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PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
João Figueiredo
MINISTRO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
Rubem Carlos Ludwig
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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
SECRETARIA DE ENSINO SUPERIOR
SUBSECRETARIA DE PLANEJAMENTO
COORDENAÇÃO DE PROJETOS ESPECIAIS
ASPECTOS DO PERFIL
DAS IES FEDERAIS
1970/80
BRASfLIA/DF/1981
Secretário de Ensino Superior
Tarcísio Guido Delia Senta
Subsecretário de Planejamento
Herbert Guarini Calhau
Coordenadora de Projetos Especiais
Núbia David Macedo
FICHA CATALOGRÀFICA •
Brasil. Ministério da Educação e Cultura.
B823a Aspectos do Perfil das IES Federais 1970/80. Brasí-
lia. 1981.
79p. ilust.
1. Instituições de Ensino Superior Federais. I. Tí-
tulo.
CDU:
378
* Biblioteca Central da UFG.
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 5
CORPO DOCENTE 7
- RETROSPECTIVA DA DÉCADA DE 70 9
. Introdução 9
. Implantação Progressiva dos Regimes Especiais de Trabalho 10
. Tendências do Grupo Magistério Superior 21
- SITUAÇÃO ATUAL DO PESSOAL DOCENTE DAS IES
AUTARQUIAS
35
ATIVIDADES ACADÉMICAS 43
PERFIL BÁSICO DE ATIVIDADES 45
. Ensino 49
. Pesquisa 54
. Extensão 56
. Administração Universitária 58
CONSIDERAÇÕES GERAIS 61
ANEXOS 65
BIBLIOGRAFIA 77
II-
III-
IV-
V-
APRESENTAÇÃO
A Secretaria de Ensino Superior, no desempenho de seu papel
de articuladora e coordenadora das atividades desenvolvidas, em âmbito na-
cional. pelas instituições de ensino superior vem, ao longo dos últimos anos,
acompanhando a evolução do sistema, registrando as principais tendências e,
com a experiência acumulada, sugerindo caminhos a serem seguidos.
Este trabalho reflete uma parte das observações colhidas pela
SESu, especialmente nos aspectos relativos ao corpo docente do magistério
superior, ensaiando ainda um perfil académico das entidades vinculadas ao
sistema federal.
No momento em que se abrem discussões, envolvendo grupos
e setores direta ou indiretamente interessados e se iniciam estudos objetivos
em busca de um novo modelo para a universidade brasileira, o que se preten-
de aqui não é apenas registrar e comentar fatos, mas. sobretudo oferecer uma
contribuição aos trabalhos voltados para este sentido.
Brasília, outubro de 1981.
Tarcísio Guido Delia Senta
Secretário de Ensino Superior
I - CORPO DOCENTE
1. RETROSPECTIVA DA DÉCADA DE 70
- INTRODUÇÃO
- IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA DOS REGIMES ES-
PECIAIS DE TRABALHO
- TENDÊNCIAS DO GRUPO MAGISTÉRIO SUPERIOR
2. SITUAÇÃO ATUAL DO PESSOAL DOCENTE
DAS IES AUTARQUIAS
1. RETROSPECTIVA DA DÉCADA DE 70
INTRODUÇÃO
A Secretaria de Ensino Superior do MEC, pretende abordar
de forma ampla e critica, as tendências da politica de pessoal docente verifica-
das na década de 1970.
Numa tentativa de sistematizar este estudo, serão considerados
dois períodos distintos:
1? — Implantação progressiva dos diferentes regimes de traba-
lho no Magistério Superior (1970 a 1974).
29 - Tendências do Grupo Magistério Superior (1975a 1980).
IMPLANTAÇÃO PROGRESSIVA
DOS DIFERENTES REGIMES DE
TRABALHO NO MAGISTÉRIO
SUPERIOR
A Reforma Universitária, definida através da Lei nº 5.540/68
e de decretos complementares, foi fundamentada em princípios de uma nova
filosofia educacional que agregava, de maneira indissolúvel, as tarefas de ensi-
no e de pesquisa. Acrescente-se que ela pressupunha um maior tempo de per-
manência dos docentes na Instituição, ao definir, entre outros, as atribuições
dos Departamentos como unidades de organização administrativa e didático-
científica; os programas de extensão, voltados à comunidade; a unificação,
em ciclos básicos, de áreas afins do conhecimento e a necessidade de orienta-
ção e acompanhamento do corpo discente.
A implantação de nova estrutura universitária revelou a neces-
sidade do estabelecimento de um programa que possibilitasse, de maneira pro-
gressiva, a implantação, no ensino superior, de regimes especiais de trabalho
docente, amparados por condizentes condições de remuneração.
Aprovado pelo Decreto nº 64.086/69 o programa de implan-
tação dos novos regimes de trabalho foi iniciado em 1970, tendo como órgão
central de supervisão a nível do MEC a Comissão Coordenadora do Regime
de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva — COMCRETIDE — e como órgãos
setoriais executivos as Comissãos Permanentes do Regime de Tempo Integral
e Dedicação Exclusiva — COPERTIDES — a nível da IES. Coube, então, à
COMCRETIDE, numa primeira etapa, o estabelecimento de critérios, a aná-
lise dos planos apresentados pelas IES e a elaboração de propostas de distri-
buição dos recursos correspondentes. Numa segunda etapa, a Comissão as-
sumiu a supervisão do programa, procurando atingir as metas definidas como
prioritárias no I Plano Setorial de Educação e Cultura de 1972/74.
Reforçando a orientação que vinha sendo imprimida à conces-
são de regimes especiais de trabalho, o I Encontro de Reitores das Universi-
dades Brasileiras, realizado em agosto de 1972, aprovou recomendações que
foram incorporadas ao Programa: aproveitamento de professores egressos
de cursos de pós-graduação; concessão de tempo integral para os Chefes de
Departamentos e caracterização de atividades docentes nos órgãos de plane-
jamento como de pesquisa institucional.
Recursos *
Total
Retide
40h
24h
Ano
(Cr$ 1.00)
Sub-
total
Ae
AM
AdJ
Tit
Sub-
total
Ae A» Adj
Tit
Sub-
total
Ae
Au Adj
Tit
53.623.926
162.932.346
210.017.277
250.536.202
335.954.794
507.100.471
7.907
8.951
9.466
9.610
10.513
11.115
2.835
2.895
3.064
3.015
3.520
4.105
1.162
1.192
1.038
821
950
849
815
822
950
1.120
1.380
1.727
321
327
950
487
591
813
537
554
404
587
599
716
10
314
672
370
678
994
125
323
135
341
350
6
85
127
104
152
269
4
74
87
85
118
209
30
35
46
67
166
5.062
5.742
6.079
6.225
6.315
6.016
1.757
2.032
1.952
1.817
1.867
1.687
1.540
1.765
1.928
2.140
2.130
2.097
868
998
1.141
1.265
1.396
1.366
897
947
1.058
1.003
922
866
1970
1971
1972
1973
1974
1975
EVOLUÇÃO DO PROGRAMA DE REGIMES ESPECIAIS DE TRABALHO
Quadro 1
"Preços correntes
O programa teve grande repercussão no âmbito das IES, sendo
expressivo, além mesmo das expectativas, o número de solicitações apresenta-
das às COPERTIDES para obtenção de regimes especiais de trabalho. Vale
destacar a sua importância no desenvolvimento dos programas de pós-gradua-
ção: era necessário garantir aos docentes, com remuneração compatível,
condições de afastamento para realização dos cursos, como também era im-
prescindível fixá-los nas Instituições, após a obtenção dos títulos, em regime
de tempo integral e dedicação exclusiva.
As metas previstas no 1º Plano Setorial de Educação e Cultu-
ra para o Programa foram atingidas em quase sua totalidade. O quadro 1 de-
monstra a evolução do Programa desde o início até o final de seu desenvol-
vimento.
Observa-se nos gráficos a seguir que a passagem de docentes do
regime básico de 12 horas para os regimes especiais não sofreu uma alteração
significativa, no período 1971/1975.
Esta situação pode ser explicada pelo fato de que o ingresso de
docentes era feito sistematicamente pelo regime de 12 h e sendo alto o valor
das suplementações, apesar do montante de recursos alocados no programa
não foi muito expressivo o número de docentes beneficiados. Tiveram as IES
que dirigir a aplicação dos recursos disponíveis para as áreas caracterizadas
como prioritárias.
Cabe ainda lembrar que, dentro dos critérios definidos pela
COMCRETIDE, foi considerado prioritário o regime de Dedicação Exclusi-
va, ficando as concessões do regime de 40 horas apenas para algumas situa-
ções específicas. Este critério visava a assegurar um compromisso do docente
apenas com atividades estritamente académicas.
Os primeiros resultados positivos do programa levaram a um
aumento das solicitações de concessão de regimes especiais, solicitações estas
que excediam à capacidade de atendimento da COMCRETIDE. Somou-se a
esta receptividade o interesse das IES em contar, nos seus quadros, com um
número cada vez maior de professores em regimes de 24 horas, 40 horas e de
dedicação exclusiva. Assim, em 1973, o programa apresentava uma configu-
ração tal que as IES passaram a assumir com recursos orçamentários, conces-
sões de regimes especiais de trabalho dividindo com a COMCRETIDE os
ónus decorrentes da nova situação, conforme o gráfico a seguir:
RECURSOS
Verifica-se que a maior parte dos professores em regimes es-
peciais - 76,3% - era paga pela COMCRETIDE, observando-se que, destes
pagamentos, 64,7% para o regime de 24 horas e 31,3% para o de dedicação
exclusiva. A pequena participação do regime de 40 horas — 6% -, se deu em
consequência das prioridades definidas pela equipe coordenadora do Progra-
ma.
A configuração do corpo docente, quanto à distribuição pelas
diversas classes, no período 1971/75 sofreu pequenas alterações, significando
que os esforços no sentido de pós-graduar um maior número de professores
foram realizados em ritmo muito lento, comparado á expansão do corpo do-
cente no sistema, predominando nas admissões as de pessoal não portador de
títulos de pós-graduação. Assim, temos, no período, um crescimento do con-
tigente de Auxiliares de Ensino - de 36,6% para 38,0% - e uma redução
dos Professores Titulares — de 19,1% para 14,4%. Esta última situação pode
ser explicada pela não realização dos concursos públicos que permitiriam aos
egressos dos cursos de pós-graduação e aos Professores Adjuntos acesso aos
níveis superiores da carreira.
Este gráfico confirma as afirmações apresentadas, valendo lem-
brar que, à época, a carreira do magistério superior apresentava uma estrutura
inflexível, condicionando o acesso às diversas classes à obtenção dos títulos
formais de pós-graduação stricto sensu.
Um outro ponto a destacar no período foi a açãodo FUNTEC/
BNDE, e em menor escala, de outras agências. Esta ação se deu pelo apoio
aos programas de pós-graduação, através da oferta de recursos para pagamen-
to das diferenças salariais por regime de trabalho, aos pós-graduados que re-
tornavam às suas instituições ou mesmo eram recém-contratados. Dez univer-
sidades foram diretamente beneficiadas, conforme se verifica no quadro 2.
Os recursos financeiros envolvidos chegavam a representar, em
1974, cerca de 10,4% do total que o MEC aplicava no programa.
Embora essa contribuição tenha sido sob certos aspectos bené-
fica, cabe lembrar que ela teve consequências negativas: por um lado a manu-
tenção dos programas passou a depender da regular liberação de recursos pe-
los organismos financiadores e, por outro, os docentes e coordenadores bene-
ficiados se sentiram de alguma forma descomprometidos dos respectivos de-
partamentos, pois eram remunerados por agências externas. Ficou assim di-
ficultado o fortalecimento da estrutura departamental, preconizado pela Re-
forma Universitária, em franco processo de implantação.
Em 1975 o MEC cuidou da absorção, via convénios com a
FINEP, dos docentes que se encontravam envolvidos no programa, bem como
daqueles que percebiam gratificações por regimes de trabalho à conta de dota-
ções orçamentárias ordinárias de pessoal. Isto representou, na época, uma
medida de grande alcance, valendo destacar os seguintes pontos:
Recursos
Aplicados
(CrS 1,00/
Total
Docen te
Regime
Classe
Titulação
Académica
De
40h 24h
Tit
Ad)
Ass
Ae Dr
Ms G
Entidades
3.073.958
458.058
2.383.928
755.649
4.587.907
1.236.418
4.381.093
15.445.920
1.831.184
1.357.552
56
15
56
11
61
18
99
358
42
32
56
15
51
10
61
15
76
130
41
2
1
3
10
208
32
5
13
20
3
3
5
2
12
1
3
3
23
1
4
1
10
25
98
1
1
18
8
29
2
27
11
66
158
27
2
12
3
20
6
12
2
5
99
11
29
22
4
8
2
9
4
26
100
4
1
22
3
33
3
24
12
63
158
27
4
12
3
17
6
28
2
5
100
11
27
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal de M. Gerais
Universidade Federal do Pará
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do R. G. Sul
Universidade Federal do R. de Janeiro
Universidade Federal de S. Catarina
Fundação Universidade de Brasília
35.511.677
750
455 257 38 32 169
350
199
180
359
211
TOTAL
PROFESSORES MANTIDOS COM RECURSOS FUNTEC/BNDE - 1974
Quadro 2
— considerável aumento do valor dos convénios e desvincula-
ção das agências externas, passando ao MEC a responsabilidade dos programas
em andamento, sobretudo no item mais oneroso - pessoal docente;
— aceitação, por parte da COMCRETIDE, dos critérios utiliza-
dos nas IES para atribuição dos regimes diferenciados de trabalho. Até então,
as concessões à conta de recursos orçamentários ou do FUNTEC não seguiam
as mesmas regras da COMCRETIDE, sobretudo quanto às exigências para o
regime de 40 horas semanais e a obrigatoriedade de projeto de pesquisa para
o regime de dedicação exclusiva.
Nem tudo entretanto foi positivo na medida adotada pelo
MEC. Não tendo assumido a responsabilidade de assegurar recursos orçamen-
tários de capital e outros custeios suficientes para a área de pós-graduação,
permitiu que as instituições recorressem às agências externas para dar conti-
nuidade a seus programas, voltando assim à situação de dependência anterior-
mente mencionada.
No intuito de revitalizar o programa de fixação dos professores
nas instituições e de caminhar no sentido da implantação da Reforma Univer-
sitária, surgiu o programa de Monitorias, alicerçado na ideia de favorecer uma
interação entre os alunos e professores e de estimular a formação de novos
docentes.
Criado pelo Decreto nº 66.315/70, o programa foi incorpora-
do à esfera de supervisão da COMCRETIDE, e concebido com dois grandes
objetivos:
— despertar no aluno, intelectualmente qualificado, o apreço
pela carreira docente;
— assegurar a contribuição discente ao docente no preparo de
material destinado à aula e no auxílio ao colega no desem-
penho de determinadas tarefas.
O programa teve uma boa acolhida por parte das IES, tendo
apresentado bons resultados, embora a expansão tenha sido lenta, por falta
de recursos. Custeado por convénios celebrados pela COMCRETIDE/IES no
período 1971/75, a execução do programa foi delegada às IES a partir de
1976, sendo os recursos alocados no orçamento, em rubrica própria.
A partir do exercício de 1981, houve uma alteração na siste-
mática do programa, tendo ficado à competência das IES o estabelecimento
de critérios e a definição dos valores das bolsas, cabendo à SESu apenas a
fixação dos limites de valores.
O quadro 3, demonstra a evolução do programa, no período
1971/81.
EVOLUÇÃO PROGRAMA MONITORIAS
Quadro 3
Ano
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
1980
1981
N?de
Monitores
2460
2666
2840
3449
3573
5569
5569
5856
5916
6239
7000
Valor
da Bolsa
250,00
250,00
250,00
300,00
500,00
500,00
700,00
950,00
1.300,00
2.000,00
Min - 3.000,00
Máx - 5.000,00
Recursos
Aplicados
(CrS 1,00)
3.075.000
6.000.000
7.100.900
10.347.000
10.564.000
27.845.000
38.983.000
55.790.000
76.929.000
124.780.000
280.000.000
Uma análise dos resultados dos Programas de Regimes Espe-
ciais de Trabalho e Monitorias, revela como principais pontos positivos:
- o incentivo ao regime de tempo integral para o professor
universitário, modificando a feição das instituições e pos-
sibilitando o cumprimento dos preceitos da Reforma Uni-
versitária;
- a melhoria salarial considerável, na época, principalmente
para os docentes egressos de cursos de pós-graduação. Ha-
via uma antecipada correção de vencimentos para aqueles
que, tendo obtido a titulação exigida pela lei, aguardavam
a realização de concursos públicos para mudança de classe;
— o incentivo aos projetos de pesquisa, quase sempre associa-
dos aos programas de pós-graduação. passando a merecer
mais atenção em virtude de uma maior disponibilidade de
horas-docente dedicadas às atividades-académicas;
— o aumento considerável de recursos, provenientes do
FNDE, para o pagamento de pessoal, a partir da celebra-
ção de convénios destinados a cobrir as suplementações dos
novos regimes.
Os aspectos negativos podem ser assim resumidos:
— as suplementações pagas pela COMCRETIDE, a título de
gratificação, não eram incorporadas aos vencimentos;
— o pagamento de encargos sociais com recursos das próprias
instituições, uma vez que os convénios COMCRETIDE não
previam tais despesas, onerando as IES e concorrendo para
que os recolhimentos não fossem feitos com regularidade
Posteriormente, esta situação ocasionou problemas das IES
com a Previdência Social;
— a concessão de regimes especiais de trabalho para profes-
sores vinculados a determinadas áreas do conhecimento, de-
finidas como prioritárias; saúde, tecnologia e educação, de-
terminando um desestímulo para as outras áreas;
— a instabilidade quanto aos recursos, provenientes da celebra-
ção de convénios com vigência de apenas um ano;
— a criação nas IES, de um poder paralelo ao poder central,
ocorrida em algumas instituições, em decorrência da auto-
nomia das COPERTIDES.
— a vinculação do regime de dedicação exclusiva à obrigato-
riedade da realização dos projetos de pesquisa. A curto pra-
zo, houve um descrédito do trabalho de investigação cientí-
fica, decorrente da vulgarização das propostas que visavam
justificar a concessão.
De qualquer forma, apesar dos aspectos negativos apontados,
o saldo geral do Programa foi positivo. Muitas coisas aprenderam as IES no
trato dos seus recursos humanos mais qualificados e na institucionalização do
trabalho académico em sentido mais amplo, ultrapassando os limites da sim-
ples sala de aula. Muito aprendeu o MEC também, principalmente na identi-
ficação das peculiaridades que caracterizam a índole própria de cada IES.
Quando, em 1976, as IES passavam a dispor de recursos orça-
mentários suficientes para a manutenção de seus docentes nos diferentes regi-
mes de trabalho, já havia na maioria delas amadurecimento bastante para fi-
xação de critérios adequados de concessão e discriminação correta das priori-
dades dentro da própria instituição, tendo portanto o Ministério cumprido
sua missão inovadora e indutora do processo de implantação do regime de
tempo integral.
TENDÊNCIAS DO GRUPO MAGISTÉRIO
SUPERIOR NO PERÍODO 1975/1980
O período 1975/80 tem especial importância para a história
das instituições federais de ensino superior. O estudo aqui apresentado desta-
ca as alterações mais significativas ocorridas com relação ao pessoal docente,
conjugando os dados disponíveis com informações a respeito de alunado, cur-
sos de graduação e pós-graduação, distribuição de atividades académicas e des-
pesas com pessoal.
A análise aborda a inclusão do Grupo Magistério Superior das
autarquias no Plano de Classificação de Cargos, o tratamento diversificado
adotado para os professores das fundações e as repercussões da nova política
de pessoal docente.
O Plano de Classificação de Cargos, instituído pela Lei 5.645/
70, definido dentro de um amplo programa de implantação gradual, somen-
te veio atingir o Grupo Magistério Superior das Autarquias em 1974, através
do Decreto nº 74.786/74 e da Lei n° 6.182/74.
Os princípios que orientaram a nova legislação consagraram
o programa dos regimes especiais de trabalho, regulamentando o exercício
de magistério superior em dois regimes: de 20 e 40 horas semanais e criando
os incentivos funcionais, destinados ao estímulo e ao revigoramento da titula-
ção pós-graduada, da produção científica e da dedicação exclusiva às ativida-
des de ensino, pesquisa, extensão e administração universitária.
Em termos de estrutura da carreira, foram mantidas as classes
de Titular, Adjunto e Assistente, confirmada a condição do Auxiliar de Ensi-
no como estágio probatório para iniciação às atividades de magistério e cria-
das duas novas figuras: Professor Colaborador - para atendimento de even-
tuais necessidades da programação académica e Professor Visitante — para per-
mitir a contribuição esporádica de docentes de reconhecido renome.
Com relação ao provimento de cargos e empregos, a lei vincu-
lou o acesso às diversas classes à titulação formal, exigindo o Doutorado para
os Professores Adjuntos e o Mestrado para os Professores Assistentes.
O processo de inclusão do magistério superior autárquico no
Plano de Classificação de Cargos gerou uma expectativa de equacionamento
dos problemas e das dificuldades com que vinham se deparando os professores
universitários. Acontece que, não tendo ocorrido uma mudança estrutural
da carreira e, paralelamente, tendo sido definidas remunerações muito aquém
daquelas esperadas para permitir a profissionalização do magistério superior,
a implantação do plano revestiu-se de um clima de desestímulo e desconten-
tamento.
Vale acrescentar que o processo de inclusão se alongou por um
período de dois anos (1975/1976), determinando uma estagnação dos profes-
sores na nova carreira docente. A lentidão do processo foi ocasionada pela
excessiva centralização de poder pelos órgãos federais da esfera superior que,
assumindo o encargo de elaboração de todas as normas disciplinadoras da exe-
cução do Plano, criaram, ao mesmo tempo, procedimentos muito burocratiza-
dos.
