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Resumo
Objetivos: avaliar a qualidade de vida das mulheres que apresentam a síndrome
dos ovários policísticos (SOP), como também compreender a experiência vivida por
essas mulheres diante dos sintomas que apresentam. Percurso metodológico:
este estudo foi realizado em dois momentos distintos e compreendeu duas
abordagens metodológicas: quantitativa e qualitativa. O estudo quantitativo incluiu
um total de 213 mulheres, sendo 109 apresentando SOP (grupo caso: 26,85 ± 5,4
anos) e 104 saudáveis (grupo controle: 23,89 ± 6,7 anos), tendo sido utilizado o SF-
36, instrumento genérico que avalia a qualidade de vida relacionada à saúde. A
análise estatística compreendeu a utilização dos testes ‘t’ de student e qui-quadrado,
além dos testes de correlação de Pearson. O nível de significância adotado foi de
5%. Em relação à abordagem qualitativa, participaram do estudo 30 mulheres que
apresentavam SOP, escolhidas propositalmente, a partir dos sintomas que
apresentavam. Essas mulheres participaram de entrevista em profundidade,
mediante uso de roteiro semi-estruturado. Os dados qualitativos foram analisados
por meio da técnica análise de conteúdo temática categorial. Resultados: as
mulheres pertencentes ao grupo SOP apresentaram comprometimento na sua
qualidade de vida quando comparadas ao grupo de mulheres saudáveis (capacidade
funcional 76,5±20,5 e 84,6±15,9, respectivamente; aspectos físicos 56,4±43,3 e
72,6±33,3; estado geral de saúde 55,2±21,0 e 62,5±17,2; vitalidade 49,6±21,3 e
55,3±21,3; aspectos sociais 55,3±32,4 e 66,2±26,7; aspectos emocionais 34,2±39,7
e 52,9±38,2; saúde mental 50,6±22,8 e 59,2±20,2). Em relação aos dados
qualitativos, a análise temática categorial aponta que as mulheres expressaram
sentimentos de “anormalidade” ou diferente das outras mulheres, tristeza, medo e
ansiedade, os quais estiveram associados aos principais sintomas da SOP: