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RESUMO
A doença renal Crônica está sendo considerada patologia de caráter progressivo e
importante problema de saúde publica. O número de pessoas mantidas nas diversas
modalidades de diálise no Brasil aumenta consideravelmente. Nesse tempo,
inúmeras complicações podem ocorrer, entre elas a hipotensão arterial, que
acomete 25% das sessões de hemodiálise. O estudo objetivou conhecer as
representações sociais sobre a hipotensão arterial de pacientes com Insuficiência
Renal Crônica em tratamento de hemodiálise e comparar entre os homens e as
mulheres. A pesquisa do tipo exploratória descritiva de natureza quanti qualitativa
com suporte na Teoria das Representações Sociais foi realizada no período de
março a maio de 2009 em uma clínica de hemodiálise de Fortaleza conveniada ao
SUS. Os sujeitos constituídos de 50 pacientes renais crônicos que apresentavam
hipotensão arterial durante o tratamento de hemodiálise foram submetidos a uma
abordagem com multimétodos e a coleta de dados realizada nos prontuários, com
estímulos indutores no Teste de Associação livre de palavras e por meio da
entrevista narrativa e colagens. A organização dos dados quantitativos, do
prontuário e das associações livres de palavras, foram realizadas por meio das
planilhas do programa Excel, enquanto os dados qualitativos, entrevista narrativa e
as colagens, se efetuaram pelas linhas narrativas (Spink) e técnica de expressão,
respectivamente. Foram respeitados os preceitos éticos-legais conforme a
Resolução Nº 196/96 que normatiza a pesquisa com seres humanos . Os resultados
mostraram que houve predomínio do sexo feminino; faixa etária entre os maiores de
60 anos; analfabetos; casados; católicos; aposentados; renda familiar em torno de
um salário mínimo e com procedência da Capital, com o predomínio do HAS e DM
como causas prevalentes entre eles. Evocaram 200 palavras que foram
selecionadas quanto ao núcleo central e periférico. Nas entrevistas narrativas, 30
sujeitos participaram, sendo identificadas sete categorias. Por fim, 45 deles
utilizaram as colagens, classificando-as em 13 categorias especificas. Percebemos
que os homens, as representações sociais são mais pessimistas e negativas;
associaram a HA com suor, o medo e a vista ruim e morte; descreveram que, após o
início do tratamento, as limitações impostas pela doença dificultaram a maneira de
viver, alegaram mudanças na realização de atividades desenvolvidas anteriormente;
associaram as limitações da doença com a falta de liberdade, prisão e fogo. As
representações sociais da mulheres foram expressas de maneira mais cautelosa e
sentimentalista; associaram a HA com suor; medo e vista ruim e dor; relataram
atitudes positivas, o bom convívio com a doença; os aspectos religiosos e os planos
futuros como consequências voltadas para enfrentamento da doença e objeto de
superação; predominaram imagens compartilhadas sobre as dificuldades na
convivência com os novos hábitos alimentares, mas ressaltando o poder de
conformidade. Concluímos que há muito a fazer pelos pacientes renais crônicos,
bem como pelos profissionais que deles cuidam, pois, conhecendo a singularidade
de cada individuo, será possível aplicar os princípios da promoção da saúde com
vistas a uma melhor qualidade de vida.
Palavras – chaves: Diálise Renal; Insuficiência Renal Crônica; Hipotensão; Pressão
Arterial; Enfermagem.