A legislação complementar, publicada no período 1975/1980,
veio fixar normas de lotação, regulamentar a concessão de incentivos funcio-
nais e o instituto da Progressão Funcional, merecendo destaque os seguintes
pontos:
— definição da força de trabalho necessária ao atendimento
do encargo didático da instituição, para efeito de dimensio-
namento da sua lotação;
— estabelecimento de uma lotação fixa, pré-fixando limites
percentuais para cada classe; Titular — até 30%, Adjunto
- até 40%; Assistente - até 50% e Auxiliar de Ensino
- até 60% do total de Assistentes, definindo uma hierar-
quização da carreira em termos de funções, e não de qua-
lificação do docente. Contraditoriamente, a legislação
não estabelecia atividades específicas para cada classe. O
que de fato existe nas instituições é uma hierarquização de
funções de administração académica, sem qualquer vincula-
ção obrigatória às classes da carrreira;
— constituição dos contingentes de expansão, tendo em vista
o crescimento das atividades de magistério, e dos contingen-
tes de compensação, destinados a suprir eventuais desfal-
ques de docentes;
— critérios e condições de concessão e manutenção de incen-
tivos funcionais, fundamentados em titulação académica
(livre-docència, doutorado, mestrado, cursos de especiali-
zação ou aperfeiçoamento e residência médica) e em produ-
ção intectual (publicação de trabalhos, livros, teses, disserta-
ções, patentes, participação em reuniões científicas e obras
artísticas);
— extinção da Comissão Coordenadora dos Regimes de tempo
Integral e Dedicação Exclusiva (COMCRETIDE), passando
as atribuições por ela exercidas à competência do Departa-
mento de Assuntos Universitários do MEC (atual SESu);
— criação, a nível das Instituições de Ensino Superior, das Co-
missões Permanentes dos Regimes de Trabalho (COPERTs),
em substituição às COPERTIDES com atribuições de deli-
berar sobre a concessão dos incentivos e supervisionar o pro-
cesso de acompanhamento e avaliação das atividades docen-
tes;
— regulamentação da progressão funcional, conceituando a
passagem do Professor Assistente, possuidor do título de
Doutor ou de Livre Docente para a classe de Professor Ad-
junto.
As instituições autárquicas de ensino superior, com uma dinâ-
mica específica de ação, tendo que cumprir os compromissos assumidos com
a comunidade académica e, num sentido mais amplo, com toda a comunida-
de, viram-se obrigadas a aplicar as determinações do Plano de Classificação de
Cargos, em prejuízo do regular desempenho de suas funções primordiais.
Aliada à morosidade do processo de implantação do PCC, a pu-
blicação do Decreto nº 78.120/76, cerceando a contratação de pessoal, veio
trazer sérios problemas às IES.
Cabe lembrar que o ensino superior passava, naquele momen-
to, por uma fase de grande expansão. A criação de novos cursos de graduação
e de pós-graduação determinava o aumento das vagas e dos encargos didáticos.
Coincidentemente, tinha início a execução do Plano Nacional de Pós-Gradua-
ção (1975/79), atraindo o corpo docente para a realização de cursos e provo-
cando afastamentos temporários das instituições de origem.
Tornava-se, pois, imprescindível a admissão de novos docentes,
sendo a única possibilidade a contratação de Professores Colaboradores, feita,
em muitos casos, sem a realização de concursos públicos e recaindo, algumas
vezes, em candidatos de qualificação não comprovada.
Estes fatores, ao longo de cinco anos, provocaram o surgimen-
to, nas IES, de um quadro paralelo de docentes - os colaboradores, atenden-
do não às eventuais necessidades da programação académica, como previa a
Lei nº 6.182/74, mas assumindo encargos permanentemente das instituições.
Figurou-se "incerta uma distinção entre os permanentes necessários e os de fa-
to meramente eventuais, e imprecisos o tratamento devido à duração dos con-
tratos e a decisão do que fazer ao seu término". (1)
Verifica-se, então, uma situação de anormalidades nos quadros
docentes, quando, no período 1978/80, 1/3 do contingente disponível é cons-
tituído de Professores Colaboradores.
Ao lado de todos estes aspectos negativos, o Plano de Classifi-
cação de Cargos trouxe para o Grupo Magistério também alguns resultados
positivos:
— continuidade das diretrizes definidas para a ação da COM-
CRETIDE quanto à institucionalização dos regimes de 40
horas e de dedicação exclusiva. Liberados os critérios rígi-
dos de concessão que vigoraram no período 1971/75, hou-
ve um expressivo aumento do número de docentes optan-
tes pelos mencionados regimes;
— estímulo à pesquisa, através da fixação de incentivos espe-
cíficos para a produção científica. Este fator, trouxe, no
primeiro momento, um significativo incremento, tendo, ao
longo de algum tempo, provocado o desvirtuamento do
conceito de trabalho intelectual. Esta situação veio repetir
o fenómeno surgido em 1971, com a obrigatoriedade da
realização de pesquisas para a obtenção do regime de dedi-
cação exclusiva.
Como o PCC atingiu apenas os professores vinculados às IES
autárquicas, passou a existir, a partir daquela época, uma nítida distinção en-
tre a legislação aplicável aos docentes das autarquias e aos das fundações. Esta
distinção foi representada pela possibilidade das fundações adotarem uma es-
trutura diferenciada de carreira, desde que definida em dispositivos estatutá-
rios e regimentais, e também por escalas próprias de salários, sugeridas pelas
instituições e fixadas pelo Ministro da Educação e Cultura, em função da ca-
pacidade de gerar recursos, para cobrir os valores excedentes àqueles estabe-
lecidos para os docentes das autarquias.
O Art. 19 da Lei nº 6.182/74 preceituava que a cobertura das
diferenças salariais se faria com recursos próprios. Todavia, contrariando
a exigência legal, algumas fundações passaram a adotar valores salariais muito
superiores aos adotados nas autarquias, custeando esta despesa com recursos
do tesouro. Tal situação, aceita pelos órgãos do governo federal e facilitada
pelaredação do mencionado artigo 19, fez surgir marcantes diferenças salariais,
(1) Trabalho elaborado pela Profº MARIA ANTÓNIA MAC DOWELL sobre a expansão
dos Professores Colaboradores no período de 1975/78.
acentuadas com o advento da Lei nº 6.708/79 que estabeleceu reajustes se-
mestrais, atingindo os servidores das fundações de um modo geral.
Cabe destacar, como resultado significativo, a autonomia que
as fundações passaram a gozar quanto à execução da politica de pessoal do-
cente e técnico-administrativo.
Enfatizando alguns pontos anteriormente mencionados, pode-
mos afirmar que a autonomia maior das IES no trato de seu pessoal docente,
estabelecida a partir do PCC, veio acompanhada de flagrantes contradições.
De um lado uma autonomia financeira na área de pessoal docente bafejou
as autarquias pela absorção no orçamento das verbas correspondentes aos anti-
gos convénios COMCRETIDE. De outro lado, uma liberdade quase total às
fundações, fora do PCC e com tabelas novas aprovadas para um "inicio de
vida", a partir das novas exigências legais e da postura dos órgãos governamen-
tais.
Todavia, a contradição maior estava na rigidez da carreira pro-
posta para o Grupo Magistério das autarquias. As fundações se limitaram
a seguir seus principais parâmetros, o que representa uma contradição dentro
de outra contradição. A contratação de professores colaboradores que se jus-
tificava nas autarquias, não teria sentido prático nas fundações, pelos motivos
já expostos.
Se a carreira era rígida, nem sempre eram rígidos os critérios
para contratação de colaboradores e menos rígidos ainda os critérios para au-
torização de novos cursos superiores. Cresceu assim a população de colabora-
dores e acostumou as IES a uma certa liberalidade na absorção de pessoal,
com repercussões negativas na área financeira e na qualidade do ensino e da
pesquisa.
Diante dos diversos procedimentos adotados no período pelos
dois subsistemas na definição de diretrizes sobre o pessoal docente, torna-se
válida uma comparação, capaz de identificar as tendências verificadas nas au-
tarquias e nas fundações.
Os quadros que se seguem demonstram as repercussões obser-
vadas na evolução do corpo docente quanto a regimes de trabalho, capacidade
instalada e distribuição por classes.
Observa-se que, no período 1975/80, ocorreu nas autarquias
um aumento expressivo do regime de 40 horas, com um crescimento total do
corpo docente da ordem de 47,6%. A extinção do regime de 12 horas decorreu
de imposição legal.
