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Quanto à profundidade, o aluno a identifica pelo ponto de fuga, usando sua
percepção de posições e relações espaciais. Ao perguntarmos onde viu o termo
“ponto de fuga”, respondeu que nas aulas de Arte. Quanto às linhas verdes, disse
que se encontravam no ponto de fuga, mas não soube explicar o motivo.
Perguntamos se somente o ponto de fuga é que identificava a profundidade, o aluno
respondeu que observando a parede também era possível, pois “ia para o fundo”.
Percebemos que o aluno observa a figura procurando a profundidade, proporções
entre pessoas e objetos baseando-se no pólo do visto.
Apresentamos novamente as 11 gravuras da primeira entrevista e
perguntamos se possuíam as mesmas características da gravura ( figura 42) com o
qual iniciamos a segunda entrevista. Quando apresentamos a figura 30, percebemos
que o aluno ficou um pouco em dúvida, pois como a profundidade está evidente,
pensou que a representação teria ponto de fuga, tentando achá-lo na representação
por meio de sua habilidade de percepção de posições e relações espaciais. A
mesma situação aconteceu com a figura 33. Para as figuras 34 e 37, as quais
identificou como sendo representações cônicas, perguntamos onde se encontrava o
ponto de fuga e o aluno apontou na figura de maneira correta. O aluno não
identificou a figura 38 com as características da perspectiva cônica, apesar de
perguntarmos várias vezes. Percebemos que, após as apresentações, o aluno ficou
com dúvidas ao observar as representações, utilizando pouco suas habilidades de
visualização, ficando evidente na maioria das vezes, o uso do pólo do visto. Para o
aluno, as figuras 28,29,30,31,32,33,35,36 e 38 não possuem as características da
figura apresentada no inicio da segunda entrevista, somente as figuras 34 e 37 são
representações em perspectiva cônica.
Após apresentarmos as gravuras, comentamos com o aluno que grande parte
das representações artísticas são feitas em perspectiva cônica e que elas se
dividem em três tipos: com um ponto de fuga, dois e três pontos de fuga.
Retomamos a gravura dos “Elipsóides” (figura 41), colamos a gravura numa
cartolina, traçamos as retas paralelas às sombras e aos elipsóides e juntos
localizamos o foco de luz, acima e à direita, confirmando a resposta dada por ele
quanto à posição do foco. Utilizou nesta atividade sua habilidade de figura-
percepção solo e a percepção de posições espaciais. Em relação à ordem crescente
e decrescente que o aluno havia trocado para responder as questões, diz ter se
confundido e saber a definição correta mas escreveu errado. Perguntamos o motivo