
partamental como tal, e em última instância os programas gerais
de pesquisas da Universidade, e elementos para decisões nesta ma-
téria, c caráter individual aí ocorreria, não como componente bá-
sico, porém como um dos instrumentos para a responsabilidade
na consecução e alcance dos objetives pretendidos.
De outra parte, o financiamento das pesquisas através de me-
canismos extra-instituição, somados à frequente ausência de Pro-
gramas Centrais de Pesquisa, conduz a que estas respondam, de
modo geral, aos interesses, perspectivas e ângulo dos órgãos fi-
nanciadores, podendo, em alguns casos, constituir-se em elemen-
tos desagregadores do desenvolvimento homogéneo da instituição,
previsto na Legislação Reformadora.
Alguns outros aspectos ainda são merecedores de atenção es-
pecial, de ponto.de vista estrutural. A exemplo, embora fossem
identificados órgãos Coordenadores Centrais de Pesquisa, sua po-
sição na estrutura das Reitorias varia de modos os mais diversos,
desde a concepção de uma vinculação direta aos Conselhos de En-
sino e Pesquisa, até a subordinação a um órgão executivo acadé-
mico maior, onde há uma tendência à absorção pela função Ensi-
no (de Graduação). Ora, é de clareza meridiana que as funções
básicas da Universidade são ensino, pesquisa e extensão, guar-
dada a independência de seus papéis, sem que se deva perder de
vista sua integração, porém nunca sua subordinação a uma dessas
funções super-dimensionadas.
A dimensão do seu papel secundário em alguns casos e suas
características individuais em outros, se reflétem sobretudo, na
ausência de Programas Gerais de Pesquisa, identificados em ape-
nas 5 Universidades, e no paralelismo cu superposição de compe-
tências para controle e avaliação das atividades desenvolvidas, em
muitos casos sob forma de mero registre. Acrescenta-se aí, a im-
possibilidade de algumas destas instituições, até para simplesmen-
te oferecer a relação das pesquisas em desenvolvimento.
Curiosa questão merece definição, por sua interferência no
desempenho efetivo das funções básicas da Universidade, de acor-
do com a Reforma Universitária. Trata-se do condicionamento
total e exclusivo que se denota surgente em algumas Universida-
des, das atividades de pesquisa às de pós-graduação, associação
esta que, embora extremamente fértil em si mesma, tende a reti-
rar a pesquisa do âmbito departamental, do qual, frequentemen-
te, já se dissociou a pós-graduação.
Por consequência, observa-se que a ausência ou a limitação
de direção no desenvolvimento que se verifica da função Pesquisa
está conduzindo a concluir-se pela impossibilidade de implantação
real da integração entr" o ensino e a pesquisa, princípio norteador
de todo o processo de transformação do ensino superior.
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