha de ensaios de laboratório e
correlações industriais. É uma lei empírica, à qual Bond pretendeu dar um apoio teórico
ao preconizar que a energia consumida na cominuição seja proporcional ao comprimento
das fissuras iniciais que se desenvolvem no fraturamento. Após sua formulação e, devido
ao fato de levar a resultados ajustados aos reais, a Lei de Bond passou a ser amplamente
utilizada na seguinte expressão:
23
)/10/10( FPWIW
(3.9)
em que:
W : energia aplicada, em kWh/t curta;
WI : designado como Work Index, em kWh/t curta;
P, F : tamanho em micrometros, em que passam 80% da massa do produto
e da alimentação, respectivamente.
O
Work Index, segundo Bond, é uma constante do material representando a energia
necessária para cominuir de uma granulometria representada por um diâmetro infinito a
uma representada por 80% passante em 100 micrometros.
A considera
ção da energia como uma função do trabalho de moagem, entretanto, tem
validade em condições bastante limitadas. Deve-se considerar, primeiramente, que o
trabalho útil de moagem, ligado a uma função do diâmetro, é uma fração muito reduzida
da energia consumida nos equipamentos de cominuição. Assim, a maior parte da energia
consumida é devido a perdas nos equipamentos, o que vem demonstrar a estreita
aplicabilidade das chamadas leis de cominuição.
Entretanto, para um mesmo tipo de equipamento em condi
ções semelhantes de
operação, essas leis podem ter aplicações, como ocorre, por exemplo, com a Lei de Bond
em relação aos moinhos de barras e de bolas.
Hukki (1961) verificou que as leis da cominui
ção tinham aplicação a certos intervalos de
granulometria e propôs a seguinte expressão:
)(xf
x
x
d
KdE
(3.10)
A figura 3.5 mostra a relação estabelecida para o consumo de energia de cominuição em
função da granulometria do produto e, também, que as três leis seriam aplicáveis para
certos intervalos granulométricos, mas a Lei de Bond seria aplicável no intervalo
granulométrico em que normalmente se desenvolve a operação de moagem de minério.
Embora a Lei de Bond tenha grande aplica
ção na moagem de minério, ela pode levar a
grandes discrepâncias em função de condições de operação algo distintas das
24
normalmente usadas. Bond e posteriormente Rowland procuraram corrigir algumas
dessas discrepâncias preconizando a adoção de alguns fatores de correção.
Entretanto o problema mais s
ério da aplicação da Lei de Bond é não considerar o WI
como função das variáveis de processo. As novas tentativas de se procurar definir os
resultados da cominuição em função do regime de aplicação de forças as partículas, que
é definido pelas variáveis de processo, ora em franco desenvolvimento, poderão vir a
sanar essa dificuldade.
Figura 3.5 - Relação entre a energia fornecida e o tamanho da partícula na cominuição,
(Beraldo,1987).
3.5.2 Mecanismos de fragmentação de uma partícula (Beraldo,1987).
Para que uma partícula seja fraturada é necessário que seja submetida a uma força que
exceda sua resistência. A forma pela qual a partícula se fratura depende de sua natureza
e do modo como a força é aplicada.
Ha tr
ês tipos principais de fragmentação: abrasão, compressão e impacto.
Abras
ão :
25
Ocorre quando a força é insuficiente para provocar uma fratura em toda a partícula. a
concentração local de esforços, que provoca o aparecimento de pequenas fraturas, com o
surgimento de uma distribuição granulométrica de partículas finas ao lado da partícula
original, cujo diâmetro é pouco diminuído. Esse tipo de fratura pode ser provocado por
atrito entre as partículas ou de bolas com as partículas. A figura 3.6 ilustra a propriedade
de abrasão
Figura 3.6 Esquema de fratura por abrasão (Kelly e Spottiswood, 1982).
Compress
ão :
Ocorre quando a for
ça é aplicada de forma lenta e permite que, com o aparecimento da
fratura, o esforço seja aliviado. Assim, a força é pouco superior à resistência da partícula.
Desse tipo de fratura resultam poucos fragmentos de grande diâmetro. Esse tipo de
fratura ocorre em britadores de mandíbulas, giratórios, cônicos e em moinhos quando as
partículas são comprimidas entre dois ou mais corpos moedores, ou partículas maiores. A
figura 3.7 ilustra fragmentação por compressão.
Figura 3.7 Esquema de fratura por compressão (Kelly e Spottiswood, 1982).
Impacto:
Ocorre quando a for
ça é aplicada de forma rápida e em intensidade muito superior a
resistência da partícula, como acontece, por exemplo, com britadores de impacto ou em
26
moinhos, nas zonas de queda das bolas ou barras. Resulta dessa fratura uma distribuição
granulométrica de partículas finas. È representada esquematicamente pela figura 3.8
Figura 3.8 Esquema de fratura por impacto (Kelly e Spottiswood, 1982).
A figura 3.9 mostra esquematicamente a distribui
ção por tamanhos para os três
modelos de fragmentação.
Figura 3.9 - Distribuição de tamanhos em função do tipo de fragmentação (Kelly e
Spottiswood, 1982).
Nos moinhos tubulares ocorrem simultaneamente os diversos tipos de fratura, sendo a
predominância de um ou outro tipo função das variáveis de processo.
A distribui
ção granulométrica dos fragmentos produzidos pelo fraturamento de uma
partícula depende do tipo de fratura. Gilvarry mostrou que, para fraturamento por choque,
vale a expressão:
3
3
2
21
exp1
K
d
K
d
K
d
Y
(3.11)
Cisalhamento
Impacto
Compressão
Tamanho
original
Distribuição de tamanhos em micrometros
27
em que:
Y : Fração acumulada passante em d,
K
1
, K
2
, K
3
: Constantes dependentes das ativações de fissuras, da superfície e do volume,
respectivamente.
Quando se considera como dominante o efeito das fissuras, para part
ículas pequenas a
expressão (3.11) reduz-se a equação de Rosin-Rammler:
])/exp[(1
s
ddY
(3.12)
Nessa express
ão,
d
é o módulo de tamanho e s é conhecido como índice da distribuição
de Rosin-Rammler ou índice de Weibull.
Para part
ículas finas, a curva granulométrica se aproxima da equação de
Gaudin-Schumann:
n
d
d
Y
(3.13)
em que:
d
: Módulo de tamanho
n
: Módulo da distribuição
Usando uma aproximação estatística, Gaudin e Melloy derivaram a expressão:
Y = 1 - ( 1 - d /
d
)
n
(3.14)
Esta express
ão é aplicável a distribuição granuométrica dos maiores fragmentos de uma
fratura.
As express
ões (3.11) e (3.14) podem ser derivadas dando origem a equação mais geral,
das quais outras decorrem:
321
])/(1[])/(1[]/1[1
32
nnn
ddddddY
(3.15)
28
em que:
n
1
, n
2
, n
3
: constantes dependentes das atividades de fissuras, superfície e volume.
Para granulometria grossa, na qual poucas partículas são produzidas, a equação de
Klimpel e Austin passa a:
3
])/(1[1
3
n
ddY
(3.16)
Derivando-se a equa
ção de Rosin-Rammler surge outra equação para representar a
distribuição granulométrica discreta, que tem sido bastante usada na análise matemática
de operações de cominuição.
)1exp(1
])/(exp[1
n
dd
Y
(3.17)
Nesta express
ão, Y é a fração retida em peneiras de uma série geométrica.
3.6 Métodos de concentração atualmente usados no Brasil (Araujo et al., 2003)
3.6.1 Dados históricos
A produção de minério de ferro no Brasil restringiu-se a minérios de ferro de altos teores
até os anos setenta, quando o primeiro grande projeto baseado exclusivamente na
concentração de minérios itabiríticos de baixo teor foi colocado em operação pela
Samarco na Mina de Germano em Mariana, Minas Gerais (começou em 1977 a
mineração, beneficiamento, transporte por mineroduto e pelotização).
Antes disso, a Vale com opera
ções em Itabira (Cauê e o Conceição) vinha utilizando,
de modo pioneiro, separadores magnéticos de alta intensidade/gradiente (separação
magnética de alta intensidade a úmido (WHIMS)) para o beneficiamento de itabiritos junto
com hematitas de alto teor ainda disponíveis naquele complexo de mineração.
As demais opera
ções que utilizavam concentração de minério de ferro naquele momento
eram a mina da Fabrica (antiga Ferteco, atualmente unidade da Vale) em Congonhas no
29
estado de Minas Gerais, e Vale, mina de Piçarrão (já exaurida), em Nova Era, também em
Minas Gerais onde jigues e espirais de Humphrey foram utilizados no beneficiamento de
itabiritos.
Todas opera
ções realizadas em minério de ferro naquele momento beneficiavam
hematitas de altos teores que era lavadas, classificadas granulometricamente, mantendo-
se elevados rendimentos mássicos nas usinas. Um excelente exemplo dessas usina foi:
Águas Claras - MBR (início de operação em 1973 e exaustão em julho de 2001). Esta
usina que alcançou cume de produção em 1993, com produção total de 13 milhões de
toneladas por ano, entre granulados, sinter feed e pellet feed, era uma das maiores
instalações de beneficiamento operando no Quadrilátero Ferrífero.
3.6.2 Métodos normalmente aplicados (Araujo et al., 2003) .
A concentração gravítica, a separação magnética e a flotação são métodos empregados
em separado, ou, mais comumente, combinados, para a concentração de minérios de
ferro no Brasil. Na região do Quadrilátero Ferrífero, as frações de nter feed e pellet feed
são submetidas a concentração. Em algumas usinas, as de menor porte, a escrubagem
também é utilizada para melhorar os teores dos granulados removendo partículas de
ganga porosa.
Entre os maiores produtores de min
ério de ferro, apenas em Carajás (Vale, Estado do
Pará) uma usina de beneficiamento baseada exclusivamente em um circuito de
cominuição, lavagem e classificação granulométrica permanece em operação. Esta usina
trata mais de 100Mt por ano de hematita de alto teor produzindo granulado, sinter feed e
pellet feed.
As mais recentes inova
ções em beneficiamento para produção de pellet feed incluem a
utilização do ferrous wheel (concentrador magnético de alto gradiente de imã permanente
- FWMS), implementado em 2000 na MBR - Mina da Mutuca, e um separador magnético
de terras raras na mina de Córrego do Feijão pertencente à antiga Ferteco. A seleção do
método de concentração é baseada principalmente na assembléia mineralógica.
30
Para concentração do pellet feed da mina da Mutuca, separadores magnéticos FWMS
foram selecionados por causa da necessidade de separar principalmente as partículas de
gibsita das de hematita (martita com alguns traços de magnetita estão frequentemente
presentes). O quartzo também está presente nesse material, mas em menor proporção (2
- 6%). O minério alimentado nesta usina é um minério de alto teor produzindo granulado e
sinter feed sem a necessidade de métodos de concentração, mas o pellet feed necessita
de concentração. Confrontado com a gibsita, o mineral de ganga mais importante, a
aplicação da flotação catiônica reversa é dificultada uma vez que este mineral também é
deprimido pelo amido que deve ser usado para assegurar a seletividade da flotação de
quartzo pela amina. Por conseguinte, a seleção de um método de separação magnético
se tornou necessária neste caso. Por causa das capacidades envolvidas, a melhor
escolha, em termos de dispêndio de capital e custo operacional, era o separador
magnético ferrous wheel. Esta foi a primeira aplicação deste tipo no Brasil e a terceira no
mundo.
Min
ério de ferro silicoso é o mais simples para concentrar e pode geralmente ser
beneficiado por uma combinação de métodos gravimétricos para a fração granulométrica
mais grosseira, concentração magnética para uma granulometria intermediária e flotação
reversa para a fração de pellet feed.
Remo
ção parcial de um pouco de fósforo pode ser alcançada, em certos casos, através
do emprego de métodos convencionais de concentração como separação magnética para
minérios de granulometria entre 1,0mm e 0,15 mm e concentração gravítica para minérios
mais grosseiros e porosos.
O sucesso da aplica
ção de qualquer método de concentração é, com certeza, medido
pelo grau de liberação das fases minerais presentes, mas também é afetado por uma
série de aspectos sobrepostos percorrendo desde a distribuição granulométrica à
presença de relictos de magnetita em partículas de martita.
Em determinados min
érios contendo um teor acima de 10% de magnetita é usada uma
concentração magnética de baixa intensidade antes da concentração de alta intensidade
(WHIMS).
31
Cada vez mais, em um futuro próximo, as usinas estarão aplicando uma combinação
apropriada de métodos de concentração para cada minério, apontado para a
maximização da recuperação e redução de custos operacionais.
H
á uma tendência de aumento da participação de itabirito e minérios de ferro goethíticos
na alimentação das usinas, especialmente no Quadrilátero do Ferrífero, dessa forma as
usinas de beneficiamento serão cada vez mais complexas.
A sele
ção de um determinado método de concentração também depende da qualidade
esperada do produto final, por exemplo, a flotação é o método de concentração
usualmente selecionado (só ou em combinação) sempre que se requer um nível inferior a
1% de sílica no pellet feed.
Devido
à maior presença de minério de ferro goethítico na formação das pilhas que
servirão de alimentação para as usinas, o manuseio torna-se um fator preponderante
para que se tenha uma operação contínua no circuito. Para suprir este impacto é
necessário desenvolver soluções de engenharia capazes de minimizar ou eliminar esses
gargalos nos processos de tratamento de minérios. Outro fato marcante é a geração de
lamas contidas no minério por meio de degradação ou até mesmo pela sua própria
característica.
A lama gerada torna-se um problema para a qualidade final do pellet feed. Requer
deslamagem e separação sólido-liquído mais eficiente (Queiroz, 2003). Dessa maneira, o
processo de beneficiamento de minérios virá contribuir com soluções inteligentes para a
superação desses problemas, tornando as usinas mais eficientes e aumentando a vida
útil das barragens de contenção de rejeitos.
32
4. METODOLOGIA
A metodologia adotada, considerou um tratamento espec
ífico para cada fase do projeto:
caracterização mineralógica;
testes em escala de bancada;
testes em escala piloto.
4.1 Caracterização mineralógica
A caracteriza
ção mineralógica geralmente acompanhou todas as fases do projeto. Serviu
para identificar e quantificar as texturas e microestruturas dos diversos minerais que
constituíram as litologias estudadas. A interpretação mineralógica focou na identificação
das operações unitárias potenciais para o beneficiamento de cada tipo de minério
existente e auxiliou no desenvolvimento de rotas de processo de beneficiamento mineral.
4.2 Testes em escala de bancada
Foram realizados em equipamentos de laborat
ório nas fases de fragmentação,
classificação, concentração magnética e flotação. Para cada teste realizado foram
quantificados os valores químicos e granulométricos dos produtos. Mediram-se também
os índices de processo como:
grau de redução;
recuperação em massa;
recuperação metalúrgica;
índice de seletividade.
Os testes de bancada serviram para estabelecer os par
âmetros mais adequados para
cada operação unitária de beneficiamento e fornecer subsídios para o desenvolvimento
preliminar do fluxograma de processo, balanço de massas, balanço de água, pré-
dimensionamento dos equipamentos de processo e parâmetros de regulagem no circuito
de concentração magnética e flotação.
33
4.3 Testes em escala piloto
Foram realizados com amostras de grande volumes seguindo o fluxograma de processo
estabelecido no estudo conceitual. Contavam com uma infra-estrutura capaz de
desenvolver estudos em circuitos contínuos e/ ou em bateladas em todos os tipos de
equipamentos clássicos de beneficiamento de minério de ferro. As capacidades dos
testes piloto variaram de 100 kg/h a 50 t/h.
As realiza
ções dos testes piloto serviram também para avaliar o comportamento do
minério dentro do circuito com relação ao manuseio ou seja, entupimento de chutes,
caixas de peneiras e segregação do minério.
4.4 Trabalhos de projeto
Consistiu na elabora
ção final do fluxograma de processo, balanços de massa e água, e
forneceram subsídios para o dimensionamento dos equipamentos que foram informações
básicas para o desenvolvimento do projeto de engenharia. Englobaram também análises
críticas referentes a qualidade e splits dos produtos gerados.
4.5 Técnicas analíticas
Os procedimentos de caracteriza
ção mineralógica e estudos de concentração foram
realizados no Laboratório de Caracterização Mineralógica nos centros de pesquisas da
Vale:
CDM - Centro de Desenvolvimento Mineral, em Santa Luzia - MG;
CPT - Centro e Pesquisa Tecnológica, em Itabira - MG;
CPT - Centro e Pesquisa Tecnológica, em Mariana MG.
34
4.6 Estudos granuloquímicos
As an
álises granulométricas foram efetuadas por peneiramento a úmido, em peneiras de
laboratório, malhas de 38 mm a 0,044 mm (série Tyler).
As an
álises químicas quantitativas foram executadas em amostras globais, bem como por
faixas granulométricas, utilizando a fluorescência de raios-X. Os elementos/compostos
analisados foram : Fe total, SiO
2
, Al
2
O
3
, P , Mn e PPC.
4.7 Estudos mineralógicos e microestruturais
A lupa estereoscópica foi empregada nos estudos mineralógicos de caráter qualitativo e
de liberação para as frações mais finas: -0,500 +0,250mm; -0,250 +0,125mm; -0,125
+0,074mm; -0,074 +0,044mm e -0,044mm.
Além dos estudos de liberação, as amostras globais foram caracterizadas em termos de
composição mineralógica e de aspectos texturais, que envolveram basicamente a
estimativa da porcentagem de minerais presentes (minerais metálicos e minerais de
ganga), dos tipos morfológicos e da granulação dos cristais de óxidos/hidróxidos de ferro.
Todos estes resultados foram obtidos por microscopia ótica, através de preparação de
seção polida de grãos.
Foi usado a microscopia
ótica de luz refletida para a identificação dos minerais opacos,
especialmente os portadores de ferro e na investigação das associações mineralógicas e
texturais. A microscopia ótica de luz transmitida foi utilizada para identificação dos
minerais translúcidos, ou seja, minerais de ganga.
4.8 Procedimentos experimentais
As faixas adotadas para os procedimentos experimentais foram divididas da seguinte
forma:
35
-32,0 +8,0 mm;
-8,0 + 1,0 mm;
-1,0 + 0,15 mm;
-0,15 mm.
A faixa -32,0 +8,0 mm serviu para estudos da britagem quatern
ária.
A faixa -8,0+1,0 mm serviu para estudo de separa
ção em líquido denso.
A faixa -1,0+0,15 mm serviu para estudo de concentra
ção magnética e espirais
concentradoras e a faixa -0,15 mm para estudos de deslamagem e flotação.
Os elementos de an
álises químicas globais foram % Fe, % SiO
2
, %Al
2
O
3
, %P , % Mn e
% PPC. As análises físicas foram os percentuais retidos nas frações +8,0 mm; +6,3 mm,
+4,0 mm, +2,0mm, +1,0 mm, +0,5mm, +0,25 mm, +0,15 mm, +0,104mm, +0,075mm,
+0,045 mm e -0,045mm.
4.8.1 Preparação das amostras
A prepara
ção das amostras seguiu as seguintes etapas:
Reduzir a amostra inicial abaixo de 32mm em circuito fechado de peneiramento e
britagem, utilizando-se um britador de mandíbula. Homogeneizou o produto em pilha
alongada.
Peneirar o produto britado, a úmido, (peneiras 50x50mm), individualizando as frações
-8 +1mm, -1,0 +0,15mm e -0,15mm.
À fração -1,0+0,15mm foi adicionada parte da fração -0,15mm (12%) para simular a
eficiência da classificação industrial, que geralmente é realizada em hidrociclones de 26''
de diâmetro.
Filtrara fração -0,15 mm.
Secar cada fração em estufa a 100ºC.
36
Cada fração foi homogeinizada em pilha.
Quartear a amostra, utilizando um quarteador Jones para obter alíquotas com
massas adequadas para realização dos ensaios de bancada para cada fração.
4.9 Separação magnética (fração -1,0 +0,15mm )
Essas amostras forma submetidas a ensaios de separa
ção magnética em um separador
eletromagnético, (L4-Inbrás), com placas de 2,5mm e 3,8 mm de espaçamento. Cada
produto foi analisado granulometricamente em 2, 1, 0,5, 0,25, 0,15 , 0,104, 0,075, 0,044 e
-0,044mm e a composição química foi determinada: Fe total, SiO
2
, P, Al
2
O
3
, Mn e PPC.
