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(Oyefeso, 2006). Segundo Oyefeso (2006), as principais linhas de pesquisa
desenvolvidas para tentar explicar o enigma são baseadas em risco, inflação,
microestrutura de mercado (inclui segmentação do mercado, viés de
sobrevivência, liquidez, entre outros) e, finalmente, explicações baseadas em
preferências e comportamento dos investidores. Uma das explicações mais
promissoras para a explicação do puzzle na linha comportamental foi
desenvolvida por Benartzi e Thaler (1995), onde os autores combinaram dois
conceitos das finanças comportamentais (aversão a perdas (Kahneman e
Tversky, 1979) e mental accounting (Kahneman e Tversky, 1984; Thaler,
1985)) e cunharam o termo aversão míope a perdas
2.2 Aversão Míope a Perdas
Segundo Benartzi e Thaler (1995), a aversão míope a perdas é baseada
na combinação de dois conceitos estudados na área de finanças
comportamentais e tomada de decisões em ambientes de incerteza. O primeiro
conceito, aversão a perdas, é fundamental no desenvolvimento da teoria dos
prospectos de Kahneman e Tversky (1979). Neste modelo, a utilidade é
definida com base em ganhos e perdas relativas a um ponto de referência. A
inclinação da curva na área das perdas é maior do que na área dos ganhos e
esta diferença é o coeficiente de aversão a perdas. Estudos experimentais
mostram que este coeficiente é próximo a 2, ou seja, um indivíduo precisa
ganhar em torno de $2X para recuperar a utilidade negativa da perda de $X
(Tversky e Kahneman, 1991; Kahneman, Knetsch e Thaler, 1990). A