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oferecidas nas matérias pesquisadas para atuar com vistas ao enfrentamento e à
denúncia do assédio e também dar visibilidade aos casos, divulgar a ocorrência:
Uma das maneiras de diminuir a pressão exercida por chefes autoritários é
compartilhar experiências. Pensando nisso, o relações-públicas Tárcis Prado
Júnior, 25, e o publicitário Jorge Félix dos Santos, 28, criaram um site para
tornar possível às pessoas contar suas histórias e até encontrar um superior
melhor. ‘Após passar por várias empresas com chefes ‘enchendo a paciência’,
decidimos criar uma página na internet para reunir amigos e divulgar
experiências’, explica Prado Júnior, que agora comercializa a idéia (Folha de
São Paulo de 01/07/2001, Empregos)
‘A maioria das cem melhores da lista do ano passado possuem códigos de ética.
São documentos que prevêem punições para qualquer forma de assédio’, afirma
José Tolovi Jr, diretor no Brasil do Great Place to Work. Criar mecanismos por
meio do departamento de recursos humanos (RH) da empresa para dar ao
agredido o direito de denunciar -sob sigilo ou não- também pode ser decisivo
em alguns caso. (...) Concluímos que o gerente descumpriu nosso código de
comportamento", diz o diretor de RH da multinacional (...)
‘O melhor caminho é tentar reeducar o agressor. Se isso não resolver, nós o
demitimos’, diz ela (refere-se à diretora de RH). (...) A Redecard, operadora dos
cartões de crédito Mastercard e Diners, criou uma caixa postal para os
funcionários depositarem denúncias por escrito e anonimamente. ‘Temos que
transmitir aos nossos funcionários a certeza de que toda reclamação será
investigada’, diz Irélio Frigo, vice-presidente de RH da Redecard (Folha de São
Paulo de 21/02/2002, Equilíbrio)
Delegacia tem S.O.S. para assediados
Na falta de canal dentro da empresa, a pessoa que se sentir lesada por assédio
moral pode se valer de um recente serviço criado pela Delegacia Regional do
Trabalho (DRT-SP): o Núcleo de Promoção da Igualdade de Oportunidades e
de Combate à Discriminação no Trabalho (Folha de São Paulo de 21/02/2002,
Equilíbrio)
Aborde o agressor e procure conversar e dialogar calmamente e
preferencialmente com uma testemunha. Faça um dossiê do que vem sofrendo. A
vítima deve procurar ajuda visando se fortalecer e não se sentir culpada. Conte
a colegas. Isso alivia a dor e reforça os laços de amizade, pois a erradicação do
assédio passa pelo apoio e pela solidariedade (Folha de São Paulo de
26/05/2002, Caderno Especial 2)
Deve haver treinamento primeiro com os gestores, seguido de acompanhamento
e fiscalização. Também é importante ter um canal interno para receber
denúncias. ‘Nunca a liderança, porque, em geral, é ela que gera esse tipo de
problema’, afirma Paulo Medeiros, diretor de consultoria do Great Place to
Work Institute. Se houver mesmo um assédio, aconselha ele, é preciso ser
transparente e dar uma chance para o agressor mudar. ‘Com acompanhamento
e avaliação no final. Se não houver melhora, cortá-lo’(O Estado de São Paulo
de 17/09/2006, Empregos)