4.10 Deslamagem (fração -0,15mm)
A deslamagem em bancada da fração -0,15mm foi realizada em hidrociclone de 40mm
(1,57") de diâmetro, com inlet 16 x 3mm (0,63 x 0,12"), vortex de 10mm (0,39") e apex de
3mm (0,12"). A pressão na alimentação da ciclonagem foi de 1,7 kg/cm
2
e a
percentagem de sólidos na alimentação de 6% em massa.
4.11 Flotação em bancada (fração -0,15mm)
Ap
ós a deslamagem da fração -0,15mm das amostras, foram realizados os ensaios de
flotação em escala de bancada. Utilizou-se o gritz de milho ou fubá como depressor dos
minerais de ferro e como coletor do quartzo a amina Flotigan EDA da Clariant. As
condições de operação foram as seguintes:
célula: Denver, 1200rpm, cuba 2,5 litros;
polpa: 60% sólidos em massa, água destilada;
dosagem de amido: 600g/t, gelatinizado na relação amido/soda 6:1;
dosagem específica de amina : 250 g/t SiO
2
na alimentação;
tempos de condicionamento : 3 minutos para o amido, 1 min para a amina,
pH: 10,2.
37
Os parâmetros dos modelos foram definidos baseados em experiência operacional e/ou
por tentativa e erro.
Os valores obtidos foram otimizados no decorrer das realiza
ções dos testes.
4.12 Estudos de simulação e balanço de massa
Ap
ós a determinação do fluxograma de processo foram feitas simulações de balanço de
massa. Foram usados os valores de partição provenientes do software USIMPAC
3.0.3.4 desenvolvido pela BRGM - Environment & Process Division, Orleans - França e
comparados com valores obtidos em planilhas Excel desenvolvidas especialmente para
simulações de balanço de massa.
38
5.0 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Neste cap
ítulo são apresentados os resultados obtidos referente às análises de
caracterização mineralógica, testes em bancada, testes piloto e simulações de balanço
de massa.
5.1 Caracterização mineralógica
Realizou-se a quantifica
ção mineralógica para o conjunto de amostras de pequeno
volume coletadas para o desenvolvimento dos trabalhos iniciais, por tipo de run of mine.
Classificou-se este conjunto de amostras em três tipos de run of mine:
ROM rico;
ROM goethítico;
ROM pobre.
Estabeleceu-se somente amostras de pequeno volume, coletadas a partir de
afloramentos, galerias e furos de sonda para representar as diversas litologias
identificadas no modelo geológico. Desta forma, as amostras de pequeno volume
ofereceram uma visão preliminar das respostas de cada minério frente ao beneficiamento
mineral e da qualidade dos produtos gerados.
A tabela 5.1 cont
ém os teores globais das amostras de pequeno volume das jazidas que
compõem o Projeto para 24Mta, comparadas aos teores apresentados pelo modelo
geológico preliminar.
39
Tabela 5.1 Teores globais das amostras de pequeno volume comparados aos teores
apresentados pelo modelo geológico preliminar, por tipo de Run of Mine
ROM rico 12 amostras de pequeno volume
Teores %Fe %SiO
2
%Al
2
O
3
%P %Mn %PPC
Mínimos 59,79 0,71 0,53 0,023 0,032 0,78
Máximos 65,63 7,56 4,33 0,323 0,154 4,90
Média 63,86 2,77 2,40 0,081 0,068 2,86
Expectativa 63,98 2,55 2,26 0,068 0,320 3,20
ROM goethítico 9 amostras de pequeno volume
Teores %Fe %SiO
2
%Al
2
O
3
%P %Mn %PPC
Mínimos 54,91 1,10 1,02 0,031 0,041 0,94
Máximos 60,35 14,38 5,82 0,111 1,486 10,77
Média 58,69 6,00 3,53 0,060 0,239 5,77
Expectativa 56,53 7,65 2,81 0,104 0,430 7,32
ROM pobre 4 amostras de pequeno volume
Teores %Fe %SiO
2
%Al
2
O
3
%P %Mn %PPC
Mínimos 37,82 20,70 0,46 0,035 0,069 0,61
Máximos 53,73 44,61 2,03 0,049 0,160 1,80
Média 44,29 34,26 1,18 0,041 0,109 1,17
Expectativa 46,46 29,32 0,95 0,042 0,171 1,01
A quantifica
ção mineralógica por tipo de run of mine encontra-se nas tabelas 5.2 e 5.3.
Tabela 5.2 Quantifica
ção mineralógica e proporção entre os minerais de ferro, por tipo de
Run of Mine
ROM Hematita
Magnetita
Hematita martítica Goethita
Rico 10,4% 16,0% 60,60% 13,0%
Goethítico
6,5% 5,1% 48,8% 38,6%
Pobre 14,5% 20,9% 59,5% 5,1%
40
Tabela 5.3 Quantificação mineralógica e proporção entre ganga e minerais acessórios,
por tipo de Run of Mine
ROM Quartzo livre Quartzo misto
Caulinita Gibbsita
Rico 2,4% 0,2% 0,4% 1,3%
Goethítico
5,5% 0,7% 0,1% 1,1%
Pobre 32,0% 1,8% - 0,1%
As figuras 5.1, 5.2 e 5.3 apresentam fotomicrografias com as principais texturas/
microestruturas e associações minerais presentes em tipos distintos de Run of Mine.
Figura 5.1 Fotomicrografias com as principais texturas/microestruturas e associa
ções
minerais presentes no ROM rico microscopia ótica de luz refletida,
ROM RICO
Porosidade (PO) elevada
PO
Associação de goethita (GO),
quartzo (QZ) e hematita (H)
Associação de goethita terrosa
(GO), e hematita martítica (HM)
QZ
GO
H
GOHM
PO
Associação de goethita terrosa
(GT), e hematita martítica (HM)
(Nicóis cruzados)
GT
HM
Quartzo livre (QL)
QL
Magnetita (MA)
ROM RICO
Porosidade (PO) elevada
PO
Associação de goethita (GO),
quartzo (QZ) e hematita (H)
Associação de goethita terrosa
(GO), e hematita martítica (HM)
QZ
GO
H
GOHM
PO
Associação de goethita terrosa
(GT), e hematita martítica (HM)
(Nicóis cruzados)
GT
HM
Quartzo livre (QL)
QL
Magnetita (MA)
41
Figura 5.2 Fotomicrografias com as principais texturas/microestruturas e
associações minerais presentes no ROM goethítico microscopia ótica de luz refletida.
Figura 5.3 Fotomicrografias com as principais texturas/microestruturas e as
associações minerais presentes no ROM pobre microscopia ótica de luz refletida.
Em rela
ção às características mineralógicas dos minérios existentes na jazida, destacam-
se os seguintes aspectos:
são minérios hidratados, sendo a hematita martítica o mineral de ferro mais abundante,
apresentando partículas em processo de martitização com grande participação de
magnetita;
ROM GOETHÍTICO
Hematita martítica (HM),
hematita lamelar (HL) e
quartzo livre (QL)
QL
HM
HL
Partículas com elevada
porosidade (PO)
PO
Goethita (GO) e goethita
terrosa (GT)
GO
GT
ROM GOETHÍTICO
Hematita martítica (HM),
hematita lamelar (HL) e
quartzo livre (QL)
QL
HM
HL
Partículas com elevada
porosidade (PO)
PO
Goethita (GO) e goethita
terrosa (GT)
GO
GT
ROM PO B R E
Quartzo associad o (QM ) à
hem atita la m elar (HL)e
granular (H G)
HL
HG
QM
Qu artzo associado (Q M ) à
hem atita m artítica (H M )
Quartzo associado (QM ) à
hem atita m artítica
(H M )/m agnetita (MA )
HG
QM
HM /M A
Cristais dos m inerais de ferro com elevada p o rosidade (PO )
PO
PO
PO
PO
ROM PO B R E
Quartzo associad o (QM ) à
hem atita la m elar (HL)e
granular (H G)
HL
HG
QM
Qu artzo associado (Q M ) à
hem atita m artítica (H M )
Quartzo associado (QM ) à
hem atita m artítica
(H M )/m agnetita (MA )
HG
QM
HM /M A
Cristais dos m inerais de ferro com elevada p o rosidade (PO )
PO
PO
PO
PO
42
a participação de goethita é relativamente elevada, principalmente no run of mine
denominado goethítico. Grande parte da goethita existente apresenta-se na forma terrosa;
tanto a goethita quanto a hematita martítica apresentam minerais aluminosos associados,
geralmente em poros e interstícios das microestruturas, em frações granulométricas
extremamente finas;
caulinita e gibbsita são mais abundantes no run of mine designado por rico, seguido pelo
goethítico.
as hematitas são designadas por cristais compactos (hematita especular, lamelar,
granular e sinuosa que dão caráter especularítico ao minério), e que geralmente
apresentam menores níveis de contaminação, apresentam-se como a fase mineral de
menor proporção entre os minerais de ferro presentes;
o quartzo apresenta-se tipicamente livre nas amostras de run of mine designadas como
ROM rico e o ROM goethítico, sendo que o grau de liberação de quartzo torna-se menor
para o grupo de amostras que constituem o rom pobre. Neste último caso, as frações
granulométricas maiores que 0,15mm não apresentam liberação de quartzo que permita a
geração de sínter feed com qualidade adequada de sílica, mesmo após o emprego de
processos de concentração. Verifica-se a necessidade de cominuição para atingir a
adequação do grau de liberação;
Quanto
à interpretação mineralógica focada na definição de rotas de processo de
beneficiamento dos minérios existentes na jazida, destacam-se os seguintes aspectos:
produção de granulados (faixa + 8,0mm): baixa resistência física em função da
porosidade elevada existente nas partículas minerais de ferro, sendo que estes poros
apresentam elevada conexão, além da grande participação de goethita terrosa. A fração
correspondente aos granulados tende a gerar elevada proporção de finos por abrasão no
manuseio e transporte de materiais, devida principalmente à pela presença de bordas
irregulares nas diversas partículas minerais existentes;
43
produção de sínter feed (faixa - 8,0 + 0,15mm): tende-se a produzir sinter feed com teor
elevado de alumina, em função da presença de caulinita (~39% Al
2
O
3
) e gibbsita (63% a
65% Al
2
O
3
) nos poros e interstícios dos minerais de ferro, ou mesmo associadas às
goethitas;
o quartzo livre existente cria condições adequadas para a geração de concentrados com
teores de sílica aceitáveis, caso sejam necessárias operações de concentração. Parte da
sílica será proveniente da caulinita (~46% SiO
2
) e goethita terrosa (2,9% a 4,8% SiO
2
);
deve-se esperar a geração de produtos com teores de ferro mais baixos no sínter feed,
mesmo para os casos em que o teor de sílica seja pequeno, devido à grande participação
de goethita e goethita terrosa, que têm teores de PPC da ordem de 13% em massa;
para a fração 1+ 0,15mm, os processos de concentração gravítica tendem a ser menos
seletivos que os magnéticos, em função da elevada porosidade dos minerais de ferro
(hematita martítica e goethita);
em função da grande participação de magnetita, exige-se um estágio rougher de média
intensidade, a fim de evitar entupimentos na concentração magnética de alta
intensidade, a qual terá a função de fazer a adequação da qualidade do sínter feed;
o ROM pobre não apresenta liberação de quartzo adequada para a produção de sínter
feed com teor de sílica menor que 4,5%;
produção de pellet feed (faixa - 0,15mm): tende a produzir grande quantidade de lama,
em função da participação elevada de caulinita, gibbsita e goethita terrosa;
deve-se trabalhar com um número maior de estágios de deslamagem e, possivelmente,
com adição de dispersantes para diminuir o by pass de finos para o underflow da
deslamagem, melhorando assim a limpeza da superfície do quartzo, que por vez
apresenta-se recoberto por massas terrosas, o que é um impedimento para processos de
flotação subsequentes;
44
a atrição aplicada antes da deslamagem pode ser uma rota alternativa para a limpeza da
superfície do quartzo rugoso e preenchido por massas terrosas;
observa-se a liberação de quartzo na fração abaixo de 0,15mm nas amostras do ROM
rico e goethítico.
5.2 Circuito de peneiramento e britagem quaternária
O circuito de peneiramento e britagem quaternária compreende um peneiramento à úmido
em 8,0mm e 1,0mm, denominado de peneiramento quaternário 1. Um circuito de
britagem quaternária seguido de um segundo peneiramento em 8,0mm e 1,0mm,
chamado de peneiramento quaternário 2. Este circuito recebe a fração -38,0mm da pilha
de homogeneização.
5.2.1 Peneiramento quaternário 1
Para o circuito de peneiramento a
úmido e britagem quaternária foi adotado um circuito
industrial existente e procurou-se um minério similar ao proposto para fazer os testes de
partição e eficiência de britagem. A tabela 5.4 caracteriza os equipamentos de processo
adotados.
Tabela 5.4 Caracter
ísticas dos equipamentos de processo adotados para os testes
Equipamentos Modelo Fabricante
Peneiras 8 x 20 SLK246 Shenck
Britadores quaternários HP400 Metso
Para o circuito de peneiramento a
úmido foram adotadas peneiras de duplo deck e telas
de 8,0mm e 1,4mm para fazer a separação nas seguintes faixas:
fração +8,0mm;
fração -8,0+1,0mm;
fração -1,0mm.
45
A fração +8,0mm destinou-se a britagem quaternária. A fração -8,0+1,0mm foi
considerada como final e a fração -1,0mm destinou-se ao circuito de classificação
secundária. A figura 5.4 ilustra a rota de processo para o circuito de peneiramento e
britagem quaternária.
Figura 5.4 - Fluxograma de processo para os testes de peneiramento e britagem
quaternária.
O peneiramento da fra
ção -38,0mm foi denominado quaternário 1. Os resultados das
análises granulométricas encontram-se na tabela 5.5.
-8,0 + 1,0 mm
-38,0mm
+8,0 mm
-1,0 mm
-1,0 mm
-8,0 + 1,0 mm
+8,0 mm
Quaternário1 Quaternário 2
46
Tabela 5.5 Granulometria dos testes do peneiramento quaternário 1
Peneiramento Quaternário 1 Fração - 38,0mm
Fluxos %retido simples
Malhas -38,0mm + 8,0mm -8,0mm -8+1,0mm -1,0mm
8000 15,12 93,99 2,38 9,65 0,00
2000 13,20 3,44 14,78 59,86 0,00
1000 6,84 0,25 7,91 15,31 5,48
500 3,36 0,12 3,89 0,79 4,90
250 5,31 0,19 6,14 1,24 7,74
150 1,43 0,05 1,66 0,34 2,09
106 6,02 0,22 6,95 1,41 8,77
75 4,72 0,17 5,46 1,11 6,89
45 11,75 0,42 13,58 2,75 17,12
-45 32,24 1,16 37,26 7,55 47,01
Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
As parti
ções e eficiência de passante encontram-se na tabela 5.6 e as memórias de
cálculos no Anexo 1 e Anexo 2.
Tabela 5.6
Partição e eficiência de passantes no peneiramento quaternário 1
Fluxos Partição Eficiência de Passante
+ 8,0mm 13,96% 93,22%
+1,0mm 24,69% 81,59%
-1,0mm 61,35% -
As taxas de peneiramento foram baseadas em valores praticados em peneiras de deck
único, tamanho 10`x 20` e 8`x 20` com telas de 8,0mm e 1,4mm em operação nas usinas
de Conceição e Brucutu, respectivamente. A baixa eficiência na fração -8,0mm+1,0mm
gerou uma maior massa de finos na fração +1,0mm e, como consequência, um
afinamento do sínter feed. A tabela 5.7 mostra os valores das taxas de peneiramento
praticadas.
47
Tabela 5.7 Referência da taxa de peneiramento t/h/m
2
Referência
malha de
corte(mm)
tamanho
da peneira
capacidade
t/h
área de
peneiramento
m
2
taxa
t/h/m
2
Conceição
8,00 10` x 20` 550 18,58 29,60
1,00 - - - -
Brucutu
8,00 8` x 20` 450 14,86 30,30
1,00 8` x 20` 283 14,86 19,04
Para o peneiramento quatern
ário 1 adotaram-se as taxas de peneiramento de 30t/h/m
2
para o corte em 8,0mm e 19t/h/m
2
para o corte em 1,0mm.
5.2.2 Britador Quaternário
Optou-se por uma curva de britagem existente para o britador HP400 e foi adotada uma
menor eficiência de britagem para o dimensionamento do circuito. Através da
granulometria do produto, calculou-se a eficiência de britagem por malha, usando-se a
fórmula abaixo:
Eficiência de britagem (%) = 1 - % ret acumulado do produto x 100
% ret acumulado na alimentação
A tabela 5.8 cont
ém os valores obtidos em testes realizados com o britador HP400 no
circuito da britagem quaternária de Brucutu. Notou-se uma baixa eficiência de britagem
para a fração +8,0mm.
48
Tabela 5.8 Resultados de testes de britagem, britador HP400 Usina de Brucutu
Fluxos
Alimenta
ção do britador
(+8,0mm)
Produto do britador
(-8,0mm) HP400 BR
Malha
(
µm)
% retido
simples
% retido
acumulado
% retido
simples
% retido
acumulado
Efici
ência
Britagem
19000 5,50 5,50 1,7 1,70 69,09%
12500 28,60 34,10 13,3 15,00 56,01%
10000 18,60 52,70 10,3 25,30 51,99%
8000 23,40 76,10 15,1 40,40 46,91%
6300 14,00 90,10 10,6 51,00 43,40%
1000 7,60 97,70 26,5 77,50 20,68%
150 0,70 98,40 9,3 86,80 11,79%
( - ) 1,60 100,00 13,2 100,00 0,00%
Foi efetuada uma calibra
ção no modelo de forma que a eficiência de britagem para o
britador HP400 ficasse próxima aos valores apresentados na tabela 5.8. A tabela 5.9
contém os valores da simulação de eficiência de britagem adotada para o minério em
estudo.
Tabela 5.9 Efici
ência de britagem simulada
Fluxos
Alimenta
ção do britador
(+8,0mm)
Produto do britador
(-8,0mm) HP 400
Malha(µm)
% retido
simples
% retido
acumulado
% retido
simples
% retido
acumulado
Eficiência
Britagem
19000 19,14 19,14 4,74 4,74 75,24%
12500 29,08 48,22 15,91 20,65 57,18%
10000 20,58 68,80 14,07 34,72 49,53%
8000 25,40 94,20 19,24 53,96 42,72%
6300 1,55 95,75 3,19 57,15 40,31%
1000 1,40 97,15 16,41 73,56 24,28%
150 0,93 98,08 11,02 84,58 13,76%
( - ) 1,92 100,00 15,42 100,00 0,00%
Comparando as tabelas 5.8 e 5.9, observa-se que a efici
ência de britagem adotada para o
projeto é coerente com os valores obtidos industrialmente. A figura 5.5 confirma a
49
afirmativa. Foi adotada a eficiência de 40% para a malha de 8,0mm.
Curva de eficiência de britador HP 400 BR x AP
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
19000 12500 10000 8000 6300 1000 150
Malha - micrometro
%
EF Real EF simulada
Figura 5.5 Eficiência de britagem real do HP 400 versus eficiência adotada.
5.2.3 Peneiramento quaternário 2
O produto do britador quatern
ário alimentou o peneiramento quaternário 2. Baseou-se
em modelos de peneira de tamanho 7`x 16`, horizontal e deck único, para ser a referência
com relação à taxa de peneiramento. A tabela 5.10 contém os valores adotados para a
taxa de peneiramento. Foram adotados os valores de 20t/h/m
2
e 7t/h/m
2
para as malhas
de 8,0mm e 1,0mm.
