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observação pode ser entendida como um instrumento qualificado para auxiliar na
análise do desenvolvimento das crianças, não somente para constatar progressos
ou dificuldades, mas fornecer meios para o (re)planejamento de suas ações.
Segundo Richardson (1999), a observação é a base de toda investigação no campo
social, podendo ser utilizada em trabalho científico de qualquer nível, desde o mais
simples estágio até os mais avançados. A pesquisa educacional pode explorá-la,
utilizando diferentes técnicas de observação, como listas de verificação, avaliações
e escala de avaliação, anedotários ou diários de comportamento, resumos
periódicos, registros fotográficos, videografia, observações de amostras de tempo,
além de outros.
Portanto, uma avaliação formativa é aquela que regula, remedeia e reforça as
aprendizagens e, por isso, acompanha todo o processo educativo, afirma Maia
(2007). “Além disso, é uma avaliação que pressupõe sempre uma avaliação
diagnóstica, quer dos pontos de partida, quer das situações relativas aos processos
que conduzem a aprendizagem” (p. 37), finaliza a autora.
Para o desenvolvimento de uma avaliação formativa, é necessária a
organização de um currículo renovado, com critérios claros, estratégias bem
planejadas, destacando o papel do professor e da criança, vindo de encontro com as
especificidades do currículo para a Educação Infantil, como afirma Perrenoud
(1999). Segundo o autor, bem antes de regular as aprendizagens, a avaliação regula
o trabalho, as atividades, as relações de autoridade e a cooperação em aula e, de
certa forma, as relações entre a família e a escola ou entre profissionais da
educação.
O autor destaca ainda que a avaliação formativa é um ponto de partida, útil
para a assimilação ou retificação de novas aprendizagens, sendo ideal numa
avaliação continuada, possibilitando ao professor gerir e organizar situações
didáticas de aprendizado, identificando eventuais necessidades de correção de rota.
Tais afirmações se aproximam das práticas realizadas na Educação Infantil,
pois o trabalho neste nível de ensino pauta-se por priorizar o acompanhamento
estreito do professor às ações das crianças. Neste caminho a ser seguido, o
professor pode certificar, interagir e prospectar, como aponta Hadji (2001), a cada
momento deste processo, interagindo e intervindo quando necessário.
Farias e Salles (2007) consideram que organizar os instrumentos de trabalho
dos professores na proposta pedagógica de uma instituição de Educação Infantil