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de maneira marcante ou neutra
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conforme seus conceitos e intenções. O perceptor avalia
usualmente entre opções como bom/ruim, lindo/feio, etc. sendo que em alguns casos, pode lhe
resultar indiferente ou lhe provocar um estado de neutralidade, opção melhor, ainda que
descompromissada, da que resulta daquela que suscita desagrado ou rejeição.
Arte: Um dos substratos objeto de especial interesse nesta Tese se refere às dualidades e
dicotomias que aparecem na atividade projetual e, dentro destas, a questão da ciência e da técnica
e da arte. Maxwell Fry (1982, pág. 222), um notório tratadista dentro da questão da arte na
arquitetura, reputa a “arte como sublime” e considera os artistas capazes “de harmonizar os fatos
conflitantes da existência à luz de um pensamento envolvente”, sendo que “o intenso esforço pelo
qual uma obra de arte consegue a unidade, a harmonização de todos os elementos dos quais se
compõe, é uma medida de sua utilidade” (pág. 224), o que seria, então, o objetivo ou essência da
arte e lembra, por analogia, o caráter utilitário da arquitetura. Objetivamente: a arte (e a beleza)
em arquitetura também é uma função.
Holismo: Nesta Tese, que se pretende abrangente e holística em relação ao tratado,
alega-se que a arte arquitetônica pode ser definida como a atitude que mediante a criação de algo
(uma construção/artefato) expressivo, mas também utilitário, funcional e solidamente estruturado,
tem como fundamental intenção e/ou resultado, concreta e explícita ou subjacente e/ou
subconsciente, a de estimular a sensação estética além do habitualmente percebido e/ou atribuído
a uma construção qualquer. Esta intenção é de absoluto, essencial, relevante e explícito interesse,
tanto entre os arquitetos quanto entre seus clientes, e comumente se identifica quase que somente
ou principalmente através da expressão visual. Vista como uma expressão plástica de um artefato
(objetal) é apenas uma limitação, pois a rigor resulta de uma experiência sensorial mais
abrangente e que depende de inúmeros fatores concorrentes: olfativa, auditiva, mental, cultural,
contextual, volumétrico-escultural, funcional, ergonômica, decorativa, e, complementar, ou
eventual, ou complementarmente ideológica, filosófica, palativa, musical, sexual, laboral,
profissional, etc., de acordo com cada caso e situação.
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Neutralidade aqui não significa falta de postura ou de posição. Poderia ser entendida como equivalente a
flexível, entretanto, esta condição, ainda que possa ser aplicada a uma atitude, forma de ser ou pensar, etc.
presume algo, um corpo, capaz de tornar-se menos rígido, deformável, dúctil ou elástico. A ambiência neutra (ou a
arquitetura assim caracterizada) pretende poder assumir ou assimilar qualquer função ou permitir qualquer arranjo e
com qualquer tipo de mobiliário, em estilo, forma e cor e/ou admita o maior número possível de alternativas sem que
seja necessário proceder a alguma modificação significativa, sem conflitos, sem perder sua harmonia ou sem destoar.