Já nas fundações, o maior crescimento verificou-se no regime
de dedicação exclusiva, sendo o aumento global de professores da ordem de
123,5%, ou seja, três vezes superior ao registrado nas autarquias.
EVOLUÇÃO DO CORPO DOCENTE POR REGIME DE TRABALHO
Quadro 4
Fundações
Autarquias
Regimes de Trabalho
Período
Total
DE
40h
20/24h
12h
Total
DE
40h
20h
12h
4.155
7.450
8.429
9.287
584
1.519
2.440
2.959
666
2.720
2.813
3.261
1.334
2.611
2.675
2.870
1.571
600
501
197
23.678
30.856
33.020
34.962
4.501
6.756
8.188
10.271
2.201
10.103
10.781
12.497
6.865
11.492
11.137
12.194
10.111
2.505
2.914
1975
1978
1979
1980
123.5
406.7
389.6
115.1 -87.5
47.6
128.2
467.8
77,6
-100 %+ou -
A institucionalização do tempo integral, ocorrida no período,
associada ao aumento real de docentes e discentes, pode ser comprovada na
verificação do quadro evolutivo de capacidade instalada, horas docente por
aluno, horas semanais docentes e alunos por professor equivalente a 40 horas.
Constata-se pelos dados apresentados que, tanto nas autarquias
quanto nas fundações, houve crescimento ordenado das horas docente contra-
tadas, repercutindo nas horas-docente por aluno e nas horas semanais docente.
O decréscimo gradativo da relação aluno/professor equivalente pode ser expli-
cado em parte pelo fato de o aumento das horas docente contratadas ter sido
superior ao acréscimo ocorrido no corpo discente. Esta situação é benéfica
para as instituições e indica que, de maneira geral, o professor tem maior dis-
ponibilidade de horas para se dedicar ao aluno.
Nas Fundações, apesar de ter sido registrado um aumento mais
expressivo do professorado, os índices apresentam-se equilibrados com o das
autarquias, em decorrência de um aumento maior do alunado. Assim, nas au-
tarquias, o corpo docente cresceu 47,6% e o discente 64% e nas Fundações
as taxas foram de 123,5% e 118%, respectivamente.
A distribuição de docentes por classe vem confirmar as tendên-
cias verificadas no período de implantação do PCC determinando uma confi-
guração diversa do corpo docente nas autarquias e nas fundações.
Nas autarquias merecem ser observados: o crescimento do
contingente de Colaboradores e a redução dos Auxiliares de Ensino e dos Pro-
fessores Titulares. Esta última situação decorre da não realização sistemática
de concursos de ingresso e de acesso à classe superior. Por outro lado, nas
fundações houve um decréscimo de Colaboradores e um aumento em todas
as classes, em especial na de Professores Adjuntos, provocando uma distribui-
ção equilibrada de docentes.
Um exame rápido na evolução das despesas com pessoal nas
autarquias e fundações, registradas no período, mostra que nestas últimas
o crescimento foi bem mais acentuado. Isto é consequência do tratamento
que passou a ser dado às fundações a partir da implantação do PCC.
A rigidez e os limites da escala salarial das autarquias eram qua-
se sempre negligenciados na formulação das propostas de tabelas das funda-
ções. Peculiaridades locais e uma dose variável de influência política foram os
componentes mais importantes na configuração final das escalas salariais da-
quelas instituições. Verifica-se assim, a partir de 1978, uma acentuada defa-
sagem entre as duas tabelas.
Uma última observação refere-se ao ano de 1976, quando o
crescimento da despesa com pessoal apresenta-se relativamente alto. Este
índice justifica-se pela implantação, naquele período, do PCC para o grupo
EVOLUÇÃO DO CORPO DOCENTE EM TERMOS DE HORAS CONTRATADAS
Quadro 5
Fundações
Autarquias
Alunos/Prof.
Equivalente
a 40 horas
Horas
Semanais
Horas
Docente/
Aluno
Horas
Docente
Contratadas
Alunos/Prof
Equivalente
a 40 horas
Horas
Semanais
Horas
Docente/
Aluno
Horas
Docente
Contratadas
Período
19.5
10,9
10.6
9.5
23.0
30.7
32,0
33,3
2.1
3.7
3.8
4.2
95.532
228.980
269.632
311.084
15.2
10,3
10,1
9,3
22.2
30,3
30,8
33,0
2.6
3.9
4,0
4,3
526.712
934.260
1.016.468
1.154.600
1975
1978
1979
1980
Fundações
Autarquias
Classes Funcionais
Período
Total
Tit
Adj
Ass
Ae
Colab
Visit
Total
Tit
Adj
Ass
Ae
Colab
Visit
4.155
7.450
8.429
9.287
741
1.098
1.233
1.277
517
1.039
1.376
1.467
1.118
1.526
1.858
2.456
1.779
2.585
2.985
3.155
1.097
902
833
105
75
99
23.678
30.856
33.020
34.962
3.267
2.808
2.731
2.792
4.327
4.386
6.832
6.991
7.287
8.969
7.907
8.104
8.797
6.348
4.423
5.871
7.487
10.248
10.460
858
879
744
1975
1978
1979
1980
EVOLUÇÃO DO CORPO DOCENTE POR CLASSE
Quadro 6
magistério superior, com adoção de novos valores salariais, e pelos ónus de-
correntes de pagamentos retroativos a 1974, devidos ao pessoal das autar-
quias.
Concluindo a análise da década de 70, lembramos que ela se
caracteriza por dois períodos distintos: na primeira metade temos a implanta-
ção progressiva dos novos regimes de trabalho e, na segunda metade, a inclu-
são do magistério superior das autarquias no Plano de Classificação de Cargos
e o tratamento distinto adotado para o pessoal das fundações.
Todavia, podemos registrar tendências comuns a todo o perío-
do, tais como:
— os sistemas adotados ao longo da década apresentaram defi-
ciências que, na sua maioria, estão relacionadas com a escassez de recursos
investidos;
— a centralização do poder decisório nos órgãos governamen-
tais, assumida, numa primeira fase pelo MEC - através da COMCRETIDE -
e, numa segunda fase pelo DASP — na execução do Plano de Classificação
de Cargos, levou a uma excessiva burocratização de procedimentos, interfe-
rindo nas decisões das IES;
— os esforços feitos ao longo de todo o período, no sentido de
incentivar a institucionalização do tempo integral tiveram como principal
resultado a profissionalização do professor universitário, com um aumento
significativo do pessoal dedicado exclusivamente ao magistério superior. Fi-
EVOLUÇÃO DAS DESPESAS COM PESSOAL
Quadro 7
Período
1975
1976
1977
1978
1979
1980
Autarquias
1.920.369,7
3.887.650.0
6.523.209.5
10.474.986,0
15.928.268.0
28.856.470,0
-
102,5
67,8
60,6
52,1
81.2
Fundações
409.665.7
1.167.053,5
1.879.604,5
3.163.483,0
5.973.323.0
14.455.030,0
-
184,9
61,1
68,3
88,8
142,0
caram assim atendidos os objetivos de maior permanência do docente na ins-
tituição e de expansão das atividades de pesquisa, preconizados pela legisla-
ção da reforma universitária;
— os programas de capacitação de pessoal docente, iniciados
nos primeiros anos da década e incrementados com o lançamento, em 1975,
do Plano Nacional de Pós-Graduação, surtiram os efeitos esperados, alterando
a configuração do magistério superior e refletindo na própria estrutura das
instituições, em decorrência da expansão do elenco de cursos de Mestrado
e Doutorado.
Os gráficos que se seguem, vêm comprovar as tendências aqui
mencionadas e válidas para as lES-autarquias e fundações.
DOCENTES POR REGIME DE TRABALHO
Observa-se no período 1971/80 um expressivo aumento do
pessoal em regimes de 40 horas e dedicação exclusiva, em 1971 somavam
17,9%, em 1980 passaram a contribuir com 65,5%. Outra verificação é a cur-
va decrescente do regime de 12 horas: na primeira metade da década, como
regime básico, concentrava a maior parte dos docentes; já na segunda metade,
com a substituição do regime básico de 12 horas para 20 horas, começa a de-
saparecer, ficando apenas um contingente residual, incluído em Quadros Su-
plementares, finalmente extintos, em 1980, com o advento da Lei nº 6.781.
Quanto à distribuição de docentes por classe, pode-se observar
que o crescimento mais significativo ocorreu na classe de Professor Adjunto.
Esta situação pode ser explicada pelo sistema de progressões sistemáticas que,
especialmente no período 1978/79 possibilitou a passagem de Professor Assis-
tente para Adjunto, independente da obtenção do título formal de Doutor.
(Decreto nº 81317/78). O decréscimo do número de Auxiliares de Ensino
entre 1976 e 1979 foi em decorrência dos concursos realizados para todos os
Auxiliares de Ensino com mais de 4 anos de estágio probatório, bem como
pela contratação de professores colaboradores, principalmente, a partir de
1978 quando foram suspensas as admissões nas tabelas permanentes do grupo
magistério.
Na segunda metade da década, surgem além do Professor Cola-
borador o Professor Visitante, sendo significativa a participação dos colabora-
dores que, em 1980, ocupam 25,5% do corpo docente do sistema federal. Va-
le ressalvar que o grande número deles está nos quadros das autarquias, decor-
rendo este fato, conforme já mencionado, de legislação restritiva à realização
de concursos de acesso à carreira do magistério superior.
Outra situação que vem confirmar a não dinamização de con-
cursos é a estabilização do número de Professores Titulares. Assim, a evolu-
ção no período 1971/80 foi de 3.702 para 4.069 titulares, quando a popula-
ção total apresentou um crescimento da ordem de 110%.
O somatório do pessoal existente nas autarquias e fundações
permite-nos ainda observar que o crescimento real ocorrido no período 1971/
74: 6.501 docentes - foi bem inferior ao do período 1975/80: 16.416 do-
centes. Isto porque os reflexos da política de expansão de vagas no ensino de
graduação só foram sentidos na segunda metade da década, quando, de fato,
foram implantados os cursos. Cabe lembrar ainda que, neste período, foi exe-
cutado o Plano Nacional de Pós-Graduação, com evidentes repercussões na
admissão de professores substitutos nas Instituições de Ensino Superior.
Coincide com o final da década, o encerramento da fase. O
ano de 1981 se inicia com uma nova carreira para o magistério superior au-
tárquico, mais flexível, mais aberta, apenas talvez não tão interessante em ter-
mos financeiros como seria desejável. O próximo capítulo será a ela dedica-
do.
2. SITUAÇÃO ATUAL DO PESSOAL DOCENTE
DAS IES AUTARQUIAS
Um estudo a respeito do Grupo Magistério Superior na década
de 1970 não poderia deixar de mencionar a situação atual, decorrente da im-
plantação do Decreto no. 85.487/80 que deu nova configuração à carreira,
definindo-a a partir de princípios dinâmicos requeridos pela atividade educa-
cional.
A implantação do Plano de Classificação de Cargos possibili-
tou ao MEC identificar falhas e distorções originadas pela legislação vigente.
Assim, a concepção da carreira se distanciava da realidade da vida académica
do docente e era inflexível, em decorrência das exigências de titulação pós-
graduada e da definição de vagos de lotação por classes.
A obrigatoriedade de obtenção de Mestrado ou Doutorado
como única condição de ascensão na carreira e de ingresso para determina-
das classes, associava-se à situação dos docentes vinculados a áreas onde não
havia pós-graduação e trazia, como consequência, um represamento de profes-
sores nas classes iniciais.
Visando a minorar o problema em termos de mobilidade do
professor na carreira estabeleciam-se programas de pós-graduação, muitas ve-
zes de baixa qualidade.
Por outro lado, a rigidez da lotação impossibilitava a ascensão
de docentes e trazia um desestímulo àqueles que, tendo sido incluídos nos
programas de pós-graduação e conquistado a titulação formal, não podiam
progredir na carreira.
Os Auxiliares de Ensino, funcionalmente marginalizados da
carreira, exerciam atividades regulares de magistério, impropriamente concei-
tuadas como estágio probatório, eram obrigados ao regime de 40 horas e só
podiam ter acesso ao grupo magistério após a conclusão de Mestrado e a pres-
tação de concurso público.
A defasagem de salários gerava descontentamento e invalidava
a perspectiva de uma carreira com real sentido de crescimento profissional.
Iniciou-se um processo de evasão do pessoal qualificado, atraído por remune-
rações mais condizentes, oferecidas pelas Fundações Universitárias, por outros
órgãos governamentais e até mesmo pela iniciativa privada. A concessão de
incentivos funcionais sofreu um desvirtuamento: ao invés de contemplar o
exercício de determinadas atividades académicas, vinha possibilitar uma me-
lhoria de salários dos docentes.
Todos estes pontos de estrangulamento levaram o magistério
superior a reivindicar uma revisão da carreira e a exigir uma solução por parte
do MEC.
Surgiram assim os primeiros estudos com vistas á criação de
uma nova configuração de carreira, rompendo com a estrutura tradicional,
existente desde o inicio da história das universidades brasileiras. As propos-
tas, concebidas após amplo debate, fundamentaramse na ideia de uma car-
reira de magistério mais condizente com a realidade e possibilitando o equi-
líbrio da situação dos professores sem perspectiva de pós graduação.
A nova Concepção da Carreira
A estrutura proposta para a carreira de magistério superior,
já bastante detalhada em trabalhos divulgados pela SESu, apresenta a confi-
guração a seguir:
ESTRUTURA DA CARREIRA DE MAGISTÉRIO
Merecem realce os seguintes pontos da nova legislação:
— estrutura com formato matricial, definindo quatro classes,
com quatro níveis em cada uma. Ficavam extintos a figura
do Auxiliar de Ensino e o estágio probatório para acesso á
carreira e criada a classe de Professor Auxiliar.
— definição de progressão funcional nos sentidos vertical e
horizontal, permitindo o acesso até a classe de Professor
Adjunto-referência 4 e condicionando a passagem de um
para outro nível ou classe ao tempo de experiência ou à
obtenção de titulação pós-graduada. A sistemática de pro-
gressões valorizou mais uma vez a pós-graduação, estimu-
lando a busca dos títulos ao facultar um crescimento rá-
pido na carreira através de alteração funcional automática
do professor, independentemente de vagas. Por outro lado,
possibilitou a mobilidade dos docentes não portadores de
títulos pós-graduados, ao fixar os interstícios de dois anos
e a avaliação de desempenho, para a mudança de nível ou
de classe;
— concepção de uma lotação semiaberta, compatível com a
dinâmica da carreira e atendendo á ideia de progressões
automáticas. Esta concepção foi fundamentada no prin-
cípio de que a hierarquização da carreira docente ocorre
em função da qualificação académica e não das atividades
desenvolvidas, sendo pois incompatível com uma lotação
prefixada por classes. Observa-se que, numa Instituição
onde o maior número de docentes esteja localizado nas
classes superiores, o resultado esperado é uma melhor qua-
lidade de ensino, decorrente de um melhor índice de qua-
lificação;
— definição de um formato de escala salarial, criando uma
diferença maior entre a classe inicial e a final da carreira,
com a previsão de um crescimento maior nas classes inter-
mediárias. Esta escola foi construída a partir da fórmula:
onde: y - salário ou vencimento no nível /;
k constante arbitrariamente determinada, com valor
de 107.989, de tal maneira que
represente o salário ou vencimento do professor
titular nível 4;
x - escore padronizado podendo assumir 16 valores
(-1,5; -1,4; ... 0), associados, na mesma ordem,
às variações de i (i - 1,2, ... 16).
O gráfico abaixo permite que se identifiquem as diferenças sa-
lariais entre a tabela do PCC e a atual:
- valorização das atividades de administração universitária,
com a obrigatoriedade do regime de tempo integral e o es-
tabelecimento de gratificações para o exercício de funções
de direção ou coordenação.
Em consequência da atual configuração da carreira docente, as
IES poderão adotar uma nova metodologia de concursos, realizando-os não
em função de vagas existentes, mas de acordo com as necessidades futuras nas
diferentes áreas do conhecimento. Com tal procedimento as IES teriam sem-
pre à disposição recursos humanos qualificados e devidamente habilitados, de
modo a imediatamente poderem preencher vagas que venham a ocorrer.
Do mesmo modo, a qualificação formal dos candidatos pode
ser requerida previamente, também de acordo com as necessidades dos Depar-
tamentos. Vale lembrar ainda que, tendo em vista a extinção da figura do
Professor Colaborador, os processos de admissão deverão ser dinamizados
com vistas à formação de um contigente de candidatos disponíveis, habilita-
dos em concursos, para substituições imediatas.
Aplicação da nova carreira do Magistério Superior
Primeira Fase
A Secretaria de Ensino Superior, tendo assumido os trabalhos
de coordenação do enquadramento dos docentes de ensino superior na nova
carreira de magistério, iniciou o processo expedindo instruções às IES autár-
quicas, quanto aos procedimentos a serem adotados para a aplicação do De-
creto no. 85.487/80. Foi recomendada a designação de uma Comissão Espe-
cial, com a participapção de docentes e do Departamento de Pessoal, para
supervisionar e coordenar os trabalhos no âmbito das IES.
As propostas de inclusão preliminar foram analisadas pela
SESu quanto ao posicionamento dos docentes nas respectivas classes e refe-
rências a partir de critérios gerais, previamente estabelecidos. Aprovadas as
propostas, foram promovidos os "enquadramentos provisórios", quando as
IES foram autorizadas a atualizarem o pagamento do pessoal docente de
acordo com as novas tabelas, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 1981.
Cuidou então a SESu de apresentar ao DASP as propostas de
revisão das lotações, a fim de criar condições para a implantação da nova car-
reira. Definidas as novas lotações e, concluindo a primeira fase do processo
de inclusão, foi efetivado o posicionamento dos docentes nas respectivas clas-
ses e referências, promovendo-se o "enquadramento definitivo".
O quadro abaixo indica a situação atual:
DOCENTES ENQUADRADOS POR CLASSE E REFERÊNCIA
Quadro 8
Titular
Adjunto
Assistente
Auxiliar
Total
%
1
171
43
14.665
16.879
49.3
2
93
2.462
1.788
4.343
12.7
3
30
408
1.375
1.813
5.3
4
2.483
4.079
4.616
11.178
32.7
Total
2.777
6.992
24.444
34.213
100
%
8.1
20.4
71,5
100
-
Observa-se uma concentração na referência final das classes de
Professor Titular e de Professor Adjunto em decorrência do longo per Todo em
que as IES não dinamizaram os concursos de acesso. Assim a legislação ao es-
tabelecer o posicionamento nas referências a partir do tempo de exercício na
classe, determinou um acúmulo de docentes na referência 4.
O grande número de professores localizados na classe inicial
de Professor Assistente é consequência da aplicação de dispositivo legal que
determinou o aproveitamento dos Auxiliares de Ensino e Professores Colabo-
radores, admitidos até 31/12/79, naquela posição.
Ainda por imposição legal, o processo de enquadramento não
localizou docentes na classe de Professor Auxiliar. Com o advento dos Decre-
tos-lei no. 1.874, de 08/07/81 e no. 1.888 de 09/11/81, passam os integran-
tes de Tabelas Especiais - Auxiliares de Ensino e Professores Colaboradores
admitidos até 31/03/81 - à classe de Professor Assistente - Referência 1.
Com base nas informações fornecidas pelas IES nos respectivos
processos de enquadramento provisório a situação dos docentes em termos de
regimes de trabalho e classes é a que pode ser vista no gráfico a seguir:
O quadro de distribuição de docentes por regime de trabalho
organizado por regiões geográficas demonstra que somente 1/3 do corpo do-
cente cumpre o regime de 20 horas semanais, havendo no total, predominân-
cia do regime de 40 horas semanais.
DOCENTES POR REGIME DE TRABALHO
Quadro 9
1981
Regiões
Morte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro Oeste
Total
20
500
3.666
4.755
2.659
355
11.935
Regime de Trabalho
40
922
4.470
4.736
1.909
604
12.441
De
181
3.599
3.264
2.505
288
9.837
Total
1.603
11.735
12.555
7.073
1.247
34.213
Segunda Fase
Encerrada a primeira fase, cuidou o MEC da elaboração das
normas complementares necessárias a efetiva implantação da nova sistemática
da carreira.
A Portaria Ministerial no. 340, de 12/05/81, dispõe sobre a
Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), definindo-lhe composição
e competências.
A Portaria Ministerial no. 393, de 16/06/81, estabelece os cri-
térios de atribuição dos regimes de trabalho, conceitua a carga didática sema-
nal média (CDSM) e fixa diretrizes para o sistema de avaliação e acompanha-
mento das atividades docentes.
Finalmente, a Portaria Ministerial no. 420, de 03/07/81, define
critérios de concessão de licenças para afastamento do país.
Terceira Fase
Concluídos os enquadramentos definitivos, com a publicação
de portarias do DASP aprovando o posicionamento dos docentes, têm início,
no âmbito das IES, os trabalhos relacionados com a aplicação propriamente
dita da nova carreira do magistério. Cabe papel de destaque às Comissões Per-
manentes de Pessoal Docente (CPPD), incumbidas de promover as progressões,
opinar sobre mudanças de regime de trabalho e executar, de maneira mais am-
pla, a política de pessoal docente a ser adotada em cada uma das instituições.
Vale ressaltar que o processo de enquadramento constituiu
uma fase transitória e se desenvolveu a partir de critérios específicos, algumas
vezes conflitantes com as próprias definições adotadas para a nova carreira.
II - ATIVIDADES ACADÉMICAS
PERFIL BÁSICO DE ATIVIDADES
- ENSINO
- PESQUISA
- EXTENSÃO
- ADMINISTRAÇÃO UNIVERSITÁRIA
PERFIL BÁSICO DE ATIVIDADES
O ensino, a pesquisa e a extensão, atividades precípuas do ma-
gistério superior são o objeto do estudo aqui apresentado, com o intuito de
definir um perfil das instituições integrantes do sistema federal. São ainda
mencionadas as atividades de administração universitária, uma vez que a quase
totalidade dos encargos nesta área: direção de Centros e Unidades, Chefias de
Departamentos Didáticos e Coordenação de Cursos, é necessariamente exerci-
da nas IES pelo seu pessoal docente.
Procurando dar uma visão global da distribuição e da diversida-
ds dos encargos, em 1980, foi efetuado um levantamento em todas as IES fe-
derais, resultando no quadro nº 10 em que os totais foram agrupados por re-
giões fisiográficas.
A região Norte tem o menor número de horas disponíveis do
sistema e compreende 3 Universidades e 1 escola isolada. A instituição de
maior porte é a Universidade do Pará, destacando-se a Faculdade de Ciências
Agrárias do Pará por suas atividades de pesquisa ea Fundação Universidade do
Acre por seus programas de extensão.