Tabela 5.10 Refer
ência de taxa de peneiramento
Referência
malha de
corte(mm)
tamanho
da peneira
capacidade
t/h
área de
peneiramento
m2
taxa
t/h/m2
Peneiras
horizontais
8,00 7` x 16` 200 10,41 19,21
1,00 7` x 16` 80 10,41 6,72
Os valores resumidos de granulometrias obtidas nos testes piloto encontram-se na tabela
5.11. No Anexo 4 encontram-se as granulometrias completas.
50
Tabela 5.11 Resultados dos testes piloto, peneiramento quaternário 2
Peneiramento Quaternário 2
Fluxos %retido simples
Malhas Britado +8,0mm -8,0mm -8+1,0mm -1,0mm
8000 53,96 94,36 0,00 0,00 0,00
2000 12,40 1,52 26,94 64,49 0,00
1000 7,19 0,88 15,63 27,26 7,28
500 4,69 0,57 10,19 1,46 16,46
250 4,78 0,59 10,39 1,49 16,77
150 1,55 0,19 3,37 0,48 5,45
106 1,56 0,19 3,40 0,49 5,49
75 1,33 0,16 2,88 0,41 4,65
45 1,87 0,23 4,05 0,58 6,55
-45 10,66 1,30 23,15 3,32 37,38
Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Notou-se uma parti
ção alta para o oversize, 57,18%, tabela 5.12, devido à baixa
performance de britagem atingida no HP400. O percentual elevado de near size nas
malhas de corte 8,0mm e 1,0mm, 53,96% e 73,55% contribuiu para esta partição. As
memórias de cálculos estão no Anexo 5.
Tabela 5.12 Parti
ção e eficiência de passantes, peneiramento quaternário 2
Fluxos Partição Ef.Passantes
+ 8,0mm 57,18% 93,01%
-8,0 +1,0mm 17,89% 91,28%
-1,0mm 24,93% -
Percebeu-se um ponto cr
ítico no peneiramento quaternário 2. O valor retido na fração
>8,0mm de 57,2% proporciona uma maior carga circulante e exige um maior número de
máquinas em operação.
A fra
ção -8,0 +1,0mm do peneiramento quaternário 1 e 2 constituiu uma das parcelas do
sínter feed, denominadas SF1 e SF2. A fração <1,0mm foi direcionada ao circuito de
classificação em ciclone e classificador espiral. A figura 5.6 ilustra a rota de processo
adotada.
51
-38,0mm
+8,0 mm
-1,0 mm
-1,0 mm
-8,0 + 1,0 mm
SF1
+8,0 mm
-8,0 + 1,0 mm
SF2
Figura 5.6 Rota de processo para o peneiramento quaternário 1 e 2.
O balan
ço de massa do circuito de peneiramento quaternário 1 e 2 encontra-se na tabela
5.13.
Tabela 5.13 Resumo do balan
ço de massa, peneiramento quaternário 1 e 2
Peneiramento Quaternário 1
Fluxo % Fe
%
SiO2
%
massa
Efici
ência
Passantes
(%)
-38,0 mm 61,41
4,69 100,00 100,00
+8,0 mm 61,69
2,68 13,96 93,22
-8,0 +1,0 mm 62,11
3,30 24,69 81,59
-1,0 mm 61,08
5,77 61,35 94,62
Peneiramento Quaternário 2
Fluxo % Fe
%
SiO2
%
massa
Efici
ência
Passantes
(%)
- 38,0 mm 61,69
2,68 100,00 100,00
+8,0 mm 62,01
2,50 57,18 93,01
-8,0 +1,0 mm 61,90
2,60 17,89 91,28
1,0 mm 61,54
2,73 24,93 94,29
52
Notou-se que no peneiramento quatern
ário 2, todas as faixas granulomérticas possuem
baixo teor de sílica, devido à migração da sílica no peneiramento quaternário 1 para a
fração <1,0mm. Esta migração está relacionada à primeira adição de água ao circuito.
A carga circulante do circuito de britagem foi 49%, calculada pela f
órmula do circuito
reverso de britagem e mostrada na tabela 5.14.
CC= (1/Y)*((10^6)/E)-100Z (Valadão et al.,2007)
CC - % de carga circulante;
Y - % de passante presente na descarga do britador;
E - eficiência do peneiramento quaternário 1;
Z - % passante na alimentação nova do peneiramento quaternário 1.
Tabela 5.14
Cálculo da carga circulante
Cálculo Carga Circulante
Y E Z CC
46,04 93,01 84,8 49,34
Os valores de parti
ção, eficiência de britagem e peneiramento mostrados neste capítulo
serviram como base para a elaboração final do balanço de massa.
5.3 Classificação da fração -1,0mm
Para a classifica
ção da fração -1,0mm foi adotado um circuito em dois estágios com o
objetivo de garantir um corte mais fino na fração -0,15mm para alimentar o circuito de
flotação, mínimo de 95% passante, e obter um corte mais grosso na fração -1,0+0,15mm
para gerar um produto de underflow com 50% passante na fração +0,15mm. A rota de
processo adotada foi um circuito em ciclones convencionais de 26 polegadas associado a
um segundo estágio em classificador espiral. A figura 5.7 indica a rota de processo
adotada.
53
Figura 5.7 Rota de processo adotada para o circuito de classifica
ção.
5.3.1 Classificação em ciclones de 26 polegadas
Para o circuito de classifica
ção em ciclones foi adotado ciclone convencional com as
seguintes características:
diâmetro do ciclone 26 polegadas;
diâmetro vortex 10 polegadas;
diâmetro apex 6 polegadas;
pressão na alimentação 0,8kg/cm
2
;
altura livre 72 polegadas;
área de entrada 56pol
2
.
A tabela 5.15 indica os resultados de parti
ção do teste em escala piloto do hidrociclone de
26 polegadas. Os valores de densidade adotados serviram como referência para a
realização do balanço de massa definitivo.
-0,15 mm
-1,0 mm
-1,0 mm + 0,15mm
-0,15 mm
54
Tabela 5.15 Memória de cálculo partição do hidrociclone de 26 polegadas
As tabelas 5.16, 5.17 e 5.18 mostram os resultados do balan
ço de massa obtido pelo
modelo de Plitt.
Os valores de parti
ção obtidos no balanço redundante e no modelo de Plitt são coerentes,
65% e 62,21 % de recuperação para o underflow, respectivamente. Pode-se considerar
que o cálculo de partição pelo balanço redundante leva em consideração os resultados de
teste piloto e o modelo de Plitt é uma simulação de partição onde os dados de entrada
são valores teóricos. Isto significa que os resultados do teste piloto confirmaram a partição
simulada pelo modelo de Plitt.
Memória de Cálculo Partição em Hidrociclones - Balanço Redundante / Balanço de Água
Fluxo: Fração -1,0 mm proveniente do peneiramento quaternário 1
Dados Calculados Balanço Redundante
Malha
(mm) AL UF OF
a-e c-e (a-e)(c-e) (c-e)^2 OF UF AL
UF Re al UF Corrigido
4000 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0 0 0 0 0 100% 100,0%
2000 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0 0 0 0 0 100% 100,0%
1000 5,48 8,39 0,00
5,48 8,39 45,995284 70,44748489 0,00 5,48 5,48 100% 100,0%
500 4,90 7,50 0,00
4,90 7,50 36,76715 56,30251225 0,00 4,90 4,90 100% 100,0%
250 7,74 11,85 0,01
7,73 11,85 91,62639198 140,3348237 0,00 7,74 7,74 100% 100,0%
150 2,09 3,17 0,04
2,05 3,13 6,40837257 9,81130329 0,01 2,07 2,09 99% 99,0%
106 8,77 12,89 1,01
7,76 11,88 92,1464208 141,0773818 0,35 8,42 8,77 96% 94,3%
75 6,89 9,13 2,66
4,23 6,48 27,41055984 41,96707524 0,92 5,96 6,89 87% 80,9%
45 17,12 18,03 15,41
1,71 2,62 4,47795496 6,87278656 5,35 11,78 17,12 69% 55,5%
-45 47,01 29,02 80,87
-33,86 -51,85 28,06 18,95 47,01 40% 15,0%
a c e 304,8321342 466,8133677
Partição OF 35% OF
Dados de Entrada Processo : Partição UF 65% UF
ds AL 4,40
Alimentação:
1,45 t/m3 ds UF 4,55
Underflow: 1,85 t/m3 ds OF 4,13
Overflow: 1,24 t/m3 Deve ser considerado apenas a densidade da alimentação no Balanço de Água
ds: 4,40 t/m3
Passo 1: Cáculo da Concentração de Sólidos (% cw) Passo 2: Cálculo da diluição - %ma/ %ms
%cw % H2O % ma / %ms (u-o) (a-o)
AL 40,2% 59,8% AL 149%
UF 59,5% 40,5% UF 68% -231,1% -150%
OF 25,0% 75,0% OF 299%
Passo 3: Cálculo Partição e Balanço de água Passo 4 lculo By-pass - R
A/U = 65% Partição para o UF R = 29,8%
A/O = 35% Partição para o OF
A= 100,00%
Balanço de Água
Dados Medidos / Entrada
Corrigida
Retido Simples (%)
35%
Curva partição
Balao de Água
Partição
65%
100%
55
Tabela 5.16 Balanço de Massa, modelo de Plitt
Tabela 5.17 Balanço granulométrico, modelo de Plitt
Tabela 5.18 Valores mem
ória de cálculo, modelo de Plitt
Notou-se um valor alto de by-pass, 33,32%, indicado na tabela 5.18. Este valor garante
uma granulometria adequada para a flotação e foi influenciado diretamente pelo diâmetro
do apex de 6 polegadas. Em consequência, houve um arraste de finos para o underflow,
69,1% passante na tabela 5.19, 67,5% passante em 0,15mm indicado na tabela 5.18. A
tabela 5.19 mostra os resultados da simulação no software de simulação Usimpac onde o
percentual passante na fração 0,15mm indicado é 69,1%. Portanto, existe uma coerência
entre os três modelos de cálculo adotados.
1 1,00
D
50
corrigido 65,91 µm 2,47
46,21 µm 36,73%
364,12 m
3
/h 43,33%
Split de polpas 0,58 62,21%
Fator de hopper 54,36 % 33,32%
Número de ciclones
Eficiência de separação m
By -pass (%)
D
50
Real
Vazão de polpa por ciclone
Correção do fator m
Prtição de polpa / volume (R
V
)
Partição por classificão
Partção total
MALHA ALIMENTAÇÃO Y Y UNDERFLOW OVERFLOW Partição Partição
µm DMP
Di/D
50
% Ret. t/h
Corrigido
Real % Ret. t/h % Ret. t/h Real Corrigida
2000,00 2414,21 36,63 0,00 0,00 1,00 1,00 0,00 0,00 0,00 0,00 100,00 100,00
1000,00 1500,00 22,76 5,48 5,48 1,00 1,00 8,81 5,48 0,00 0,00 100,00 100,00
500,00 750,00 11,38 4,90 4,90 1,00 1,00 7,88 4,90 0,00 0,00 100,00 100,00
250,00 375,00 5,69 7,74 7,74 1,00 1,00 12,44 7,74 0,00 0,00 100,00 100,00
150,00 200,00 3,03 2,09 2,09 1,00 1,00 3,36 2,09 0,00 0,00 100,00 100,00
100,00 125,00 1,90 8,77 8,77 0,97 0,98 13,78 8,57 0,53 0,20 97,72 96,59
75,00 87,50 1,33 6,89 6,89 0,75 0,84 9,25 5,75 3,01 1,14 83,51 75,27
45,00 60,00 0,91 17,12 17,12 0,42 0,62 16,93 10,53 17,44 6,59 61,50 42,26
0,00 22,50 0,34 47,01 47,01 0,05 0,36 27,57 17,15 79,02 29,86 36,48 4,73
TOTAL 100,00 100,00 0,43 0,62 100,00 62,21 99,99 37,79
DADOS DE PROCESSO ALIMENTAÇÃO UNDERFLOW OVERFLOW
Massa de Sólidos (t/h) 100,00 62,21 37,79
Partição em Massa (%) 100,00 62,21 37,79
Vazão de Polpa (m³/h) 193,05 70,91 122,14
Densidade do Sólido (t/m³) 4,39 4,39 4,39
Massa de Polpa (t/h) 270,27 118,95 151,32
Vazão de Água (m³/h) 170,27 56,74 113,53
Densidade da Polpa (t/m³) 1,40 1,68 1,24
% de Sólidos em Peso 37,00 52,30 24,97
% de Sólidos em Volume 11,80 19,98 7,05
56
Tabela 5.19 Resultados do software de simulação Usimpac
Os valores de granulometria apresentados na tabela 5.17 e tabela 5.19 confirmam a
necessidade de um segundo estágio de classificação para garantir a qualidade
granulométrica do sínter feed.
A figura 5.8 ilustra as curvas de parti
ção real e corrigida da classificação em ciclone de
26.
Figura 5.8 Curvas de partição do ciclone de 26.
Tam (mm) %passante
%ac %ret %passante %ac %ret %passante %ac %ret
50 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
44 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
40 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
38 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
31,5 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
25 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
19 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
16 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
12,5 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
10 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
8 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
6,35 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
5,6 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
4,8 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
3,4 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
2,4 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
1 94,52 5,48 5,48 100,00 0,00 0,00 91,61 8,39 8,39
0,84 93,92 6,08 0,59 100,00 0,00 0,00 90,70 9,30 0,91
0,71 92,44 7,56 1,48 100,00 0,00 0,00 88,43 11,57 2,26
0,6 91,10 8,90 1,35 100,00 0,00 0,00 86,37 13,63 2,06
0,5 89,62 10,38 1,48 100,00 0,00 0,00 84,10 15,90 2,26
0,42 87,53 12,47 2,09 100,00 0,00 0,00 80,91 19,09 3,20
0,3 84,70 15,30 2,83 100,00 0,00 0,00 76,58 23,42 4,33
0,21 81,87 18,13 2,83 99,99 0,01 0,01 72,25 27,75 4,33
0,15 79,79 20,21 2,09 99,95 0,05 0,04 69,08 30,92 3,17
0,105 71,01 28,99 8,77 98,94 1,06 1,01 56,19 43,81 12,89
0,075 64,13 35,87 6,89 96,28 3,72 2,66 47,05 52,95 9,13
0,053 55,50 44,50 8,63 89,74 10,26 6,54 37,31 62,69 9,74
0,045 47,00 53,00 8,50 80,87 19,13 8,87 29,02 70,98 8,30
0,037 45,04 54,96 47,00 78,47 21,53 80,87 27,30 72,70 29,02
-0,037 100,00 45,04
AL OF UF
57
5.3.2 Classificação em classificador espiral
Devido à quantidade de finos contida no underflow do ciclone de 26 polegadas, 69%
<0,15mm, houve a necessidade de uma reclassificação. O equipamento de classificação
escolhido foi um classificador espiral. Outro fator importante desta reclassificação é
manter 95% passante no overflow.
A ado
ção do ciclone juntamente com classificador espiral se justifica pelo fato do
classificador amortecer possíveis variações na qualidade do ROM, mantendo uma
eficiência de corte mais constante em 0,15mm, e garantir uma qualidade física adequada
para o circuito de flotação.
A tabela 5.20 cont
ém os resultados de granulometria gerados no software de simulação
Usimpac. Ressalte-se a qualidade do overflow, 95,7% passante na fração >0,15mm. Com
relação à qualidade do underflow, o passante em 0,15mm foi reduzido de 69% para
49,4%. A tabela 5.21 contém valores comparativos das frações passante e retida em
0,15mm no circuito duplo, ciclone e classificador. A recuperação em massa foi de 58%
para underflow e 42% para o overflow. Memória de cálculo é mostrada no anexo 8.
Tabela 5.20 Resultados de granulometria do classificador espiral - Usimpac
Granulometria circuito classificador espiral
Fluxos AL OF UF
Mm %ret %ac %ret %ac % ret %ac
4,000 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,000 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
1,000 8,39 8,39 0,00 0,00 14,58 14,58
0,500 7,50 15,89 0,04 0,04 13,00 27,58
0,250 11,85 27,74 2,07 2,11 19,06 46,64
0,150 3,17 30,91 2,18 4,29 3,91 50,55
0,106 12,89 43,80 12,96 17,25 12,85 63,40
0,075 9,13 52,93 11,40 28,65 7,47 70,87
0,045 18,03 70,96 25,76 54,41 12,34 83,21
-0,045 29,04 100,00 45,59 100,00 16,79 100,00
58
Tabela 5.21 Granulometria da fração 0,15mm do circuito de classificação- usimpac
Circuito de Classificação
Fração % >0,15mm % <0,15mm
Fluxos AL OF UF AL OF UF
Ciclone 20,21 0,05 30,92 79,79 99,95 69,08
Classificador 30,92 4,29 50,55 69,08 95,71 49,45
Rec.Global
( %) 100 35 65 100 42 58
A recupera
ção em massa indicada na tabela 5.21 refere-se à recuperação global para o
underflow do circuito de classificação. A tabela 5.22 indica um enriquecimento nos fluxos
de underflow da classificação dupla. Ocorre uma migração de sílica para as frações mais
finas conforme ocorrido no peneiramento quaternário 1 e 2. O teor de SiO
2
na alimentação
do circuito foi 5,84%, e de 3,83% no underflow do classificador espiral.
A recupera
ção em massa foi de 58% e 42% para underflow e overflow, respectivamente.
Tabela 5.22 Teores circuito de classifica
ção
Fluxos / Teores
Ciclone 26 Classificador espiral
% Fe % SiO2 % Fe % SiO2
AL 60,85 5,84 62,13 4,72
OF 58,43 7,96 60,88 5,90
UF 62,13 4,72 63,05 3,83
A mem
ória de cálculo para partição foi baseada nos resultados obtidos em teste piloto
usando o balanço redundante como referência, indicado na tabela 5.23.
59
Tabela 5.23 Memória de cálculo da partição classificador espiral balanço redudante
A figura 5.9 ilustra as curvas de parti
ção do classificador espiral.
Figura 5.9 Curvas de partição do classificador espiral.
Memória de Cálculo classificador espiral - Balanço Redundante / Balanço de Água
Fluxo: Fração -1,0 + 0,15 mm
Dados Calculados Balanço Redundante
Malha
(mm) AL UF OF
a-e c-e (a-e)(c-e) (c-e)^2 OF UF AL
UF Real UF Corrigido
4000 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0 0 0 0 0 100% 100,0%
2000 0,00 0,00 0,00
0,00 0,00 0 0 0 0 0 100% 100,0%
1000 8,39 14,58 0,00
8,39 14,58 122,3499734 212,4918444 0,00 8,39 8,39 100% 100,0%
500 7,50 13,00 0,04
7,46 12,96 96,6816 167,9616 0,02 7,49 7,50 100% 99,7%
250 11,85 19,06 2,07
9,78 16,99 166,1622 288,6601 0,88 10,97 11,85 93% 90,6%
150 3,17 3,91 2,18
0,99 1,73 1,7127 2,9929 0,92 2,25 3,18 71% 63,1%
106 12,89 12,85 12,96
-0,07 -0,11 0,0077 0,0121 5,50 7,40 12,90 57% 46,0%
75 9,13 7,47 11,40
-2,27 -3,93 8,9211 15,4449 4,84 4,30 9,14 47% 32,9%
45 18,03 12,34 25,76
-7,73 -13,42 103,7366 180,0964 10,93 7,10 18,03 39% 23,2%
-45 29,04 16,79 45,59
-16,55 -28,80 19,34 9,67 29,01 33% 15,5%
a c e 499,5718734 867,6598444
Partição OF 42% OF
Dados de Entrada Processo : Partição UF 58% UF
ds AL 4,55
Alimentação:
1,45 t/m3 ds UF 4,60
Underflow: 2,00 t/m3 ds OF 4,55
Overflow: 1,26 t/m3 Deve ser considerado apenas a densidade da alimentação no Balanço de Água
ds: 4,55 t/m3
Passo 1: Cáculo da Concentração de lidos (% cw) Passo 2: lculo da diluição - %ma/ %ms
%cw % H2O % ma / %ms (u-o) (a-o)
AL: 39,8% 60,2% AL: 151%
UF: 64,1% 35,9% UF: 56% -222,1% -127%
OF: 26,4% 73,6% OF: 278%
Passo 3: Cálculo Partição e Balanço de água Passo 4 lculo By-pass - R
A/U = 57% Partição para o UF R = 21,1%
A/O = 43% Partição para o OF
A= 100,00%
Partição
57%
43%
Dados Medidos / Entrada
Balanço de Água
Retido Simples (%)
Corrigida Curva partição
Balanço de Água
60
A figura 5.10 ilustra a comparação da curva de partição do ciclone de 26 polegadas em
relação a curva de partição do classificador espiral. Nota-se duas fases distintas de
classificação. O ciclone de 26 prioriza um corte mais fino para o overflow e o classificador
espiral corrige em parte, o by-pass ocasionado pelo hidrociclone.
