
A institucionalização do tempo integral, ocorrida no período,
associada ao aumento real de docentes e discentes, pode ser comprovada na
verificação do quadro evolutivo de capacidade instalada, horas docente por
aluno, horas semanais docentes e alunos por professor equivalente a 40 horas.
Constata-se pelos dados apresentados que, tanto nas autarquias
quanto nas fundações, houve crescimento ordenado das horas docente contra-
tadas, repercutindo nas horas-docente por aluno e nas horas semanais docente.
O decréscimo gradativo da relação aluno/professor equivalente pode ser expli-
cado em parte pelo fato de o aumento das horas docente contratadas ter sido
superior ao acréscimo ocorrido no corpo discente. Esta situação é benéfica
para as instituições e indica que, de maneira geral, o professor tem maior dis-
ponibilidade de horas para se dedicar ao aluno.
Nas Fundações, apesar de ter sido registrado um aumento mais
expressivo do professorado, os índices apresentam-se equilibrados com o das
autarquias, em decorrência de um aumento maior do alunado. Assim, nas au-
tarquias, o corpo docente cresceu 47,6% e o discente 64% e nas Fundações
as taxas foram de 123,5% e 118%, respectivamente.
A distribuição de docentes por classe vem confirmar as tendên-
cias verificadas no período de implantação do PCC determinando uma confi-
guração diversa do corpo docente nas autarquias e nas fundações.
Nas autarquias merecem ser observados: o crescimento do
contingente de Colaboradores e a redução dos Auxiliares de Ensino e dos Pro-
fessores Titulares. Esta última situação decorre da não realização sistemática
de concursos de ingresso e de acesso à classe superior. Por outro lado, nas
fundações houve um decréscimo de Colaboradores e um aumento em todas
as classes, em especial na de Professores Adjuntos, provocando uma distribui-
ção equilibrada de docentes.
Um exame rápido na evolução das despesas com pessoal nas
autarquias e fundações, registradas no período, mostra que nestas últimas
o crescimento foi bem mais acentuado. Isto é consequência do tratamento
que passou a ser dado às fundações a partir da implantação do PCC.
A rigidez e os limites da escala salarial das autarquias eram qua-
se sempre negligenciados na formulação das propostas de tabelas das funda-
ções. Peculiaridades locais e uma dose variável de influência política foram os
componentes mais importantes na configuração final das escalas salariais da-
quelas instituições. Verifica-se assim, a partir de 1978, uma acentuada defa-
sagem entre as duas tabelas.
Uma última observação refere-se ao ano de 1976, quando o
crescimento da despesa com pessoal apresenta-se relativamente alto. Este
índice justifica-se pela implantação, naquele período, do PCC para o grupo