O papel da argumentação na zona de colaboração e criticidade
Valquiria dos Santos Rodrigues
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que indica calma. E aí eu falei, (???), você é calma? Sou, tia. Eu falei, não é calma,
porque ela é danadinha, então teve essa contradição entre eles, mas eles acharam o
máximo a escolha do nome, acharam lindos, uns eram nomes de princesa, e uns
falavam, meu pai, minha mãe que escolheu... Porque o começo da pergunta era:
quem escolheu meu nome e por quê? Então, as respostas vinham: foi meu pai,
porque ele gostava muito de mim e queria me levar para morar com ele. Foi minha
mãe porque ela gostava muito de mim, então, essa explicação, foi, porque gostava
muito de mim, e queriam... Explicação deles. Depois o pai, a mãe, escreveram a
explicação deles e eu li na roda. Eles me trouxeram e eles ficaram maravilhados com
a explicação que os pais deles deram. Acho que superou as expectativas deles. Não
foi só porque eu gosto, ou que achei o nome bonito, foi a mais, eu achei o máximo.
Ah...dos estados. Eu tenho criança que nasceu em Pernambuco, pai que nasceu em
Pernambuco, então, eu tenho vários pais, criança eu tenho só uma, não tenho
certeza. Então, vamos trabalhar Pernambuco. O mapa, aqui é Pernambuco, aqui é
São Paulo. Mas tia, como é que eu nasci aqui? É, você nasceu aqui, mas seus pais
fizeram isso até chegar aqui. E o que tinha lá? Tinha isso, tinha aquilo, que nós
vamos ver depois. Aí chegamos na comida, no alimento, fomos pesquisar quais eles
gostavam mais. Daí, quando chegou a alimentação de Pernambuco todo mundo
dizia, eca, eca, eca...Porque era muito siri, peixe, camarão, eles davam as costas,
eca, eca. Eu falava, é bom, eles falavam, não, tia, é ruim. Daí nós conversamos
sobre a tapioca, eles se interessaram mais pelo doce, pelo leite condensado e o
coco, ficaram interessados por causa disso. Por isso que nós vamos fazer a tapioca.
(310) PF 5: O meu é primeiro estágio, o estágio A. Tenho 16 crianças e começamos
a trabalhar sobre a identidade e começamos a fazer perguntas. Perguntei para eles:
primeiramente eu li um livro, o livro é da Roselene e daí que eles abriram a mente.
Uns responderam de onde eles vieram, outros falaram mais engraçados, mas é com
as palavras deles. Tem o nome do pai e da mãe, nome completo, a estrutura deles
quando nasceram, o peso, o hospital em que eles nasceram, e todos eles nasceram
aqui, os pais, alguns nasceram fora. Aí a gente está construindo um livro. Primeiro
eu pedi uma foto deles bebe, que tem a pergunta como eles eram bebes, alguns têm
o relato do que eles fazia quando eram bebes, perguntei como eles eram. Em
contato com a foto eles falaram alguma coisa. Daí vim para o atual, como eles estão
agora, daí, pedi a foto deles atual, fomos no posto para medir e pesar, eles viram a
diferença entre o bebe e o atual. Fora isso estamos estudando datas comemorativas,
datas de aniversário, porque a gente também faz parte do (???). Em relação às
atividades a gente faz várias. No livro tem também o auto retrato. Que faz parte do
artista. Como sou? Tenho que me imaginar como o artista. Então, todos se
imaginavam e se desenhavam. No último, para finalizar, do livro, tem o auto retrato
da família. Como a família é, pai, mãe e irmão? Então, eles foram lá e desenharam.
Quem não tem, desenhava o auto-retrato da família e também a gente está fazendo
a escultura deles. Primeiro com argila. Depois, como a gente estava estudando a
Bahia, o estado da Bahia, um pouco daqui, um pouquinho dali. Porque o pai que é
da Bahia, normalmente ele tem um ritmo que é de lá, e também passa para a criança
e estamos trabalhando a escultura deles, grudaram, a roupa, e depois vamos
finalizar com o porta-retrato. Acho que da identidade foi isso. Depois a gente vai dar
seqüência...
(311) PF 6: O meu trabalho no meu primeiro estágio, assim como no mini grupo, é a
construção da identidade do individuo, educando como ele era desde a barriga da
mãe até hoje em dia. Só que cada um trabalhando com sua metodologia, com sua
forma de trabalho, assim como a Marizete dá um enfoque e a Vanda dá forma
construindo um livro. No meu caso, estou construindo um portfolio para eles, para
que eles tenham o registro no portfolio, que, querendo ou não, é como se fosse um
livro da vidinha deles. É a mesma forma de construção, e utilizando temas
transversais, buscando as datas comemorativas, por exemplo, hoje é dia do circo,
por que eu fui trabalhar o dia do circo? Aonde a família, que é uma parte de cultura,