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
-45 45 75 106 150 250 500 1000 1500
% passante
micrometro
Curva de Partição Ciclones 26" x Classificador espiral
Real HC Corrigida HC Real CE Corrigida CE
Figura 5.10 Curva de partição do ciclone de 26 comparada à curva do classificador
espiral.
5.4 Concentração magnética de baixa intensidade
Para o estudo da concentra
ção magnética foram selecionadas 80 amostras para estudo
de variabilidade, sendo caracterizadas da seguinte forma:
hematita compacta HC;
hematita friável - HF;
itabirito compacto - IC;
itabirito friável - IF;
itabirito goethítico IGO.
Ap
ós a caracterização foram realizados estudos de quantificação de massa magnética e
testes de recuperação em massa em escala de bancada em concentrador magnético de
baixa intensidade. A tabela 5.24 indica os valores de massa magnética e recuperação em
massa de cada litologia.
61
Tabela 5.24 Resultados de testes em bancada de concentração magnética de baixa
intensidade
Amostras Litologia M.Magnética HM + MA RM / Peso %Fe AL %Fe conc %Fe Rejeito RM Calculado Pontuação
EVMQ 31 HC
68,36 65,96 82,40 62,17 65,64 46,68 81,70%
1
EVMQ 32 HC
64,26 65,73 83,59 63,54 66,09 46,64 86,9%
1
EVMQ 33 HC
27,00 1,54 73,30 66,32 66,99 64,48 73,3%
1
EVMQ 36 HC
77,72 62,65 93,43 66,17 66,68 60,51 91,7%
1
EVMQ 37 HC
95,58 87,15 95,83 67,29 68,25 59,42 89,1%
1
EVMQ 25 HF 5,26 50,78 17,60 64,54 65,57 64,32 17,60%
1
EVMQ 38 HF
82,28 53,11 94,59 64,55 66,45 29,03 94,9%
1
EVMQ 39 HF
92,45 55,21 94,60 66,20 67,03 58,13 90,7%
1
EVMQ 40 HF 24,73 48,26 57,17 62,74 66,54 57,61 57,4%
1
EVMQ 41 HF
74,53 57,39 81,11 64,91 66,75 58,50 77,7%
1
EVMQ 42 HF
57,02 72,18 68,30 64,75 65,39 63,75 61,0%
1
EVMQ 43 HF
92,69 82,51 96,74 65,11 65,93 27,98 97,8%
1
EVMQ 44 HF
53,91 61,47 72,33 64,72 66,68 56,71 80,3%
1
EVMQ 45 HF
56,74 58,64 83,62 67,44 67,58 63,26 96,8%
1
EVMQ 46 HF
51,94 75,21 93,99 65,01 66,39 60,00 78,4%
1
EVMQ 53 HF
56,91 52,43 75,61 46,36 52,59 41,84 42,0%
1
EVMQ 56 HF
28,60 27,43 44,48 34,38 44,67 30,24 28,7%
1
EVMQ 57 HF
4,36 11,10 12,96 42,41 49,42 42,08 4,5%
0
EVMQ 58 HF 40,61 29,06 57,11 36,89 40,95 34,55 36,6%
1
EVMQ 64 HF
57,71 34,15 52,49 39,90 50,41 28,87 51,2%
1
EVMQ 65 HF
58,67 52,12 88,07 62,68 65,46 39,12 89,4%
1
EVMQ 66 IC 14,23 36,71 8,31 40,36 60,96 40,12 1,2%
0
EVMQ 68 IC
7,96 52,20 17,68 49,55 57,93 48,73 8,9%
0
EVMQ 70 IC
0,60 6,92 25,05 57,61 67,74 49,98 43,0%
1
EVMQ 71 IC
6,09 66,88 78,76 63,84 66,15 57,44 73,5%
1
EVMQ 72 IC
1,81 62,21 79,54 60,19 65,93 41,18 76,8%
1
EVMQ 03 IF
4,37 33,92 32,57 64,31 67,21 63,94 11,3%
1
EVMQ 04 IF
6,63 51,55 59,94 60,43 66,12 49,03 66,7%
1
EVMQ 10 IF 13,40 37,08 9,74 49,48 62,71 46,55 18,1%
1
EVMQ 18 IF
24,21 36,40 32,13 59,02 63,48 57,36 27,1%
1
EVMQ 19 IF
60,30 28,69 78,27 57,87 62,68 44,31 73,8%
1
EVMQ 27 IF 58,21 37,56 80,85 61,05 62,61 52,68 84,3%
1
EVMQ 28 IF
7,05 41,01 38,90 64,16 67,03 62,52 36,4%
1
EVMQ 29 IF
90,51 93,70 98,52 66,75 67,66 14,87 98,3%
1
EVMQ 73 IF 39,40 34,12 38,10 44,18 49,84 40,69 38,1%
1
EVMQ 74 IF
21,69 61,33 81,48 58,54 60,51 41,10 89,9%
1
EVMQ 75 IF
50,54 68,69 86,81 63,01 65,35 47,14 87,1%
1
EVMQ 77 IF
80,49 76,32 95,47 62,12 64,77 29,37 92,5%
1
EVMQ 78 IF
76,96 64,01 87,03 59,18 63,57 23,16 89,1%
1
EVMQ 79 IF
85,35 77,82 95,95 65,10 67,68 49,47 85,8%
1
EVMQ 81 IF
91,49 60,73 91,95 49,11 51,47 15,77 93,4%
1
EVMQ 82 IF 57,65 83,57 94,41 66,52 66,69 46,37 99,2%
1
EVMQ 83 IF
27,24 76,65 82,91 59,95 63,91 39,94 83,5%
1
EVMQ 84 IF
10,92 56,05 28,39 60,23 67,42 58,26 21,5%
1
EVMQ 85 IF 31,54 37,01 42,99 60,45 64,42 56,88 47,3%
1
EVMQ 86 IF
29,95 63,47 58,14 58,97 66,02 45,33 65,9%
1
EVMQ 87 IF
97,50 50,43 94,88 65,45 67,10 26,67 95,9%
1
EVMQ 90 IF
54,55 63,11 93,49 65,73 67,48 38,86 93,9%
1
EVMQ 17 IF / IC
36,91 16,61 36,24 62,28 65,38 61,61 17,8%
1
EVMQ 01 IGO
14,86 14,87 41,67 62,83 65,19 59,58 57,9%
1
EVMQ 02 IGO
29,13 34,61 60,87 63,09 64,94 60,49 58,4%
1
EVMQ 06 IGO
3,84 35,04 9,55 62,99 68,12 62,42 10,0%
1
EVMQ 07 IGO
14,56 53,91 17,48 63,31 66,55 63,11 5,8%
0
EVMQ 08 IGO
3,20 10,71 3,83 60,19 66,12 59,32 12,8%
1
EVMQ 11 IGO 21,26 34,05 9,06 41,12 51,05 38,05 23,6%
1
EVMQ 12 IGO
11,06 30,27 9,63 36,71 54,11 34,05 13,3%
1
EVMQ 13 IGO
2,05 40,64 14,20 49,55 65,98 45,60 19,4%
1
EVMQ 14 IGO 0,00 36,07 1,43 61,09 62,53 60,10 40,7%
1
EVMQ 15 IGO
19,16 24,13 23,64 61,36 64,27 60,31 26,5%
1
EVMQ 16 IGO
19,71 14,70 34,77 60,58 63,57 60,50 2,6%
0
EVMQ 20 IGO
0,00 57,61 17,04 57,45 64,65 50,84 47,9%
1
EVMQ 21 IGO
36,23 62,08 75,78 55,77 60,34 38,98 78,6%
1
EVMQ 23 IGO
90,42 84,78 98,71 67,03 68,14 42,45 95,7%
1
EVMQ 26 IGO
85,01 49,73 96,00 63,38 63,59 47,20 98,7%
1
EVMQ 91 IGO 64,67 73,76 95,26 68,00 68,89 50,06 95,3%
1
EVMQ 92 IGO
27,98 47,42 34,31 58,97 66,91 58,74 2,8%
0
EVMQ 93 IGO
32,46 38,18 44,29 58,32 64,61 54,04 40,5%
1
EVMQ 94 IGO 16,58 25,86 12,04 58,54 63,47 46,99 70,1%
1
EVMQ 96 IGO
72,00 31,10 87,81 59,02 60,76 54,17 73,6%
1
EVMQ 97 IGO
22,45 56,35 28,30 63,30 66,10 61,27 42,0%
1
EVMQ 98 IGO
23,96 38,63 31,37 55,72 65,09 48,30 44,2%
1
EVMQ 99 IGO
88,81 57,02 91,28 65,79 66,39 57,28 93,4%
1
EVMQ 101 IGO
47,76 45,15 54,67 56,73 60,48 51,99 55,8%
1
EVMQ 102 IGO
32,87 33,07 34,23 40,43 62,08 32,10 27,8%
1
EVMQ 104 IGO
29,94 38,66 35,76 47,37 56,61 45,29 18,4%
1
EVMQ 105 IGO
72,33 11,73 63,30 57,45 63,28 54,65 32,4%
1
EVMQ 106 IGO
4,84 11,65 16,36 50,44 63,77 50,01 3,1%
0
EVMQ 107 IGO 11,13 32,13 40,77 47,44 65,19 39,45 31,0%
1
EVMQ 05 IGO / IF
17,57 48,27 49,21 55,02 65,12 41,02 58,1%
1
EVMQ 09 IGO / IF
14,49 49,84 15,98 60,51 65,52 58,95 23,7%
1
Mínimo 0,00 1,54 1,43 34,38 40,95 14,87 1,15%
Média
40,53 47,80 56,46 58,43 63,18 48,47 55,66%
Máximo
97,50 93,70 98,71 68,00 68,89 64,54 99,16%
62
O estudo de variabilidade teve como objetivo quantificar a recuperação em massa em
relação à presença de massa magnética da amostra em concentração magnética de
baixa intensidade, para adotar um valor de referência no balanço de massa. Nota-se uma
correlação entre recuperação em massa e o percentual de massa magnética e uma
variação na recuperação em massa de 10% a 99%, ilustrada pela figura 5.11.
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
%
Número de amostras
% Rendimento em Massa x % Massa magnética
% R.Massa % Massa Magnética
Figura 5.11 Recuperação em massa e % de massa magnética.
A correla
ção entre as duas variáveis pode ser quantificada na figura 5.12. Pode-se
observar que a porcentagem da massa magnética da amostra tende acompanhar a
recuperação em massa.
63
y = 0,8838x + 20,664
= 0,6989
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00
% de massa magnética
% rendimento em massa
Correlação do % rendimento em massa x % de massa magnética
Figura 5.12 Correlação de recuperação em massa versus massa magnética.
Para adotar um valor de recupera
ção em massa como referência foi feito um estudo
estatístico tomando como base o resultado do teste piloto, mostrado na tabela 5.25, onde
a recuperação em massa foi de 9,97%.
Tabela 5.25 Resultado piloto da concentra
ção magnética de baixa intensidade-WDRE
Fluxos % Fe % SiO
2
%P % Al
2
O
3
% PPC % Recuperação
Alimentação 62,40 3,78 0,087 2,29 3,59 100,00
Concentrado 65,76 2,17 0,053 1,66 1,51 9,97
Rejeito 62,03 3,96 0,090 2,36 3,82 90,03
Foi adotado peso 1 para valores de recupera
ção em massa acima de 9,97% e peso
ZERO para valores inferiores a 9,97%, mostrados na tabela 5.24 Desta forma, foram
contabilizados 7 valores ZERO e 75 valores acima do valor obtido no teste piloto. Os
valores de recuperação em massa encontrados nos testes de variabilidade contabilizam
93,75% maiores que o valor do teste piloto. A tabela 5.26 indica os valores do fator de
enriquecimento obtido.
64
Tabela 5.26 Fator de Enriquecimento, concentração magnética baixa intensidade
Teores % Fe % SiO
2
% P % Al
2
O
3
% PPC
Fator de
enriquecimento
1,053 0,574 0,609 0,725 0,421
Os resultados acima justificam a necessidade de uma concentra
ção magnética de baixa
intensidade para fazer o desbaste da magnetita e também garantir um teor de ferro mais
rico para o sínter feed. O rejeito deste estágio de concentração foi destinado à
concentração magnética de alta intensidade.
5.5 Concentração magnética de alta intensidade
Os testes de concentra
ção magnética de baixa intensidade mostraram uma grande
variabilidade na recuperação em massa, dessa forma, a concentração magnética de alta
intensidade também foi afetada por essa variação. Foram adotadas como premissa as
seguintes variáveis de processo para o concentrador magnético de alta intensidade :
GAP 2,5mm;
Campo magnético- 15.000 Gauss;
Densidade na alimentação 1,5t/m
3
.
Foram executados dois testes para servir como refer
ência e os resultados são mostrados
nas tabelas 5.27 e 5.28. A tabela 5.27 é referente a uma amostra mais pobre para refletir
uma possível variação do ROM e a tabela 5.28 se refere a uma amostra coerente com os
resultados obtidos na concentração magnética de baixa intensidade.
Tabela 5.27 Resultados teste piloto de concentra
ção magnética de alta intensidade
(amostra teor pobre)
Fluxos % Fe % SiO
2
% P % Al
2
O
3
% PPC % Recuperação
Alimentação 58,62 6,35 0,107 3,08 5,34 100,00
Concentrado 63,89 1,92 0,084 1,88 3,67 66,66
Rejeito 55,99 8,57 0,118 3,69 6,17 33,34
65
Tabela 5.28 Resultados teste piloto concentração magnética de alta intensidade
(amostra teor médio)
Fluxos % Fe % SiO
2
% P % Al
2
O
3
% PPC % Recuperação
Alimentação 62,16 3,84 0,090 2,34 3,78 100,00
Concentrado 65,07 2,15 0,070 1,42 2,58 71,78
Rejeito 54,76 8,16 0,140 4,69 6,82 28,22
Notou-se que em ambos os testes os valores de porcentagem de ferro encontrados para
o rejeito ficaram bem elevados. A principio, pensou-se em uma moagem seguida de
flotação. Concluiu-se que o alto teor de Al
2
O
3
elevaria o teor final de Al
2
O
3
do pellet feed
para níveis não compatíveis com o mercado.
Os valores de enriquecimento para a concentra
ção magnética de alta intensidade são
indicados na tabela 5.29
Tabela 5.29 Fator de enriquecimento concentra
ção magnética de alta intensidade
Amostra % Fe % SiO
2
% P % Al
2
O
3
% PPC
pobre 1,089 0,302 0,785 0,6103 0,687
rica 1,047 0,559 0,777 0,6068 0,6825
Observou-se que os circuitos de concentra
ção magnética de baixa e alta intensidade
trazem redução no teor de Al
2
O
3
e PPC agregando valor metálico ao sínter feed.
Para o balan
ço de massa industrial foram adotados a recuperação em massa de 70% e
os valores de enriquecimento da amostra rica para fazer as simulações de qualidade dos
produtos.
5.6 Circuito de deslamagem
Para o desenvolvimento do circuito de deslamagem, tomou-se como premissa valor
inferior a 1% de Al
2
O
3
para o underflow e o percentual retido na fração em 10µm menor
que 10%. Estes valores são referências para a alimentação do circuito de flotação.
66
Para tanto, foram selecionadas 33 amostras para realização dos testes em bancada. A
tabela 5.30 contém os teores e recuperação em massa obtidos nos testes e a figura 5.13
as variações dos teores de Al
2
O
3
para os fluxos de alimentação, underflow e overflow.
Tabela 5.30 Resultados de testes de bancada para o circuito de deslamagem
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
UF
0,91
1,82
0,53
0,29
0,28
1,4 6
1,00
1,78
0,44
0,30
0,26
0,2 5
0,2 8
1,35
0,53
0,49
0,46
1,16
0,2 5
0,39
0,67
0,34
0,24
2,28
0,9 7
0,6 3
0,46
1,25
0,43
0,24
0,67
2,2 9
1,06
AL
2,25
2,27
1,43
0,67
0,70
1,8 3
1,53
1,77
0,75
0,67
0,51
0,5 3
0,6 1
1,53
0,83
0,79
0,80
1,65
0,5 2
0,78
1,50
0,63
0,46
3,00
3,1 7
1,9 3
1,32
1,36
0,82
1,53
1,66
3,4 5
1,89
0,00
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
3,50
4,00
% Al2O3
Variação % Al
2
O
3
deslamagem - Teste Bancada
Figura 5.13 Valores dos teores de Al
2
O
3
da AL e do UF Testes em bancada.
Teores
Testes AL UF OF AL UF OF
1 60,66 64,34 59,53 2,25 0,91 3,16 40,40
2 62,45 64,92 60,04 2,27 1,82 2,81 54,38
3 46,71 48,52 40,28 1,43 0,53 2,43 52,55
4 36,22 37,05 32,79 0,67 0,29 7,57 94,78
5 32,00 34,23 30,05 0,70 0,28 5,33 91,69
6 61,68 63,35 59,12 1,83 1,46 2,33 57,46
7 61,72 63,48 57,82 1,53 1,00 2,31 59,65
8 59,14 59,57 58,86 1,77 1,78 1,73 81,77
9 48,86 48,02 57,78 0,75 0,44 1,88 78,51
10 44,39 43,36 53,35 0,67 0,30 3,05 86,54
11 35,22 32,95 46,25 0,51 0,26 1,86 84,39
12 35,09 34,65 45,02 0,53 0,25 3,82 92,15
13 45,10 44,64 48,24 0,61 0,28 3,40 89,44
14 61,05 61,90 59,37 1,53 1,35 1,67 43,98
15 58,99 60,27 58,26 0,83 0,53 1,24 58,00
16 57,56 56,18 57,51 0,79 0,49 1,48 69,57
17 61,20 62,29 58,13 0,80 0,46 1,86 75,67
18 44,32 44,73 47,90 1,65 1,16 4,19 83,83
19 29,26 28,77 35,55 0,52 0,25 13,84 98,01
20 27,10 26,21 29,99 0,78 0,39 6,71 93,83
21 64,68 67,90 64,03 1,50 0,67 4,15 76,14
22 64,03 64,95 54,70 0,63 0,34 1,69 78,54
23 64,91 66,58 54,21 0,46 0,24 1,49 82,40
24 62,22 64,82 53,38 3,00 2,28 4,46 67,00
25 60,62 65,99 50,76 3,17 0,97 10,34 76,53
26 64,65 66,98 55,58 1,93 0,63 4,48 66,26
27 65,09 67,91 61,87 1,32 0,46 3,72 73,58
28 66,33 67,58 65,22 1,36 1,25 1,43 40,03
29 64,46 66,98 60,22 0,82 0,43 1,79 71,50
30 63,91 66,86 57,71 1,53 0,24 4,24 67,75
31 65,77 68,02 61,12 1,66 0,67 3,98 70,13
32 61,12 65,06 68,00 3,45 2,29 5,35 62,10
33 59,99 63,29 63,51 1,89 1,06 4,46 75,60
dia 54,44 55,83 53,52 1,37 0,78 3,77 72,55
Desvio dio 11,58 12,54 9,08 0,62 0,46 1,78 13,72
% Fe % Al2O3
% Rec Massa
67
A figura 5.14 indica a correlação entre o teor de ferro na alimentação e o teor de ferro
no underflow.
y = 1,0853x - 3,2534
R² = 0,9895
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00
Correlão % Fe AL x % Fe UF deslamagem - Teste Bancada
UF
Linear (UF)
Figura 5.14 Correlação entre o teor de ferro da alimentação versus teor de ferro do
underflow.
Devido à grande variação dos teores, conforme mostrado na tabela 5.30, optou-se por
circuito triplo de deslamagem, ilustrado pela figura 5.15
Desl 1
Desl 2
Desl 3
Lamas
- 0,15mm
Flotação
Figura 5.15 Rota de processo adotada para o circuito de deslamagem.
68
Foram realizados simulações para cada estágio do circuito triplo, chegando a um
resultado compatível para alimentar o circuito de flotação.
5.6.1 Deslamagem 1
Para a deslamagem 1 foram adotadas as seguintes premissas:
modelo ciclone - GMAX 15;
diâmetro apex - 2,5 polegadas;
diâmetro do vortex - 4,5 polegadas;
área do inlet - 15pol
2
;
pressão de trabalho - 1,76kg/cm
2
;
taxa de alimentação - base 1000t/h;
densidade de polpa na alimentação - 1,18t/m
3
.
Os valores da simula
ção para o circuito da deslamagem 1 estão indicados na tabela 5.31.
A tabela 5.31- Resultados da simula
ção para a circuito de deslamagem 1
ALIMENTAÇÃO OVERFLOW Partição
Ms - t/h 1000 286 714
71,4
RECUPERAÇÃO - % 100,0 28,6 71,4 71,4
Microns t/h % ret t/h % ret t/h % ret % AC. % Passante
210,0 9,8 0,98 0,00 0,00 9,80 1,37 1,37 98,63
150,0 10,8 1,08 0,00 0,00 10,80 1,51 2,89 97,11
105,0 61,6 6,16 0,00 0,00 61,60 8,63 11,51 88,49
75,0 64,3 6,43 0,00 0,00 64,30 9,01 20,52 79,48
53,0 94,3 9,43 0,06 0,02 94,24 13,20 33,71 66,29
45,0 98,4 9,84 0,30 0,11 98,10 13,74 47,45 52,55
37,0 25,7 2,57 0,35 0,12 25,35 3,55 51,00 49,00
25,0 187,1 18,71 21,62 7,56 165,48 23,17 74,18 25,82
15,0 165,0 16,50 70,42 24,63 94,58 13,25 87,42 12,58
10,0 133,00 13,30 80,46 28,14 52,54 7,36 94,78 5,22
6,0 30,0 3,00 21,13 7,39 8,87 1,24 96,02 3,98
5,0 10,0 1,00 7,23 2,53 2,77 0,39 96,41 3,59
4,0 10,0 1,00 7,38 2,58 2,62 0,37 96,78 3,22
3,2 10,0 1,00 7,49 2,62 2,51 0,35 97,13 2,87
-3,0 90,0 9,00 69,50 24,30 20,50 2,87 100,00 0,00
979,4 100,0 286,0 100,0 714,0 100,0
UNDERFLOW
Percebeu-se uma parti
ção de 71,4% para o underflow, valor próximo à média dos testes
em bancada de 72,5% indicado na tabela 5.30. O valor retido na malha de 10µm está
compatível com o valor requerido para o circuito, menos de 10% retido.
69
5.6.2 Deslamagem 2
A deslamagem 2, alimentada pelo o
overflow da deslamagem 1, contém um valor alto de
lamas em sua alimentação 28,14%. Parte desta massa de lamas pode ser recuperada
sem comprometer a qualidade física para alimentar o circuito de flotação. Desta forma, a
deslamagem 2 recupera parte das partículas acima de 10µm contidas no overflow da
deslamagem 1 e aumenta também a recuperação em massa do circuito.
Foram adotadas as seguintes premissas para este est
ágio:
modelo ciclcone - GMAX 10;
diâmetro apex 1,25 polegadas;
diâmetro do vortex 2,5 polegadas;
área do inlet 8,4pol
2
;
pressão de trabalho 2,11kg/cm
2
;
taxa de alimentação base 286t/h;
densidade de polpa na alimentação 1,07t/m
3
.
Os valores desta simula
ção são mostradas na tabela 5.32. Percebeu-se uma
recuperação em massa da lama, contida no overflow da deslamagem 1, em 51%. O valor
de 14,36% retido em 10µm no underflow está acima do requerido, 10%. Desta forma, é
justificado o terceiro estágio de deslamagem.
70
Tabela 5.32- Resultados simulação para o circuito de deslamagem 2
Fluxos ALIMENTAÇÃO OVERFLOW Partição
Ms - t/h 286 152 134 46,8
RECUPERAÇÃO- % 100,0 53,2 46,8 46,8
Microns t/h % ret t/h % ret % Ac. t/h % ret % Ac. %Passante
210,0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00 0,00 100,00
150,0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00 0,00 100,00
105,0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00 0,00 100,00
75,0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,0 0,00 0,00 0,00 100,00
53,0 0,06 0,02 0,00 0,00 0,0 0,06 0,05 0,05 99,95
45,0 0,30 0,11 0,00 0,00 0,0 0,30 0,23 0,28 99,72
37,0 0,35 0,12 0,00 0,00 0,0 0,35 0,26 0,54 99,46
25,0 21,62 7,56 0,70 0,46 0,5 20,92 15,64 16,18 83,82
15,0 70,42 24,63 17,38 11,42 11,9 53,04 39,64 55,82 44,18
10,0 80,46 28,14 40,57 26,66
38,5
39,89 29,82 85,64 14,36
6,0 21,13 7,39 15,08 9,91 48,5 6,06 4,53 90,16 9,84
5,0 7,23 2,53 5,46 3,59 52,0 1,76 1,32 91,48 8,52
4,0 7,38 2,58 5,86 3,85 55,9 1,52 1,13 92,61 7,39
3,2 7,49 2,62 6,15 4,04 59,9 1,34 1,00 93,62 6,38
-3,0 69,50 24,30 60,96 40,06 100,0 8,54 6,38 100,00 0,00
286,0 100,0 152,2 100,0 133,8 100,0
UNDERFLOW
5.6.3 Deslamagem 3
A alimenta
ção da deslamagem 3 foi composta pelo underflow da deslamagem 1
adicionada com o underflow da deslamagem 2. A finalidade da deslamagem 3 é garantir
uma maior recuperação do circuito com um percentual mínimo de lamas retido em 10µm.
A tabela 5.33 indica os valores obtidos nas simulações.
Tabela 5.33
Resultados teste piloto para o circuito de deslamagem 3
Ms - t/h 847,8
847,83
160,6 687,2
81,1
RECUPERAÇÃO- % 100 19 81 81,1
Microns t/h % ret t/h % ret t/h % ret % Ac. % Passante
210,0 9,80 1,16 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 100,00
150,0 10,80 1,27 0,03 0,00 0,00 0,23 0,03 0,04 99,96
105,0 61,60 7,27 0,37 0,00 0,00 3,12 0,45 0,49 99,51
75,0 64,30 7,58 2,98 0,00 0,00 25,26 3,68 4,17 95,83
53,0 94,30 11,12 10,61 0,09 0,05 89,87 13,08 17,24 82,76
45,0 98,40 11,61 18,78 0,60 0,37 158,62 23,08 40,33 59,67
37,0 25,70 3,03 24,51 3,09 1,92 204,71 29,79 70,12 29,88
25,0 186,40 21,99 12,06 10,85 6,75 91,40 13,30 83,42 16,58
15,0 147,62 17,41 10,22 33,42 20,80 53,23 7,75 91,16 8,84
10,0 92,43 10,90 10,35 50,42
31,39
37,33 5,43 96,60 3,40
6,0 14,92 1,76 4,59 27,20 16,93 11,71 1,70 98,30 1,70
5,0 4,54 0,53 2,52 15,47 9,63 5,90 0,86 99,16 0,84
4,0 4,14 0,49 1,28 8,10 5,04 2,75 0,40 99,56 0,44
3,2 3,85 0,45 0,38 2,46 1,53 0,77 0,11 99,67 0,33
-3,0 29,04 3,43 1,32 8,93 5,56 2,27 0,33 100,00 0,00
847,8 100,0 100,0 160,6 100,0 686,9 100,0
Os valores indicam que n
ão houve um comprometimento da qualidade física do
underflow. O valor retido na malha de 10µm ficou em 3,4%.
71
Após os testes individuais para as deslamagens 1, 2 e 3 foi feito um terceiro teste onde
simulou-se o circuito como um todo. Os valores da tabela 5.34 indicam os resultados
desta simulação.
Tabela 5.34
Resultado global da simulação do circuito de deslamagem
Ms - t/h 1000,0 312,8 4510,5 687,2 %
68,7
RECUPERAÇÃO- % 100,0 31,3 68,7 MTPA
Microns t/h % ret % ret ac. t/h % ret
% Ret. Ac.
t/h % ret % ret ac %passante
210,0 9,8 0,98 1,0 0,00 0,00 0,01 0,00 0,0 100,0
150,0 10,8 1,08 2,06 0,00 0,00 0,23 0,03 0,0 100,0
105,0 61,6 6,16 8,22 0,00 0,00 3,12 0,45 0,5 99,5
75,0 64,3 6,43 14,65 0,00 0,00 25,26 3,68 4,1 95,9
53,0 94,3 9,43 24,08 0,09 0,03 89,87 13,08 17,2 82,8
45,0 98,4 9,84 33,92 0,60 0,19 158,62 23,08 40,3 59,7
37,0 25,7 2,57 36,49 3,09 0,99 204,71 29,79 70,1 29,9
25,0 187,1 18,71 55,20 11,55 3,69 91,40 13,30 83,4 16,6
15,0 165,0 16,50 71,70 50,80 16,24 53,23 7,75 91,1 8,9
10,0 133,0 13,30 85,00 90,99 29,09 70,91 37,33 5,43 96,6 3,4
6,0 30,0 3,00 88,00 42,28 13,52 11,71 1,70 98,3 1,7
5,0 10,0 1,00 89,00 20,93 6,69 5,90 0,86 99,1 0,9
4,0 10,0 1,00 90,00 13,96 4,46 2,75 0,40 99,5 0,5
3,2 10,0 1,00 91,00 8,61 2,75 0,77 0,11 99,6 0,4
-3,0 90,0 9,00 100,00 69,88 22,34 2,27 0,33 100,0 0,0
TOTAL 1000,0 100,0 312,8 100,0 687,2 100,0
A recupera
ção em massa global do circuito foi de 68,7%. A fração retida em 10µm obteve
o valor de 3,4%. Desta forma, a porcentagem de lama contida no underflow ficou dentro
dos valores estabelecidos.
Para o fechamento do balan
ço metalúrgico foram considerados os valores dos teores de
%Fe e %Al
2
O
3
. Para o cálculo de %Fe contido no underflow foi considerada a correlação
indicada na figura 5.13 e, pela regra dos três produtos, foi calculada a %Fe no overflow.
Por analogia foi calculada a %Al
2
O
3
no underflow. A figura 5.16 indica a correlação entre
a %Al
2
O
3
no underflow em relação à alimentação.
72
y = 0,6089x - 0,0522
R² = 0,6703
0,00
0,50
1,00
1,50
2,00
2,50
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00
Correlação % Al2O3 AL x % Al2O3 UF deslamagem - Teste Bancada
AL
Linear (AL)
Figura 5.16 Correlação entre %Al
2
O
3
na AL versus % Al
2
O
3
no underflow teste
bancada.
O resumo do balan
ço metalúrgico é indicado pela tabela 5.35.
Tabela 5.35
Balanço metalúrgico simulado do circuito de deslamagem
Fluxos
Teores % Fe % Al2O3 % Fe % Al2O3 % Fe % Al2O3
Desl. 1 54,44 1,37 55,83 0,78 50,85 2,66 72,10% 27,90%
Desl. 2 50,85 2,66 51,93 1,57 49,94 3,57 12,69% 15,21%
Desl. 3 55,83 0,90 57,34 0,49 48,99 3,79 68,76% 16,03%
Rec Global 100% 68,76% 31,24%
AL UF
Rec OF
OF
Rec UF
O circuito triplo de deslamagem simulado
à partir dos testes em bancada indica um bom
desempenho para a simulação do circuito industrial. Os valores obtidos de granulometria
e a %Al
2
O
3
no underflow da deslamagem 3 são compatíveis com a alimentação do
circuito de flotação.
O valor de lama gerado pelo
overflow da deslamagem 1 e 2 totalizou 31,24%. Este valor é
considerado alto e, portanto, o volume de lama gerado é elevado, indicando uma maior
massa para o espessamento de rejeito.
73
Os valores de partições obtidos, bem como as equações de correlações de % Fe e %
Al
2
O
3
serviram de base para o dimensionamento do circuito industrial.
5.7 Circuito de flotação
Para estudar o circuito de flota
ção partiu-se do princípio que os valores necessários
para a adequação do teor de SiO2 no concentrado e % Fe no rejeito final seriam :
% de SiO
2
no concentrado de 0,8% ;
% de Fe
2
0
3
no rejeito final da flotação de 12%.
Os testes de bancada serviram para determinar o tempo de resid
ência de flotação,
recuperação em massa e teores de concentrado e rejeito. Foi adotada uma rota básica
de processo constituída pelas etapas rougher e cleaner . A tabela 5.36 indica os valores
mais próximos da premissa e serviram também de base para prosseguir os estudos em
escala piloto.
Tabela 5.36 Resultados cin
ética de flotação em teste de bancada
As dosagens de reagentes para o teste em bancada indicado pela tabela 5.35 est
ão
descritas na tabela 5.37
Tabela 5.37 Dosagem de reagentes adotada para o teste de refer
ência em bancada
Estágios
TR(Minutos)
% Fe Rejeito
% SiO2 Conc
% Rec Massa
dp (t/m3)
dp (t/m3)
Rougher
3,26
10,59
2,74
94,95
4,66
1,59
Cleaner
6,00
15,17
0,85
97,48
5,07
1,58
Cinética de Flotação teste em Bancada
Coletor / depressor
g/t alim
g/t SiO2
Amina RG
15,70
250
Amido RG
800
-
Amido SCV
800
-
Dosagens de Reagen
tes
74
Com base nos resultados do teste em bancada foi selecionada uma rota de processo para
estudos em escala piloto indicada pela figura 5.17.
Figura 5.17 Rota de processo para estudo em escala piloto.
As dosagens de reagentes do teste em bancada foram mantidas e os resultados est
ão
indicados na tabela 5.38
Tabela 5.38 - Resultados testes de cin
ética em escala piloto
Notou-se uma semelhan
ça na cinética de flotação entre o teste em bancada e o teste
piloto para as etapas rougher e cleaner. O tempo de residência de 36,55 minutos para o
etapa scavenger não atendeu a premissa de 12% de Fe no rejeito final.
Em seguida foi feita uma simula
ção do circuito proposto em escala piloto. Os resultados
estão indicados na figura 5.18.
Estágios
TR(Minutos)
% Fe Rejeito
% SiO2 conc
R
ec
m
assa
dp (t/m3)
dp (t/m3)
Rougher
2,16
19,12
1,60
96,56
%
4,66
1,59
Cleaner
3,59
52,35
0,80
92,75%
5,07
1,58
Scavenger
36,55
15,03
3,97
3
,45%
3,11
1,45
Cinética de Flotação
Piloto
Cleaner
Concentrado
Rejeito
Underflow da deslamagem
Rougher
Scavenger
75
Figura 5.18 Balan
ço de massa simulado para o circuito de flotação.
Nota-se que a meta do teor de ferro no rejeito em 12% n
ão foi atingida. Percebe-se
também que a etapa scavenger teve um enriquecimento elevado. Recebeu uma
alimentação com 41,41% de ferro e gerou um concentrado com 60% de ferro. Este valor
para um circuito de flotação é muito elevado, portanto houve a necessidade de incluir
mais um estágio de flotação, denominado scavenger 2. A figura 5.19 ilustra o novo
circuito.
t/h % Fe
% rec % SiO2 1000 63,93
100% 6,30
% Rec 1078,89 63,64 78,89 60,00
94,55%
107,89% 6,30 7,89% 11,56
1020,09 65,1
102,01% 4,19 58,80 38,36
5,88% 42,83
Rougher
98,95 43,22 157,75 41,41
9,89% 35,80 15,77% 38,42
% Rec
% Rec 78,87 22,82
50,00%
90,30%
7,89% 65,28
Concentrado Final
921,14 67,45 78,87 60,00
92,11% 0,80 7,89% 11,56
F. Enriq.
Rejeito Final
Rec Teor 92,11%
1,45
Rec Massa 92,11%
Rec Metalúrgica 97,19%
Cleaner
Scavenger
76
Figura 5.19 Nova rota de processo para o circuito de flota
ção.
Por analogia, foi desenvolvido um novo balan
ço de massa. Os resultados estão indicados
pela figura 5.20. Nota-se que houve uma melhora significativa com a inclusão do estágio
scavenger 2 com relação aos teores de concentrado. Obteve-se um concentrado de 50%
de ferro no scavenger 1 e 60% de ferro no scavenger 2. Com esta configuração o
resultado do circuito de flotação com dois estágios scavenger ficou mais coerente se
comparado a um único estágio. Porém, o teor no rejeito final ficou com 14,30% de ferro,
sendo que a meta era de 12%. Os testes em escala piloto geraram um rejeito com 15%
de Fe
2
0
3.
Mesmo não atingindo a meta de 12% de Fe
2
O
3,
o resultado da simulação
confirma o resultado do teste piloto.
A recupera
ção em massa ficou em 86,7% e a metalúrgica em 96,8% para a simulação
proposta.
Para o circuito industrial foi escolhida a rota do circuito de flota
ção com dois estágios
scavenger. O balanço de massa definitivo foi desenvolvido com a qualidade prevista do
ROM para os primeiros anos de operação e está descrito no capitulo 7.1
Cleaner
Concentrado Final
Rejeito Final
Underflow da deslamagem
Rougher
Scv
1
Scv 2
77
A fi
Figura 5.20 Rota de processo e balan
ço de massa da flotação adotados.
t/h % Fe
% rec % SiO2 1000 60,4
100% 6,30
% Rec 1130,02 60,35 130,02 60,00
90,30% 113,00% 11,05 13,00% 11,56
1020,41 64,1
102,04% 5,64 109,61 25,48
10,96% 61,44
Rougher
153,06 45,12 262,67 36,92
15,31% 33,07 26,27% 44,91
% Rec
% Rec 66,00%
85,00% 89,31 11,54
Concentrado Final 8,93% 81,58
867,35 67,45
86,73% 0,80 173,36 50,00
17,34% 26,01
% Rec
75%
130,02 60,00
13,00% 11,56
43,34 20,00
4,33% 69,36 Rec Teor 86,73%
Rec Massa 86,73%
Rejeito Final Rec Metalúrgica 96,86%
132,65 14,30
13,26% 77,59
Cleaner
Scavenger 1
Scavenger 2
78
6. CIRCUITO INDUSTRIAL
Para o do circuito industrial adotou-se uma rota de processo baseada nos estudos
realizados em escala piloto e foram adicionadas peneiras de alta frequência para o
circuito de flotação com o objetivo de garantir a qualidade final do pellet feed com o teor
abaixo de 0,9% de SiO
2
. A figura 6.1 indica o fluxograma de processo adotado.
Figura 6.1 Fluxograma de processo do circuito industrial.
A qualidade do min
ério adotada, denominada de ROM goethítico rico, para o
desenvolvimento do balanço de massa foi baseada no plano de desenvolvimento de lavra
em uma ótica de 5 anos. A tabela 6.1 indica a qualidade do minério adotada.
SF1
SF4
SF2
SF3
SF6
SF5
PF
Fluxograma de Processo
SF
H2O
H2O
Lamas
R
PF
Rejeito Final
Rejeito Final
AL Jones
Cleaner
SCV1
SCV2
-8,0 +32,0 mm
-8,0 +1,0 mm
-1,0 +0,15 mm
-1,4 mm
-0,15 mm
-0,15 mm
-1,4 mm
-0,010 mm
-0,15 mm
H2O
C
SCV1
Rougher
US PN AF
Água Recirculada
OF Conc Jones
79
Tabela 6.1 Qualidade do ROM goeth
ítico rico
Faixas % Massa
% Fe % SiO2 % AL2O3 % P % PPC
+8mm
15,20 61,69 2,68 2,59 0,090 4,87
-8mm +1mm
20,15 62,48 3,30 2,03 0,076 4,33
-1mm +0,15mm
10,16 62,59 3,39 1,94 0,074 3,82
- 0,15mm
54,49 60,72 6,00 2,09 0,080 4,25
Total
100,00 61,41 4,69 2,14 0,080 4,32
Fração
+1,0 mm 62,14 3,03 2,27 0,082 4,56
ROM Goethítico Rico
Para o desenvolvimento do balanço de massa adotaram-se as recuperações indicadas na
tabela 6.2.
