102
Em 1996, passa a certificar também o Sistema de Gestão da Qualidade. Em
2001, o Centro Cerâmico do Brasil passa a oferecer assistência técnica e orientação
ao consumidor, treinamento e consultoria às empresas cerâmicas, através do Centro
de Informações Tecnológicas (CITEC), unidade independente do Laboratório do
Centro Cerâmico do Brasil (LabCCB).
Participa da elaboração e da atualização de normas técnicas do setor junto ao
Inmetro e promove treinamentos e palestras para fabricantes, especificadores e
assentadores. Além disso, desenvolvem pesquisas de inovação tecnológica em
parceria com instituições de ensino e pesquisa, entidades governamentais e
empresariais, visando melhorar a competitividade da indústria cerâmica brasileira no
mercado interno e externo.
O crescimento das importações nos últimos anos, principalmente de produtos
que possuem alto valor agregado como o porcelanato, pode afetar o progresso da
indústria brasileira. Com estruturas comerciais já estabelecidas no país, fabricantes
tradicionais viabilizam parte dessas importações abastecendo as classes
consumidoras A e B, o que prejudica as vendas do produto nacional no mercado
interno. Dentro desse contexto, em 2007 o CCB, em conjunto com a ANFACER e
com outras entidades, trabalhou com a ABNT para a criação da primeira norma
mundial para porcelanato– a NBR 15463.
Ampliando a gama de atuação, o CCB passa, então, a desenvolver design
para o revestimento cerâmico. Uma equipe multidisciplinar compõe o quadro de
profissionais que atuam nas áreas de design de produtos, design gráfico,
arquitetura, química, engenharia mecânica, ciências e engenharia dos materiais e
ciências da computação. Esses profissionais se dividem entre as duas regiões
estratégicas do setor cerâmico nacional: o CCB Design em Santa Gertrudes, SP, e a
Agência para o Desenvolvimento do Design Cerâmico, em Florianópolis, SC.
O CCB Design atua principalmente no desenvolvimento de projetos e
pesquisas do design do produto cerâmico, com o objetivo de agregar valor ao
produto cerâmico nacional, criando identidade própria e, assim, elevando a
capacidade da indústria cerâmica brasileira competir no mercado internacional.
Realiza divulgação do design entre os consumidores; profissionais e estudantes
envolvidos com projeto, especificação e/ou comercialização do produto cerâmico.