Tabela 6.2 Valores de recupera
ções para o desenvolvimento do balanço de massa
Tabela de partições /recuperações
Estação unitária
Peneiramento
Fluxos Quaternário 1 Quaternário 2
+8,0mm 13,96% 57,18%
8,0+1,0mm 24,69% 17,89%
-1,0 mm 61,35% 24,93%
Total 100,00% 100,00%
Estação unitária
Classificação
Fluxos Ciclones 26" Classificador espiral
Overflow 65,00% 42,00%
Underflow 35,00% 58,00%
Alimentação 100,00% 100,00%
Estação unitária
Concentração magnética
Fluxos Baixa intensidade Alta intensidade
Rejeito 90,03% 28,22%
Concentrado 9,97% 71,78%
Alimentação 100,00% 100,00%
Estação unitária
Circuito de deslamagem
Fluxos Deslamagem 1 Deslamagem 2 Deslamgem 3
Overflow 28,60% 53,20% 18,90%
Underflow 71,40% 46,80% 81,10%
Alimentação 100,00% 100,00% 100,00%
Estação unitária
Circuito de flotação
Fluxos Rougher Cleaner Scavenger 1 Scavenger 2
Rejeito 9,70% 15,00% 34,00% 25,00%
Concentrado 90,30% 85,00% 66,00% 75,00%
80
Alimentação 100,00% 100,00% 100,00% 100,00%
Com as recupera
ções e teores previstos nos testes de bancada e piloto mais a
qualidade do ROM Goethítico Rico, desenvolveu-se o balanço de massa obtendo-se
uma recuperação em massa de 76,8%.
As premissas adotadas para a disponibilidade f
ísica (DF) e utilidade física (UF) foram de
93% e 96%, respectivamente. Esses valores foram baseados no último projeto de grande
porte implantado para minério de ferro, Projeto Brucutu. O rendimento operacional (RO) é
o resultado da multiplicação dos dois valores acima citados DF e UF. Esse produto
significa o percentual de horas disponíveis para a operação da usina de concentração.
A tabela 6.3 indica os
índices de processo e volume de produção gerados para o
empreendimento.
Tabela 6.3
Índices de processo e volume de produção
Índices Processo
t/a %
Utilização sica
96,00 365,00
Disponibilidade Física
93,00 7820,93
Rendimento Operacional
89,28
Rendimento Massa
76,78
Rec. Metalúrgica
81,83
nter Feed
17.431.467
Pellet Feed
6.828.970
SF + PF
24.260.437
Horas Ano Disponíveis
Dias / ano
6.1 Balanço de massa industrial
O desenvolvimento integral do balan
ço de massa foi baseado em resultados de testes
piloto e bancada, mas também foram adotados dados práticos operacionais em minérios
similares como, por exemplo, densidade de polpas de operações auxiliares.
As unidades dos valores adotados no balan
ço foram especificadas conforme ilustrado na
figura 6.2.
81
Figura 6.2 Legenda de valores adotados no balan
ço de massa.
Onde:
% AL percentual em relação a taxa alimentada;
Ms massa de sólidos em t/h;
M H2O massa de água em t/h;
MP massa de polpa em t/h;
%cw concentração de sólidos em peso;
Ds - densidade do sólido em t/m
3
;
% Fe teor de ferro;
Vs volume do sólido em m
3
/h;
V H2O volume de água em m
3
/h;
%Cv concentração de sólido em volume;
Dp densidade da polpa em t/m
3
;
% SiO2 teor de SiO
2
.
O desenvolvimento completo do balan
ço de massa é mostrado no anexo 6.
A qualidade dos produtos tamb
ém seguiu os valores dos testes piloto. A composição do
sínter feed foi estabelecida pelo somatório dos SF1+SF2+SF3+SF4+ F5+SF6. A tabela
6.4 indica os valores de massa, teores de %Fe e %SiO
2
, bem como, a origem de cada
um deles.
Tabela 6.4 Qualidade do s
ínter feed
% AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Legenda
Fluxo t/h % Fe % SiO2 Procencia
SF1 1002,38 61,80 3,99
Fração -8,0 +1,0 mm PN Quat 1
SF2 294,37 62,10 2,10
Fração -8,0 +1,0 mm PN Quat 2
SF3 641,59 65,12 1,45 Conc WHCs
SF4 105,20 66,49 2,36 Conc WDRE
SF5 142,63 63,50 2,70 UF C. espiral Quat 1
SF6 42,66 62,61 3,23 UF C. espiral Quat 2
SF 2.229 63,25 2,91
SF1+SF2+SF3+SF4+SF5+SF6
PF 873 67,50 0,80
Concentrado da flotação
Total 3.102 64,45 2,32 24,26 Mt/a
82
A figura 6.3 representa a composição percentual do Sínter Feed gerado.
SF1
45%
SF2
13%
SF3
29%
SF4
5%
SF5
6%
SF6
2%
Composão Sínter Feed
Figura 6.3 Composição de sínter feed.
A Tabela 6.5 indica a distribui
ção completa de massa e dos teores para o sínter feed e
pellet feed.
Tabela 6.5 Qualidade e distribui
ção de massa do sínter feed e pellet feed
Fluxo Massa - t/h % Fe % SiO3 % Al2O4 % P % PPC +6,3mm +1,0m m -0,15m m
SF1
1.002 62,48 3,30 2,03 0,076 4,33 35,27 88,23 9,23
SF2
294 62,10 2,10 2,59 0,090 4,87 25,2 86,64 8,41
SF3
642 65,12 1,45 1,14 0,074 3,63 4,48 48,26
SF4
105 66,49 2,36 0,86 0,058 4,63 4,39 49,26
SF5
143 63,50 2,70 1,26 0,048 3,82 77,45 2,86
SF6
43 62,61 3,23 1,68 0,058 4,87 9,63 50,44
SF 2.229 63,45 2,53 1,74 0,075 4,19 17,19 59,76 26,63
PF 873 67,50 0,80 1,16 t/a
Prodão 24.260.437
Nota-se que a qualidade final do pellet feed atendeu as exig
ências do mercado externo,
teor de SiO
2
inferior a 0,80%. Como a qualidade da produção de pellet feed também
pode chegar a 1,2% de SiO
2
, sugere-se desviar o concentrado da flotação das peneiras
de alta frequência direcionando-o para o espessador de concentrado. Esta alternativa
proporciona um aumento da taxa de pellet feed em 82 t/h (pg18, anexo 6).
J
á o sínter feed possui um teor baixo de Fe. Este fato está relacionado com a presença da
goethita, confirmada pelas análises de PPC. O resultado final do balaço de massa indicou
que o empreendimento é um grande gerador de sínter feed. A porcentagem dos produtos
83
é de 72% para sínter feed e 28% para pellet feed. Indica, também, que o sínter feed
possui baixo teor de SiO
2
e também uma granulometria muito competitiva na fração
retida em +1,0mm, 59,7%.
A figura 6.3 ilustra o fluxograma de processos e indica as unidades geradoras para a
composição do sínter feed e pellet feed.
Figura 6.4
Fluxograma de processos e balanço de produtos.
Lamas - t/h
4040
A Nova - t/h
537,71
SF1 -t/h
1.002,38
SF4 -t/h
105,20
SF2 -t/h
294,37
SF3 -t/h
SF6 -t/h
641,59
42,66
SF5
142,63
PF -t/h
873,17
INPUT Taxa DF UF
1 4040 93,0% 96,0%
C. Quater.
WDRE 100% alimentado
3.101,99
FLUXO % Fe % SiO2 R. Massa
SF 63,45 2,53 2.228,82 t/h 76,78% 873,17 t/h 148,22 t/a
Fluxograma de processo com balanço de produtos
24.260.437
SF
H2O
H2O
Lamas
R
PF
Rejeito Final
Rejeito Final
AL Jones
Cleaner
SCV1
SCV2
+8,0 -32,0 mm
-8,0 +1,0 mm
-1,0 +0,15 mm
-1,4 mm
-0,15 mm
-0,15 mm
-1,4 mm
-0,010 mm
-0,15 mm
H2O
C
PN
32,0 mm
SCV1
Rougher
US PN AF
Água Recirculada
m3/h
OF Conc Jones
84
A figura 6.5 ilustra os resultados quantitativo e qualitativo dos produtos gerados, sínter
feed e pellet feed.
Figura 6.5 Resumo Geral do balan
ço de massa industrial.
Fluxo Massa - t/h % Fe % SiO3 % Al2O4 % P PPC +6,3mm +1,0mm -0,15m m
% SF Participação
SF1
1.002 62,48 3,30 2,03 0,076 4,33 35,27 88,23 9,23 45% SF1
SF2
294 62,10 2,10 2,59 0,090 4,87 25,2 86,64 8,41 13% SF2
SF3
642 65,12 1,45 1,14 0,074 3,63 4,48 48,26 29% SF3
SF4
105 66,49 2,36 0,86 0,058 4,63 4,39 49,26 5% SF4
SF5
143 63,50 2,70 1,26 0,048 3,82 77,45 2,86 6% SF5
SF6
43 62,61 3,23 1,68 0,058 4,87 9,63 50,44 2% SF6
SF 2.229 63,45 2,53 1,74 0,075 4,19 17,19 59,76 26,63
100% SFAP
PF 873 67,50 0,80 1,16 t/a
R.Massa 76,78%
UF 96,0%
DF 93,0%
RO 89,3%
SF1 SF2
25% 62,11 7% 62,10
1.002,38 218,86 294,37 64,27
123,89 123,89 36,38 36,38
1.126,26 342,75 330,75 100,66
89% 0,64 89% 0,64
4,58 3,29 4,58 3,29
3,30 2,10
SF4 SF3
2,60% 66,49 16% 65,12
105,20 22,01 641,59 128,32
11,69 -1,31 71,29 274,97
116,89 20,70 712,88 403,29
90% 1,06 90% 0,32
4,78 5,02 5,00 2,27
1,58 1,45
SF5 SF6
3,53% 63,50 1% 62,61 55,05% 63,45
142,63 30,87 42,66 9,34 2228,82 472,94
17,63 17,63 5,27 5,27 266,15 266,15
160,25 48,50 47,93 14,61 2494,97 739,09
89% 0,64 89% 0,64 89,33% 63,99%
4,62 3,30 4,57 3,28 4,71 3,38
2,70 3,23 2,53
Prodão
Resumo Geral do Balanço de Massa
24.260.437
SF
SF1
45%
SF2
13%
SF3
29%
SF4
5%
SF5
6%
SF6
2%
Composão Sínter Feed
85
7. CONCLUSÃO
Pode-se afirmar que o minério ROM Goethítico Rico é hidratado, sendo a hematita
martítica o mineral de ferro mais abundante. Apresenta também partículas em processo
de martitização com grande participação de magnetita. A goethita existente apresenta-se
em forma terrosa. Tanto a goethita quanto a hematita martítica apresentam minerais
aluminosos associados geralmente em poros e intertícios das microestruturas, em frações
extremamentes finas. Esta característica gerou uma grande quantidade de lamas (13%
em relação ao ROM).
As part
ículas de quartzo presente estão totalmente livres.
A participa
ção da magnetita na composição do ROM exigiu o uso de uma concentração
magnética de baixa intensidade como proteção da concentração magnética de alta
intensidade.
Do desenvolvimento dos testes piloto e do balan
ço de massa concluiu-se que:
a britagem quaternária apresentou uma baixa eficiência na malha de 8,0mm
(42,7%);
a fração acima de 1,0 mm não requereu concentração, pois apresentou baixo teor
de SiO
2
(3,03%);
o rejeito da concentração magnética de alta intensidade apresentou elevado teor
de Fe (55,6%) e baixo teor de SiO2 (5,4%);
a recuperação mássica do circuito de concentração magnética variou entre 9% e
90%;
a lama direcionada para o espessador de lamas apresentou um teor de Fe alto
(53,7%);
no desenvolvimento do balanço de massa, mantendo as recuperações dos testes
piloto, o circuito de flotação apresentou um teor de Fe no rejeito menor que os
conseguidos nos testes piloto (10,7%);
O oversize das peneiras de alta frequência possui teores compatíveis de Fe e
SiO
2
,
66,9% e 3,12% respectivamente, para serem adicionados ao Sínter Feed.
86
Os valores dos índices de processo foram:
taxa de alimentação da planta de beneficiamento: 4040 t/h;
recuperação em massa: 76,78%;
recuperação metalúrgica: 81,8%;
disponibilidade física: 93%;
utilização física: 96%;
rendimento operacional: 89,3%;
horas efetivas trabalhadas: 7821h;
volume de ROM: 31,60 Mta;
volume de produção: 24,26 Mta;
produção de Sínter Feed: 17,43 Mta;
produção de Pellet Feed: 6,83 Mta;
relação do SF para o PF: 0,72.
87
8. SUGESTÕES FUTURAS
Pelo desenvolvimento do balan
ço de massa pode-se observar que o rejeito da
concentração magnética de alta intensidade e as lamas ficaram com teores de ferro
elevados para uma planta de concentração de minérios de ferro, 55% e 54%,
respectivamente.
Sugere-se ent
ão duas rotas alternativas para o tratamento desses fluxos.
8.1 Rota de processo para o rejeito da Concentração magnética alta intensidade -
WHC
Para o rejeito do WHC, sugere-se fazer uma an
álise mineralógica para quantificar os
minerais contidos neste fluxo. Após o recebimento dos resultados das análises
mineralógicas pode-se adotar duas rotas a serem pesquisadas:
moer o rejeito em 0,44mm e passá-lo por uma concentração magnética com GAP
de 1,5 mm e campo magnético em 14.000 Gauss;
moer o rejeito em 0,44mm, fazendo um circuito fechado de moagem, deslamar o
overflow e fazer uma concentração de finos em colunas de flotação .
A figura 8.1 indica a rota de processo com simula
ção de balanço de massa para as duas
alternativas propostas. Os valores contidos são apenas referência e requerem testes para
comprovação dos mesmos.
88
Figura 8.1
Rota de processo com simulação de balanço de massa para o rejeito WHC.
Espera-se uma melhor recupera
ção no circuito de flotação em colunas desde que o
circuito de deslamagem seja eficiente o bastante para a retirada da lama.
Fluxograma de processo - Simulação Balanço de Massa
14,58% 51,74
L. Total
Massa % Fe 5,50% 49,47
Lamas
100% 62,20 8,46% 49,65
Rec Rec
71,80% 35%
Rec 2,96% 50,00
70%
71,80%
65,12
Lamas
9,08% 53,12
28,20%
54,77
Rec
60%
19,74% 56,96
22,70% 56,05
Rec
Rec 78%
73,3% 13,62% 58,00
Reuperação total Flotação
10,62% 66,00
Rejeito flotação
3,00% 29,64
Concentrado WHC
20,68% 64,50
Rej WHC
7,52% 28,00 Recuperação total WHC
Rota Alternativa 2
37,67%
Concentrado Flotão
26,67%
GAP 1,5 mm
GAP 2,5 mm
89
Já o circuito de concentração magnética com GAP reduzido para 1,5mm pode ser uma
boa alternativa se o rejeito for portador de minerais aluminosos. Neste caso, esses
minerais teriam maior facilidade de sair pelo rejeito sem comprometer o concentrado.
A simula
ção do balanço de massa prevê uma recuperação de 37,67% do rejeito do WHC
em circuito de flotação em colunas e 26,67% no circuito com concentração magnética
com o GAP reduzido para 1,5mm. A qualidade do concentrado final também atende as
especificações dos produtos.
As recupera
ções acima citadas trazem um potencial de ganho na recuperação em massa
em 1,7 pontos percentuais ou seja, a recuperação em massa passaria de 76,78% para
78,48%, considerando o circuito de concentração magnética com GAP reduzido para
1,5mm. O potencial de acréscimo na produção seria 0,54Mta de produto.
8.2 Rota de processo para recuperação de lamas
Para a recupera
ção de lamas, também haverá necessidade de se fazer uma análise
mineralógica para quantificar os minerais presentes. Pode-se adotar uma quarta
deslamagem com ciclones de 4, fazendo-se em seguida uma flotação de ultrafinos com
o underflow desta ciclonagem. A figura 8.2 indica uma rota de processo contendo as
alternativas de recuperação do rejeito do WHC mais o circuito de deslamagem de
ultrafinos com concentração por flotação em colunas. É uma rota mais complexa, pois
trata-se de uma alternativa para o projeto conceitual da recuperação de lamas e rejeito do
WHC.
90
Figura 8.2 Rota de processo para a recupera
ção de lamas e rejeito WHC.
A simulação do balanço de massa para o circuito de ultrafinos somente será possível
após caracterização mineralógica seguida de testes em bancada e posteriormente testes
piloto.
As rotas sugeridas possuem potencial para recuperar em parte o rejeito da concentra
ção
magnética de alta intensidade e as lamas geradas no circuito como um todo.
D -4"
Lamas
Desl 2 - 6"
-0,044mm
Rej WDRE Flotação de Ultrafinos
Rej SF 3
D- 10"
Rejieto
Desl 3
Lama do circuito de deslamagem
tripla
Circuito flotação de Finos
Rougher Scavenger
Cleaner
Concentrado - SF
Rota alterantiva concentrão
magnética com GAP 1,5mm
Concentrado Final
Rejeito final
Rota de Processo para rejeito concentração magnética alta intensidade e lamas
D- 10"
D- 20"
GAP 2,5 mm
GAP 1,5 mm
91
9. RELEVÂNCIA DOS RESULTADOS
A caracterização mineralógica é fundamental para o sucesso de um projeto de
concentração de minérios. Detectou-se a presença de magnetita, goethita, hematita
martítica, minerais aluminosos e terrosos. Detectou-se também que o quartzo presente
no ROM rico é liberado.
De posse desses conhecimentos, o desenvolvimento da rota de processo foi direcionado
para reduzir e absorver os impactos causados por esses minerais, a saber:
para proteger a concentração magnética de alta intensidade foi adicionada uma
concentração magnética de baixa intensidade para fazer a retirada da magnetita;
para retirar os minerais aluminosos e terrosos que são geradores de lama, foi
adicionado uma circuito triplo de deslamagem com opção de injeção de NaOH
para fazer a dispersão da lama para garantir uma qualidade desejável para a
alimentação da flotação;
a liberação do quartzo proporcionou um circuito de flotação convencional e
eficiente;
percebeu-se que o manuseio do ROM no circuito de britagem é um complicador
por possuir grande poder de aderência causado pelos minerais aluminosos,
terrosos e, também, pela goethita. Desta forma, os revestimentos de chutes e
casas de transferências devem contar com material anti-aderente. Deve-se
contemplar também tomadas de água de serviço em pontos estratégicos no
circuito de britagem.
Os testes em bancada e piloto vieram para quantificar o impacto causado por esses
minerais e certificar os equipamentos necessários para as rotas de processo.
O desenvolvimento do balan
ço de massa é outro ponto fundamental para o sucesso de
um projeto. Todos os equipamentos são dimensionados baseados nas informações
92
geradas pelo balanço de massa. Portanto, ele precisa ser o mais real possível e
proporcionar simulações volumétricas para se fazer adequações nos equipamentos.
Chama-se estas simulações de balanço de massa operacional. Ele simula as vazões
necessárias para as interligações das estações unitárias de tratamento, proporcionando
uma operação contínua à planta. Possibilita, também, uma análise profunda da
performance nas instalações de beneficiamento identificando variações granuloquímicas
do ROM. As variações granuloquímicas provocam distúrbios que passam a ser inibidores
da produção.
O balan
ço de massa operacional passa a ser uma grande ferramenta de trabalho para a
equipe de operação da planta. As equipes responsáveis pela produção e qualidade
devem interagir com o balanço de massa para otimizar a recuperação, executar um
planejamento qualitativo e quantitativo de curto, médio e longo prazo e simular novas
rotas de processo em um regime contínuo de otimização da recuperação e qualidade dos
produtos.
Para finalizar, a caracteriza
ção mineralógica, os testes piloto e o balanço de massa
formam a base fundamental para sustentar um projeto de engenharia para tratamento
de minérios.
93
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Froth Flotation. Mineral Processing Technology, Chapter 12, 6
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341.
95
11. ANEXOS
Anexo 1
Memória de cálculo de partição e eficiência do peneiramento quaternário 1,
corte em 8,0mm
Malha de Corte: 8,0 mm Fluxo: Data:
Malha
(
m
m)
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize a-e c-e (a-e)*(c-e) (c-e)^2
8000 15,20 93,99 2,38 84,80 6,01 97,62 15,20 93,99 2,38 12,82 91,60 1174,095 8390,99
2000 13,27 3,44 14,78 71,53 2,58 82,84 28,47 97,42 17,16 -1,51 -11,34 17,07365 128,56
1000 6,88 0,25 7,91 64,65 2,33 74,93 35,35 97,67 25,07 -1,03 -7,66 7,883396 58,72
500 3,38 0,12 3,89 61,27 2,21 71,05 38,73 97,79 28,95 -0,51 -3,76 1,902578 14,17
250 5,34 0,19 6,14 55,93 2,02 64,91 44,07 97,98 35,09 -0,80 -5,95 4,748396 35,37
150 1,44 0,05 1,66 54,49 1,97 63,25 45,51 98,03 36,75 -0,22 -1,60 0,345478 2,57
106 6,05 0,22 6,95 48,44 1,75 56,30 51,56 98,25 43,70 -0,90 -6,74 6,095367 45,40
75 4,75 0,17 5,46 43,69 1,58 50,84 56,31 98,42 49,16 -0,71 -5,29 3,757171 27,99
45 11,81 0,42 13,58 31,88 1,16 37,26 68,12 98,84 62,74 -1,77 -13,15 23,2277 173,01
-45 31,88 1,16 37,26 0,00 0,00 0,00 100,00 100,00 100,00 -5,38 -36,10
a c e 1239,128 8876,79
13,96% Passante Teórico 92,30%
Partição Undersize 86,04% Pasante Real 86,04% Retido Teórico 15,20%
Eficência Passante: 93,22% Efincia Retido 108,89% Retido Real 13,96%
Dados Medidos
Partição Oversize Dados entrada
Anexo 1 - Peneiramento Quaternário 1
Balanço RedundantePassante Acumulado (%)Entrada Dados - % ret Acumulado Retido
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação
Oversize
undersize
Acumalado Passante
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação
oversize
undersize
Acumulado Retido
96
Anexo 2
-
Memória de cálculo de partição e eficiência do peneiramento quaternário 1,
corte em 1,0mm
Anexo 2
-
Memória de cálculo de partição e eficiência do peneiramento quaternário
1, corte em 1,0mm
Malha de Corte: 1,0 mm Fluxo: Data:
Malha
(
m
m)
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize a-e c-e (a-e)*(c-e) (c-e)^2
8000 2,38 9,65 0,00 97,62 90,35 100,00 2,38 9,65 0,00 2,38 9,65 22,967 93,12
2000 14,78 59,86 0,00 82,84 30,49 100,00 17,16 69,51 0,00 14,78 59,86 884,7308 3583,22
1000 7,91 15,31 5,48 74,93 15,18 94,52 25,07 84,82 5,48 2,43 9,83 23,8869 96,63
500 3,89 0,79 4,90 71,04 14,39 89,62 28,96 85,61 10,38 -1,01 -4,11 4,15413 16,92
250 6,14 1,24 7,74 64,90 13,15 81,88 35,10 86,85 18,12 -1,60 -6,50 10,4 42,25
150 1,66 0,34 2,09 63,24 12,82 79,79 36,76 87,18 20,21 -0,43 -1,75 0,758218 3,07
106 6,95 1,41 8,77 56,29 11,41 71,02 43,71 88,59 28,98 -1,82 -7,36 13,38573 54,22
75 5,46 1,11 6,89 50,83 10,30 64,13 49,17 89,70 35,87 -1,43 -5,78 8,251357 33,43
45 13,58 2,75 17,12 37,25 7,55 47,01 62,75 92,45 52,99 -3,54 -14,37 50,92872 206,50
-45 37,25 7,55 47,01 0,00 0,00 0,00 100,00 100,00 100,00 -9,76 -39,46
a c e 1019,463 4129,36
24,69% Passante Teórico 92,30%
Partição Undersize 75,31% Pasante Real 75,31% Retido Teórico 2,38%
Eficência Passante: 81,59% Efincia Retido 9,64% Retido Real 24,69%
Dados Medidos
Partição Oversize Dados entrada
Anexo 2 - Peneiramento Quaternário 1
Balanço RedundantePassante Acumulado (%)Entrada Dados - % ret Acumulado Retido
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação Oversize undersize
Acumalado Passante
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação oversize undersize
Acumulado Retido
97
Anexo 3
Granulometria peneiramento quaternário 1
Tam (mm) %passante
%ac %ret %passante %ac %ret %passante %ac %ret
%passante %ac %ret
%passante
%ac %ret
50 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
44 99,81 0,19 0,19 98,64 1,36 1,36 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
40 98,89 1,11 0,93 91,99 8,01 6,65 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
38 98,68 1,32 0,21 90,49 9,51 1,50 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
31,5 98,01 1,99 0,67 85,69 14,31 4,79 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
25 97,21 2,79 0,80 79,97 20,03 5,72 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
19 95,33 4,68 1,89 66,38 33,62 13,59 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
16 93,44 6,56 1,89 52,78 47,22 13,59 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
12,5 91,05 8,95 2,39 35,61 64,39 17,17 100,00 0,00 0,00
100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
10 88,66 11,34 2,39 20,39 79,61 15,22 99,69 0,31 0,31
98,73 1,27 1,27 100,00 0,00 0,00
8 84,88 15,12 3,78 6,01 93,99 14,38 97,62 2,38 2,07 90,35 9,65 8,38 100,00 0,00 0,00
6,35 82,30 17,70 2,58 2,96 97,04 3,06 95,12 4,88 2,50 80,22 19,78 10,12 100,00 0,00 0,00
5,6 81,79 18,21 0,52 2,94 97,06 0,02 94,52 5,48 0,60 77,80 22,20 2,42 100,00 0,00 0,00
4,8 79,85 20,15 1,94 2,87 97,13 0,07 92,28 7,72 2,24
68,72 31,28 9,08 100,00 0,00 0,00
3,4 76,48 23,52 3,37 2,75 97,25 0,12 88,38 11,62 3,90
52,94 47,06 15,79 100,00 0,00 0,00
2,4 71,68 28,32 4,79 2,58 97,42 0,17 82,84 17,16 5,54
30,49 69,51 22,45 100,00 0,00 0,00
1 64,84 35,16 6,84 2,33 97,67 0,25 74,93 25,07 7,91
15,18 84,82 15,31 94,52 5,48 5,48
0,84 64,43 35,57 0,41 2,32 97,68 0,01 74,46 25,54 0,47
15,08 84,92 0,10 93,92 6,08 0,59
0,71 63,42 36,58 1,01 2,28 97,72 0,04 73,29 26,71 1,17
14,84 85,16 0,24 92,44 7,56 1,48
0,6 62,49 37,51 0,92 2,25 97,75 0,03 72,22 27,78 1,07
14,63 85,37 0,22 91,10 8,90 1,35
0,5 61,48 38,52 1,01 2,21 97,79 0,04 71,05 28,95 1,17
14,39 85,61 0,24 89,62 10,38 1,48
0,42 60,04 39,96 1,43 2,16 97,84 0,05 69,39 30,61 1,66
14,06 85,94 0,34 87,53 12,47 2,09
0,3 58,10 41,90 1,94 2,09 97,91 0,07 67,15 32,85 2,24 13,60 86,40 0,45 84,70 15,30 2,83
0,21 56,16 43,84 1,94 2,02 97,98 0,07 64,91 35,09 2,24 13,15 86,85 0,45 81,87 18,13 2,83
0,15 54,73 45,27 1,43 1,97 98,03 0,05 63,25 36,75 1,66 12,81 87,19 0,34 79,79 20,21 2,09
0,105 48,71 51,29 6,02 1,75 98,25 0,22 56,30 43,70 6,95
11,40 88,60 1,41 71,01 28,99 8,77
0,075 43,99 56,01 4,72 1,58 98,42 0,17 50,84 49,16 5,46
10,30 89,70 1,11 64,13 35,87 6,89
0,053 38,07 61,93 5,92 1,37 98,63 0,21 44,00 56,00 6,84
8,91 91,09 1,39 55,50 44,50 8,63
0,045 32,24 67,76 5,83 1,16 98,84 0,21 37,26 62,74 6,74
7,55 92,45 1,36 47,00 53,00 8,50
0,037 30,90 69,10 32,24 1,11 98,89 1,16 35,71 64,29 37,26
7,23 92,77 7,55 45,04 54,96 47,00
-0,037 100,00 30,90
-8,0 mm -8 +1,0 mm
Anexo 3 - Granulometria Peneiramento Quaternário 1
-1,0 mm -38,0 mm -38 +8,0 mm
98
Anexo 4
Granulometria peneiramento quaternário 2
Tam (mm)
% ac pass %ret ac %ret % ac pass %ret ac %ret % ac pass %ret ac %ret % ac pass %ret ac %ret % ac pass %ret ac %ret
50 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
44 100,00 0,00 0,00 99,99 0,01 0,01 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
40 99,90 0,10 0,10 99,82 0,18 0,18 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
38 99,85 0,15 0,04 99,74 0,26 0,08 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
31,5 99,56 0,44 0,29 99,23 0,77 0,51 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
25 98,76 1,24 0,80 97,83 2,17 1,40 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
19 95,26 4,74 3,50 91,70 8,30 6,13 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
16 89,84 10,16 5,41 82,24 17,76 9,47 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
12,5 79,35 20,65 10,50 63,88 36,12 18,35 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
10 65,28 34,72 14,06 39,29 60,71 24,60 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
8 46,04 53,96 19,24 5,64 94,36 33,65 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00 100,00 0,00 0,00
6,35 42,85 57,15 3,19 5,25 94,75 0,39 93,07 6,93 6,93 83,41 16,59 16,59 100,00 0,00 0,00
5,6 41,65 58,35 1,20 5,10 94,90 0,15 90,46 9,54 2,61 77,17 22,83 6,25 100,00 0,00 0,00
4,8 40,16 59,84 1,49 4,92 95,08 0,18 87,22 12,78 3,24 69,40 30,60 7,77 100,00 0,00 0,00
3,4 36,86 63,14 3,29 4,51 95,49 0,40 80,06 19,94 7,15 52,28 47,72 17,12 100,00 0,00 0,00
2,4 33,64 66,36 3,23 4,12 95,88 0,39 73,06 26,94 7,01 35,51 64,49 16,77 100,00 0,00 0,00
1 26,44 73,56 7,19 3,24 96,76 0,88 57,43 42,57 15,63 8,25 91,75 27,26 92,72 7,28 7,28
0,84 25,19 74,81 1,25 3,08 96,92 0,15 54,71 45,29 2,72 7,86 92,14 0,39 88,33 11,67 4,39
0,71 24,02 75,98 1,17 2,94 97,06 0,14 52,18 47,82 2,53 7,49 92,51 0,36 84,24 15,76 4,09
0,6 22,91 77,09 1,12 2,80 97,20 0,14 49,75 50,25 2,43 7,15 92,85 0,35 80,32 19,68 3,92
0,5 21,75 78,25 1,16 2,66 97,34 0,14 47,24 52,76 2,51 6,78 93,22 0,36 76,27 23,73 4,05
0,42 20,69 79,31 1,06 2,53 97,47 0,13 44,94 55,06 2,30 6,45 93,55 0,33 72,55 27,45 3,72
0,3 18,79 81,21 1,90 2,30 97,70 0,23 40,82 59,18 4,12 5,86 94,14 0,59 65,90 34,10 6,65
0,21 16,97 83,03 1,82 2,08 97,92 0,22 36,86 63,14 3,96 5,29 94,71 0,57 59,50 40,50 6,40
0,15 15,42 84,58 1,55 1,89 98,11 0,19 33,48 66,52 3,37 4,81 95,19 0,48 54,06 45,94 5,45
0,105 13,85 86,15 1,56 1,70 98,30 0,19 30,08 69,92 3,40 4,32 95,68 0,49 48,57 51,43 5,49
0,075 12,53 87,47 1,33 1,53 98,47 0,16 27,20 72,80 2,88 3,91 96,09 0,41 43,92 56,08 4,65
0,053 11,26 88,74 1,26 1,38 98,62 0,15 24,46 75,54 2,74 3,51 96,49 0,39 39,50 60,50 4,42
0,045 10,66 89,34 0,60 1,30 98,70 0,07 23,15 76,85 1,31 3,32 96,68 0,19 37,38 62,62 2,12
0,037 10,06 89,94 0,60 1,23 98,77 1,30 21,85 78,15 1,30 3,14 96,86 0,19 35,28 64,72 2,10
( - ) 100,00 10,06 100,00 1,23 100,00 21,85 100,00 3,14 100,00 35,28
Anexo 4 - Granulometria Peneiramento Quaternário 2
-8,0 mm -8,0 mm +8,0 mm -8,0 +1,0 mm -1,0 mm
99
Anexo 5
Memória de cálculo de partição e eficiência do peneiramento quaternário 2,
corte em 8,0mm.
Malha de Corte: 8,0 mm Fluxo: Anexo 5 - Memória lculo Peneiramento Quaternário 2
Malha
(
m
m)
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize
Alimentação
Oversize Undersize a-e c-e (a-e)*(c-e) (c-e)^2
8000 53,96 94,36 0,00 46,04 5,64 100,00 53,96 94,36 0,00 53,96 94,36 5091,598 8904,46
2000 12,40 1,52 26,94 33,64 4,12 73,06 66,36 95,88 26,94 -14,54 -25,42 369,572 646,33
1000 7,19 0,88 15,63 26,44 3,24 57,43 73,56 96,76 42,57 -8,43 -14,74 124,3138 217,41
500 4,69 0,57 10,19 21,75 2,66 47,24 78,25 97,34 52,76 -5,50 -9,62 52,89862 92,51
250 4,78 0,59 10,39 16,97 2,08 36,86 83,03 97,92 63,14 -5,60 -9,80 54,91284 96,03
150 1,55 0,19 3,37 15,42 1,89 33,48 84,58 98,11 66,52 -1,82 -3,18 5,792523 10,13
106 1,56 0,19 3,40 13,85 1,70 30,08 86,15 98,30 69,92 -1,83 -3,21 5,878898 10,28
75 1,33 0,16 2,88 12,53 1,53 27,20 87,47 98,47 72,80 -1,55 -2,72 4,223951 7,39
45 1,87 0,23 4,05 10,66 1,30 23,15 89,34 98,70 76,85 -2,19 -3,83 8,367899 14,63
-45 10,66 1,30 23,15 0,00 0,00 0,00 100,00 100,00 100,00 -12,49 -21,85
a c e 5717,559 9999,18
57,18% Passante Teórico 46,04%
Partição Undersize 42,82% Pasante Real 42,82% Retido Teórico 53,96%
Eficência Passante: 93,01% Efincia Retido 94,36% Retido Real 57,18%
Dados Medidos
Partição Oversize Dados entrada
Balanço RedundantePassante Acumulado (%)Entrada Dados - % ret Acumulado Retido
-20,00
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação Oversize undersize
Acumalado Passante
0,00
20,00
40,00
60,00
80,00
100,00
120,00
8000
2000
1000
500
250
150
106
75
45
-
45
alimentação oversize undersize
Acumulado Retido
100
Anexo 6 Balanço de massa industrial
3
Faixas
t
% Massa
Fe SiO2 AL2O3 P PPC
+8mm
4.802.675 15,20% 61,69 2,68 2,59 0,090 4,871
-8mm +1mm
6.366.705 20,15% 62,48 3,30 2,03 0,076 4,333
-1mm +0,15mm
3.210.209 10,16% 62,59 3,39 1,94 0,074 3,825
- 0,15mm
17.216.960 54,49% 60,72 6,00 2,09 0,080 4,254
Total
31.596.549 100,00% 61,41 4,69 2,14 0,080 4,320
Taxa Usina
4.040
+1,0 mm
62,14
3,03
2,27
0,082212
4,564
4 100%
Fluxo t/h % Fe % SiO2 Procedência
SF1 1002,38 62,11 3,30
Fração -8,0 +1,0 mm PN Quat 1
SF2 294,37 62,10 2,10
Fração -8,0 +1,0 mm PN Quat 2
SF3 641,59 65,12 1,45 Conc WHCs
SF4 105,20 66,49 2,36 Conc WDRE
SF5 142,63 63,50 2,70 UF C. espiral Quat 1
SF6 42,66 62,61 3,23 UF C. espiral Quat 2
SF 2.229 63,45 2,53
SF1+SF2+SF3+SF4+SF5+SF6
PF 873 67,50 0,80 Concentrado da flotação
Total
3.102
64,59
2,04
24,26 Mt/a
Índices Processo
t/a %
Utilização Física
0,96
365,00
Balanço de Massa Industrial - ROM Ghoetítico Rico - Mina Apolo
Dias / ano
ROM Ghoetítico Rico
Condições de Operacionais - Número de linhas :
Utilização Física
0,96
365,00
Disponibilidade Física 0,93 7820,93
Rendimento Operacional 0,89
Rendimento Massa 0,77
Rec. Metalúrgica 0,82
Sínter Feed 17.431.467
Pellet Feed 6.828.970
SF + PF
24.260.437
Fluxos
% Fe % SiO2 t/h Recuperação - %
Alimetação da Usina 60,60 4,69 4.040 100%
Sínter Feed 63,45 2,53 2.229 55%
Pellet Feed 67,50 0,80 873 22%
Rejeito Total da usina 47,43 17,27 938 23%
Rejeito Final Jones 55,59 5,40 252 6%
Lamas 53,72 13,99 538 13%
Rejeito Final Flotação 10,71 49,40 148 4%
=
Horas Ano Disponíveis
Dias / ano
Fluxo Massa - t/h % Fe % SiO3 % Al2O4 % P PPC +6,3mm +1,0mm -0,15mm
% SF Participação
SF1
1.002 62,48 3,30 2,03 0,076 4,33 35,27 88,23 9,23 45% SF1
SF2
294 62,10 2,10 2,59 0,090 4,87 25,2 86,64 8,41 13% SF2
SF3
642 65,12 1,45 1,14 0,074 3,63 4,48 48,26 29% SF3
SF4
105 66,49 2,36 0,86 0,058 4,63 4,39 49,26 5% SF4
SF5
143 63,50 2,70 1,26 0,048 3,82 77,45 2,86 6% SF5
SF6
43 62,61 3,23 1,68 0,058 4,87 9,63 50,44 2% SF6
SF
2.229
63,45
2,53
1,74
0,075
4,19
17,19
59,76
26,63
100% SF
PF 873 67,50 0,80 1,16 t/a
Produção
Resumo Geral do Balanço de Massa
24.260.437
Balanço de Massa Industrial
4
100,49% 60,69 100,00% 60,67 0,49% 65,12
4.059,8 910,28 4.040,0 899,78 19,84 3,97
5.283,10 5.283,10 448,89 448,89 1.884,2 1.884,2
9.342,94 6.193,37 4.488,89 1.348,67 1.904,0 1.888,2
43,45% 14,70% 90,00% 66,72% 1,04% 0,21%
4,46 1,51 4,49 3,33 5,0 1,01
4,69 4,32 1,5
H2O -m3/h
1180 % AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
H2O -m3/h
%cw % Cv
1770 Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
13,96% 61,69
704,58 155,19
61,35% 59,79 24,69% 62,11 87,08 87,08
2.352,89 536,59 1.002,38 218,86 791,66 242,28
6.266,52 6.266,52 123,89 123,89 89% 64,06%
8.619,42
6.803,11
1126,26
342,75
4,54
3,27
Legenda
Peneiramento quaternário 1 - Classificação Primária
Alimentador Cic Desg. Conc WHCA. Nova
-1,0 mm
AL Brit. Quaternária
SF1
+ 8,0 mm
-1,0 mm
8.619,42 6.803,11 1126,26 342,75 4,54 3,27
27,30% 7,89% 89% 63,85% 2,68
4,38 1,27 4,58 3,29
5,88 3,30
Rec:
65%
AL Desl 1
20% 55,38
CS 2024 01 a 09
815,98 188,94
H2O -m3/h
38% 62,13 4.131,93 4.131,93
1194,4 1.536,91 347,72 4.947,91 4.320,86
597,69 597,69 16,5% 4,4%
2.134,60 945,40 4,32 1,15
72,0% 37% 10,65
4,42 2,26
3,35
+ 8,0 mm
CI 26"
-1,0 mm
Balanço de Massa Industrial
5
Britagem quateranária e peneiramento quaternário 2
37,25% 62,15 23,29% 62,50
1.645,4 155,2 940,86 205,4
203,4 87,1 116,3 116,3
1.848,8 242,3 1.057,1 321,7
89,00% 64,06% 89,00% 63,85%
4,54 7,63 4,58 3,29
2,29 2,0
m3/h
% AL % Fe
H20 - m3/h Ms - t/h Vs - m3/h
260,00 M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
H20 - m3/h Ds t/m3 Dp -t/m3
390,00 % SiO2
Rec: 57,18%
- 8,0 +1,0 mm
Rec: 17,89%
23,29% 62,50
940,86 205,43
6,67% 61,39 7,29% 62,10 116,29 116,29
410,21 92,82 294,37 64,27 1057,15 321,71
823,10 823,10 36,38 36,38 89% 63,85%
OS PN quat 2
Filtrado
AL Brit. Quaternária
-1,0 mm SF2
Legenda
+ 8,0 mm
-1,0 mm
823,10
823,10
36,38
36,38
89%
63,85%
1.233,31 915,92 330,75 100,66 4,58 3,29
33,26% 10,13% 89% 63,85% 2,00
4,42 1,35 4,58 3,29
3,09 2,10
Alimentação do Primeiro Estagio Deslamagem
Rec:
65,00%
AL Desl 1
3,6% 59,52
Vai para PN Desaguadoras
143,57 32,48
H2O 6,6% 62,40 431,57 431,57
122,4 266,63 58,99 575,14 464,05
124,90 124,90 25,0% 7,0%
391,53 183,89 4,42 1,24
68,1% 32% 4,20
4,52 2,13
2,5
Peneiras Desaguadoras
+ 8,0 mm
CI 26"
BP
-1,0 mm
Balanço de Massa Industrial
6
Reclassificação -1,0 + 0,15 mm
2500
H2O
38,04% 62,13 22,06% 63,05
1.536,9 347,7 891,41 198,09 6,60% 62,40
2.616,3 2.616,3 497,08 497,08 266,63 58,99
4.153,2 2.964,0 1.388,48 695,17 650,30 650,30
37,01% 11,73% 64,2% 28,5% 916,93 709,29
4,42 1,40 4,50 2,00 29% 8%
3,35 2,80 4,52 1,29
2,50
Spray - m3/h
H2O - m3/h
525,4
993,6
Rec UF:
58,00%
Rec: Rec:
OF Classificador 84%
16%
15,98% 60,86
645,50 149,78 3,5% 63,50
2.119,21 2.119,21 142,63 30,87 1,06% 62,61
2.764,71 2.268,99 17,63 17,63 42,66 9,34
23,35% 6,60% 160,25 48,50 5,27 5,27
4,31 1,22 89% 63,65% 47,93 14,61
4,11 4,62 3,30 89% 63,90%
2,70
4,57
3,28
SF 5
UF CI 26" Quat 2
SF6
UF CI 26" Quat 1
UF Classificador espiral
1,0 +0,15 mm
-0,15 mm
PN desaguadoras
PN Desaguadoras
2,70 4,57 3,28
Simulação 3,23
1
18,53% 62,96
748,78 167,25 5,54% 62,36
1.473,05 1.473,05 223,97 49,66
2221,83 1640,30 645,03 645,03
34% 10,20% 869,00 694,68
4,48 1,35 25,77% 7,15%
2,82 4,51 1,25
2,36
% AL % Fe
0,00 Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Legenda
1,0 +0,15 mm
Primeiro Estágio de
Deslamagem
-0,15 mm
Alimentação WDRE
PN desaguadoras
PN Desaguadoras
Balanço de Massa Industrial
7
Alimentação concentração magnética baixa intensidade - WDRE
20,57% 62,96 2,04% 66,92 5,54% 62,36
748,78 167,25 82,26 82,26 22,0 223,97 49,66
1473,05 1473,05 25,4 25,4 645,03 645,03
2221,83 1640,30 107,6 47,4 869,00 694,68
34% 10,20% 76,44% 46% 25,8% 7,1%
4,48 1,35 3,74 2,27 4,51 1,25
2,82 3,12 2,36
Simulação
1 % AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
Distribuidor de polpa
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
Distribuidor de polpa
% SiO2
H2O -m3/h
0
Rec: Rec
90,03% 9,97%
AL WDRE
OS PN Alta frequenciaUS PN des. Quat 1 US PN des. Quat 2
Legenda
AL WDRE
26,1% 63,14
1.055,18 238,41
3.143,44 3.143,44
4.198,61 3.381,84 23,5% 62,10
25,1% 7,0% 949,97 211,58 2,6% 66,49
4,43 1,24 3.144,74 3.144,74 105,20 22,01
2,75 4.094,72 3.356,32 -1,31 -1,31
23,2% 6,3% 103,90 20,70
4,49 1,22 101,3% 106,3%
2,87 4,78 5,02
1,58
H2O -m3/h
1000
Conc WDRE
Rej WDRE
Filtragem Esteira
ciclones de
adensamento
Opção de retornar
alimentação C. Espiral
Balanço de Massa Industrial
8
Adensamento alimentação concentração magnética de alta intensidade - WHC
0,71% 58,87
28,50 12,80
3249,82 3249,82
3278,32 3262,62
0,9% 0,4%
2,23 1,00
11,75
Rec:
97,0% % AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
22,81%
62,20
UF CI 2032 01 a 03
Legenda
Espessador de rejeitos
Ciclone adensador
22,81%
62,20
921,48 202,08
23,5% 62,1 394,92 394,92
950,0 211,6 1316,39 597,00
3644,7 3644,7 70,0% 33,8%
4594,7 3356,3 4,56 2,21
20,7% 6,3% 2,60
4,49 1,37
2,87
H2O
500
Rej WDRE
Ciclone adensador
AL WHC
Balanço de Massa Industrial
9
Alimentação concentração magnética de alta intensidade - WHC
Rec:
2301,6 71,8%
% AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
H2O - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Rej Conc
6,44% 54,76
260,04
75,58
Legenda
Conc WHC
Rejeito WHC
Distribuidor de polpa
WHC
260,04
75,58
1840,44 1840,44 16,37% 65,12
22,8% 62,20 2100,48 1916,02 661,43 132,29
921,5 202,1 12,4% 3,9% 2106,07 2106,07
1644,9 1644,9 3,44 1,10 2767,51 2238,36
2566,4 1847,0 5,52
23,9%
5,9%
35,9% 10,9% 5,00 1,24
4,6 1,4 1,45
2,60
H2O Cic. Aden. Rejeitos Cic Aden. Conc.
1250
Conc WHC
UF CI Adensador
Distribuidor de polpa
WHC
Balanço de Massa Industrial
10
Adensamento concentrado WHC
0,49% 65,12
19,84 3,97
1884,21 1884,21
1904,05 1888,18
1,0% 0,2%
5,00 1,01
1,45
Legenda
% AL % Fe
Rec: Ms - t/h Vs - m3/h
97,0% M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
15,88% 65,12 2,60% 66,49
641,59 128,32 105,20 22,01
274,97
274,97
-1,31
-1,31
SF3 - Conc WHC SF4 - Conc WDRE
PN Quat 1
ciclone desaguador conc WHC
274,97
274,97
-1,31
-1,31
916,56 403,29 103,90 20,70
16,4% 65,12 70,0% 31,8% 101,26% 1,06
661,4 132,3 1200 5,00 2,27 4,78 5,02
2159,2 2159,2 H20 1,45 1,58
2820,6 2291,5
Bombas Vácuo
23,5% 5,8%
5,00 1,23
1,45 18,48% 65,32
H2O 746,79 155,58
53,1 82,98 82,98
829,77 238,56
90,00% 65%
4,80 3,48
1,47
Conc WHC
SF 3 + SF4
Espessador Conc.
1390,69
ciclone desaguador conc WHC
Balanço de Massa Industrial
11
Adensamento rejeito WHC
0,19% 28,20
7,80 0,69
1980,24 1980,24
1988,04 1980,94
0,4% 0,0%
11,23 1,00
9,28
Rec:
97,0% % AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
6,24%
55,59
Espessador de rejeitos
Legenda
UF CI
ciclones adensadores de rejeito WHC
6,24%
55,59
252,24 78,82
6,4% 54,76 108,10 108,10
260,04 75,58 360,34 186,93
2088,34 2088,34 70,0% 42,2%
2348,38 2163,92 3,20 1,93
11,1% 3,5% 5,40
3,44 1,09
5,52
H2O
247,9
Rej WHC
ciclones adensadores de rejeito WHC
caixa sistema de rejeitos
Balanço de Massa Industrial
12
Circuito da Deslamagem 1
OF Classificadoe Espiral
15,98% 60,86 11,36% 53,73
645,50 149,78 459,05 122,89
2119,21 2119,21 7918,26 7918,26
2764,71 2268,99 8377,30 8041,15
23,3% 6,6% 5,5% 1,5%
4,31 1,22 3,74 1,04
4,11 16,05
20% 55,38
815,98 188,94
Deslamagem 1
4131,93 4131,93
15 polegadas
4947,91 4320,86
16% 4,4% Rec:
4,32 1,15 71,4% % AL % Fe
10,65 Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
3,6%
59,52
% SiO2
AL Deslamagem 2
OF Cic 26" Quat 1
OF Cic 26" Quat 2
Legenda
3,6%
59,52
% SiO2
143,57 32,48
431,57 431,57
575,14 464,05
25,0% 0,07 28,37% 59,64
4,42 1,24 1146,01 251,32
4,20 39,7% 57,95 491,15 491,15
1605,06 371,18 1637,16 742,47
8409,40 8409,40 70,0% 33,8%
10014,46 8780,59 4,56 2,21
16,0% 4,2% 7,00
4,32 1,14
7,44
H2O
Deslamagem 3
1726,7
AL deslamagem 1
UF CI 2032 01 a 04
Balanço de Massa Industrial
13
Circuito de Deslmagem 2
6,04% 52,56
244,21 66,39
7830,48 7830,48
8074,69 7896,87
3,0% 0,8%
3,68 1,02
16,80
Deslamagem 2
10 polegadas
Rec:
46,8% % AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Legenda
Espessador de Rejeito
% SiO2
5,32% 55,07
214,83 56,54
11,4% 53,73 115,68 115,68
459,05 122,89 330,51 172,21
7946,16 7946,16 65,0% 32,8%
8405,20 8041,15 3,80 1,92
5,5% 1,5% 15,20
3,74 1,04
16,05
H2O
27,9
Deslamagem 3
P/ AL desl. 3
OF Deslamagem 1
Balanço de Massa Industrial
14
Circuito de deslamagem 3
6,37% 55,02
257,20 68,52
887,85 887,85
33,7% 58,92 1145,05 956,38
1360,84 306,50 22,5% 7,2%
3506,83 3506,83 3,75 1,20
4867,67 3813,32 11,70
28,0% 8,0%
4,44 1,28 Lama Total
8,29
11,66% 53,83
501,41 134,90
Deslamagem 3
8718,33 8718,33
10 polegadas 9219,74 8853,23
5,4% 1,5%
Rec: 3,72 1,04
81,1% 14,19
28% 59,64
1146,01 251,32
491,15 491,15
1637,16 742,47
70% 34%
4,56
2,21
Espessador de rejeito
AL espessador Rej
AL desl 3
UF Desl 1
4,56
2,21
7,00
27,32% 59,83
1103,64 239,92
5,3% 55,07 472,99 472,99
214,83 56,54 1576,64 712,91
115,68 115,68 70,0% 33,7%
330,51 172,21 4,60 2,21
65,0% 32,8% 7,50
3,80 1,92
15,20
% AL % Fe
H2O Ms - t/h Vs - m3/h
2900 M H2O V _ H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Condicionador flotação
Legenda
UF Desl 2
UF CI 2052 13 a 16
Balanço de Massa Industrial
15
Condicionamento circuito flotação
UF Deslamagem 1 e 3
27,32% 59,83
1103,64 239,92
472,99 472,99
1576,64 712,91
70,00% 33,65%
4,60 2,21
7,50
H20 - m3/h
250
27,32% 59,83
1103,64 239,92
722,99 722,99
1826,64 962,91
60,4% 24,92%
4,60 1,90
7,50
Condicionador
Alimentação
Flotação
Rougher
Carga Circulante
Concentrado Scavenger 2
Balanço de Massa Industrial
16
Circuito de Flotação Rougher e Cleaner
Massa
Teor
86,57%
86,57%
% AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h 28% 64,10
M H2O V _ H2O 1124,03 240,69
10 MP- t/h Vp- m3/h 1097,38 1097,38
%cw % Cv 2221,41 1338,07
Ds t/m3 Dp -t/m3 50,60% 17,99%
% SiO2 4,67 1,66
Rougher
5,64
Rec: 3,09% 20,43
90,00%
124,89 34,49
69,76 69,76
194,66 104,25
Cleaner
64,16% 33,08% Rec:
3,62 1,87
85,00%
28,96
27% 59,83
1103,64 239,92
722,99 722,99
1826,64
962,91
31%
59,73
24%
67,45
Legenda
Vai PN Alta Fequencia
Rej Rougher
A Nova Flotação 1
Al total flotação
Recuperação
Metalúrgica
97,60%
Conc rougher
1826,64
962,91
31%
59,73
24%
67,45
60% 25% 1248,93 273,58 955,43 199,05
4,60 1,90 1167,14 1167,14 966,96 966,96
7,50 2416,07 1440,72 1922,39 1166,01
51,69% 18,99% 49,70% 17,07%
4,57 1,68 4,80 1,65
7,97 1,00
3,60% 59,00
145,28 33,79
Rej Cleaner
114,15 114,15 4,17% 45,12
259,43 147,94 168,61 42,87
56,00% 22,84% 130,41 130,41
4,30 1,75 299,02 173,28
11,56 56,39% 24,74%
3,93 1,73
31,93
330
7,26% 34,61
293,50 77,23
100 300,18 300,18
H2O - m3/h
593,68 377,40
49,44% 20,46%
3,80 1,57
30,67
Conc Scavenger 2
H2O - m3/h
AL Scv1
Balanço de Massa Industrial
17
Circuito de Flotação Scavenger 1 e 2
7,26% 34,61
293,50 77,23
300,18 300,18
593,68 377,40
49,44% 20,46%
3,80 1,57
30,67
Scavenger 1
Rec:
66,00%
2,47% 8,63
99,79 29,24
4,79% 48,00 141,69 141,69
193,71 48,43 241,48 170,93
158,49 158,49 41,32% 17,11%
352,20 206,92 3,41 1,41
55,00% 23,40% 47,50
4,00 1,70
22,00
Conc scv 1
Rej scv1
AL Scv1
1,20% 15,00
48,43 15,62
44,34 44,34
92,77 59,96
Scvanger 2
52,20% 26,05%
3,10 1,55
Rec: 53,32
75,00%
3,60% 59,00 3,67% 10,71
145,28 33,79 148,22 44,77
114,15 114,15 186,03 186,03
259,43 147,94 334,24 230,80
56,00% 22,84% 44,34% 19,40%
4,30 1,75 3,31 1,45
11,56 49,40
Vai AL Rougher
Rej scv2
Rej Final Flotação
Balanço de Massa Industrial
18
Peneiramento de Pellet Feed
2,04% 66,92
H2O - m3/h - spray
82,26 22,00
23,6% 67,45 300,00 25,36 25,36
955,43 199,05 107,62 47,36
1450,00 1450,00 76,4% 46,5%
2405,43 1649,05 3,74 2,27
39,7% 12,1%
Peneira de Alta Frequência
3,12
4,80 1,46
1,00
H2O - m3/h
% AL % Fe 48,3
Ms - t/h Vs - m3/h Rec:
M H2O V _ H2O
91,4%
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
Legenda
Conc Cleaner FT
AL WDRE
21,61% 67,50
873,17 178,20
23,6% 67,45 1424,64 1424,64
955,43 199,05 2297,81 1602,84
575,00 575,00 38,0% 11,1%
1530,43 774,05 4,90 1,43
62,4% 25,7% 0,80
4,80 1,98
1,00
575
H2O - m3/h
Conc Cleaner FT
US PN AF
Vai para Espessador de
concentrado
Balanço de Massa Industrial
19
Alimentação espessador de concentrado
USPN Alta Frequência
Água Filtrado SF3 + SF4
Água Filtrado PF
22% 67,50
873,17 178,20
1424,64 1424,64 1390,69 394,24 394,24
2297,81 1602,84
38,00% 11,12%
4,90 1,43
Espessador de Concentrado
22% 67,50
873,17 178,1972
2739,40 2739,40 470,17 470,17
1343,33 648,36
65% 27% % AL % Fe
4,90 2,07 Ms - t/h Vs - m3/h
Sistema de
M H2O V- H2O
Recirculação
MP- t/h Vp- m3/h
água %cw % Cv
Ds t/m3
Dp -t/m3
Legenda
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
21,61% 67,50
873,17 178,20
394,24 394,24 75,93 75,93
949,09 254,12
Agua Recirculada
92% 70%
4,90 3,73
Páteo de Produtos
Balanço de Massa Industrial
20
Alimentação espessador de rejeitos
OF desguamento
OF deslamagem 2
OF deslamagem 3
rejeito WHC
6,04% 52,56 6% 55,02 0,19% 28,20
244,21 66,39 257,20 68,52 7,80 0,69
7830,48 7830,48 887,85 887,85 1980,24 1980,24
8074,69 7896,87 1145,05 956,38 1988,04 1980,94
3,02% 0,84% 22,46% 7,16% 0,39% 0,04%
3,68 1,02 3,75 1,20 11,23 1,00
16,80 11,70 9,28
0,71% 58,87
28,50 12,80 % AL % Fe
3249,82 3249,82 Ms - t/h Vs - m3/h
3278,32 3262,62 M H2O V- H2O
0,87% 0,39% 13948,39 MP- t/h Vp- m3/h
2,23 1,00 %cw % Cv
11,75 Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
OF Espessador
concentrado
2739,40
Espessador de rejeito
13,3%
53,72
OF des. Conc WHC
Legenda
13,3% 53,72
537,71 143,51
12335,26
15074,65
1613,14 1613,14
2150,85 1756,64
25,0%
8,17%
3,75
1,22
Água Recirculada
13,99
15074,65
Lamas:
Caixa de Rejeitos
Barragem de rejeitos
Balanço de Massa Industrial
21
Composição dos rejeitos
UF Rej Jones
Rej Flotação
UF Esp. Rejeito
6,24% 55,59 3,7% 10,71 13,31% 53,72
252,24 78,82 148,22 44,77 537,71 143,51
108,10 108,10 186,03 186,03 1613,14 1613,14
360,34 186,93 334,24 230,80 2150,85 1756,64
70% 42,17% 44,34% 19,40% 25,00% 8,17%
3,20 1,93 3,31 1,45 3,75 1,22
5,40 49,40 13,99
% AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V- H2O
MP- t/h Vp- m3/h
%cw % Cv
Ds t/m3 Dp -t/m3
% SiO2
23,8%
47,43
Legenda
Caixa de rejeitos
23,8% 47,43
938,17 246,95
1907,27 1907,27
2845,44
2154,22
3,80
33,0%
11%
3,80 1,32
17,27
Balanço de Massa Industrial
22
Balanço de água
Pellet Feed
Sínter Feed
Rejeitos
21,61% 67,50 55,2% 63,45 23,22% 47,43
873,17 178,20 2228,82 472,94 938,17 246,95
75,93 75,93 266,15 266,15 1907,27 1907,27
949,09 254,12 2494,97 739,09 2845,44 2154,22
92% 70,12% 89,3% 64,0% 33% 11%
4,90 3,73 4,71 3,38 3,80 1,32
0,80 2,53 17,27
723,53
3080,15
H2O - m3/h
H20 ROM
Utilidades
448,89 830,80
2631,26
Planta de beneficiamento
% AL % Fe
Ms - t/h Vs - m3/h
M H2O V- H2O 50 m3/h
MP- t/h Vp- m3/h 194 m3/h
%cw % Cv 168,5 m3/h
Ds t/m3 Dp -t/m3 13,3 m3/h
% SiO2 16,7 m3/h
8,3 m3/h
380 m3/h
830,8 m3/h
1105,44
Captação de água nova
1525,81
Recuperação água de barragem -80%
0,76
m3/ t alimentada
Aspersão
Selagem BP L1
Sela BP L2
Total
ETA
Legenda
Int. Adm
ETE
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