A região Nordeste, onde se localizam 10 Universidades e 1 es-
cola isolada, concentra o maior elenco de cursos e apresenta o maior índice
do sistema de horas dedicadas à graduação. A Universidade da Paraíba abriga
o maior número de cursos, alunos e docentes, sendo as Universidades de Per-
nambuco e do Ceará as que se destacam com o maior percentual de horas de-
dicadas à pesquisa. Já a Universidade da Bahia tem a liderança da região no
ensino de pósgraduação e a do Rio Grande do Norte e de atividades de exten-
são. Cabe ressaltar que nesta região é registrado o mais alto índice de horas
docentes dedicadas à administração universitária.
A região Sudeste concentra o maior número de IES do sistema
federal, abrigando 11 Universidades e 6 escolas isoladas, apresentando assim a
maior concentração de atividades de ensino e de pesquisa. Vale observar que
nela se localiza o maior número de cursos de pósgraduação e, em consequên-
cia a maior produção de trabalhos científicos. A distribuição interna de ati-
vidades revela um índice de 42% de horas dedicadas à graduação, 9% à pós-
graduação, 24% à pesquisa, 10% à extensão e 15% à administração universitá-
ria. Merecem destaque a Fundação Universidade de São Carlos, as Universida-
Administração
Univeisitária
Extensão
Pesquisa
Ensino
Pós-Graduação
Graduação
Horas
Docente
Disponíveis
Regiões
11.734
74.161
67.222
31.330
16.778
4.091
36.200
47.647
21.773
3.643
7.470
71.867
105.938
44.607
15.127
1.775
20.537
40.673
18.973
3.066
46.610
195.455
189.552
124.741
65.084
71.680
398.220
451.032
241.424
103.698
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro Oeste
201.225
113.354
245.009
85.024
621.442
1.266.054
Total
Sistema
16,0
8.9 19.3
6.7 49,1
100
%
DISTRIBUIÇÃO DE HORAS DOCENTE DEDICADAS ÀS ATIVIDADES ACADÉMICAS
Quadro 10
des de Minas Gerais e do Rio de Janeiro na Escola Paulista de Medicina obser-
va-se uma particularidade: o maior número de horas dedicadas à pós-gradua-
çao em todo o sistema, contrastando com o menor número de horas dedica-
das à graduação.
A região Sul reúne 6 universidades, sendo a do Rio Grande do
Sul a instituição de maior porte e com o maior índice de horas dedicadas à
pesquisa. A Fundação Universidade do Rio Grande apresenta a maior percen-
tagem de horas dedicadas à extensão e a Universidade do Paraná a maior ati-
vidade em pós-graduação.
Na região Cento Oeste, congregando quatro Universidades,
destaca-se a Fundação Universidade de Brasília, especialmente nas atividades
de pesquisa onde registra o mais alto índice de todo o sistema federal.
DISTRIBUIÇÃO DE HORAS DOCENTE DEDICADAS ÀS ATIVIDADES ACADÉMICAS
0 quadro acima permite-nos estabelecer um paralelo entre as
atividades académicas desenvolvidas no âmbito das autarquias e das fundações,
cabendo ressaltar:
- há um equilíbrio das percentagens registradas nas áreas de
pesquisa, extensão e administração;
- a diferença mais significativa está localizada na área de pós-
graduação onde as autarquias apresentam um índice percentual bem mais ex-
pressivo que o das fundações;
- o ensino de graduação é, nas fundações, a atividade que ocu-
pa mais da metade das horas docente disponíveis.
A distribuição percentual de horas dedicadas às diversas ativi-
dades, registrada no 2? semestre de 1980, apresenta-se equilibrada com os re-
Quadro 11
1980
IES
Autarquias
- Horas Doctnte
- Parcentaoam
Fundacõ*»
- Horas Docanta
- Parcantagam
Toisl Sisttma
X
Horas
Docente
Disponíveis
996 991
100
269 063
100
1.366.064
100
Ensino
Graduação
474.346
47.6
147.096
54.7
62(442
49.1
Pás-Graduaçao
76.788
7.7
8236
3.1
85 024
6.7
Pesquisa
197 353
19.8
47656
17.7
245009
19.3
Exiansio
90.317
9.0
23.037
8.5
113.354
8.9
Administração
158.187
15.9
43.038
16.0
201.225
16.0
sultados do mesmo estudo efetuado no 2? semestre de 1978 como pode ser
verificado nos gráficos a seguir:
Considerando que o número de horas contratadas em 1980
apresenta-se 30% maior que aquele registrado em 1978, em número absolutos,
houve um crescimento de todas as atividades académicas, registrando-se o
maior aumento na pesquisa - 53%, seguida da pós-graduação - 42%, da ex-
tensão — 35% e finalmente da graduação — 30%. Esta distribuição pode ser
explicada pela estabilização dos encargos de ensino de graduação, decorrente
da diretriz de não expansão de vagas, e a consequente absorção das horas dis-
poníveis nas outras atividades.
Um estudo discriminado de cada uma das atividades académi-
cas, permitirá uma análise da atual situação do sistema federal de ensino supe-
rior. Assim, detalha-se, a seguir, o ensino, a pesquisa, a extensão e a adminis-
tração, com um comentário das principais características e tendências obser-
vadas nos recentes levantamentos.
ENSINO
Obviamente, o ensino é a atividade que consome o maior nú-
mero das horas docente disponíveis, cabendo observar que a maior parte das
IES integrantes do sistema, utilizam entre 50 a 60% das horas nesse encargo.
Vale ressaltar que a graduação e a pós-graduação assumem
proporções diferentes no conjunto das IES. Assim, se a graduação é uma ati-
vidade comum a todas, a pós-graduação só está instalada em algumas delas
e tem apresentado uma evolução diversificada. Das 15 fundações, apenas 5
mantêm cursos de pós-graduação "stricto-sensu". Das Universidades au-
tárquicas, somente a de Alagoas e a de Juiz de Fora não dispõe de cursos
de Mestrado ou Doutorado, sendo que das 8 escolas, três mantém cursos regu-
lares, com especial destaque para a Escola Paulista de Medicina que apresenta
um elenco de 22 cursos de pós-graduação e 5 cursos de graduação.
QUANTIDADE DE CURSOS POR NÍVEL DE ENSINO
Quadro 12
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro Oeste
Total Sistema
Graduação
82
327
278
194
88
969
Pós-Graduação
2
104
175
79
27
387
Total
84
431
453
273
115
1.356
Fonte: Perfil Académico das IES Federais - MEC/SESu - 1980.
A distribuição do elenco de cursos de graduação revela que a
maior concentração está na área de Ciências Humanas com 34,5%, seguida
das Ciências Exatas e Tecnológicas, com 30,7%, e das Ciências Biológicas e da
Saúde, com 18,8%. Já no elenco de cursos de pós-graduação observa-se que as
autarquias respondem por 87% do total, merecendo destaque nas fundações
apenas os cursos da área de Ciências Agrárias.
Merece ser lembrada a experiência de interiorização de cursos,
iniciada pelas Universidades de Pernambuco e de Goiás e pela Fundação Uni-
versidade do Piauí'. Trata-se de implantação de cursos em municípios fora da
sede da instituição, com caráter transitório, visando o atendimento de neces-
sidades específicas do mercado de trabalho local ou regional.
Outra constatação na área do ensino é que, nos últimos anos,
em atendimento à política de não expansão de vagas nos cursos superiores, o
crescimento de alunado ocorreu de forma bastante equilibrada. Excluem-se
desta situação as Universidades da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Per-
nambuco e as Fundações do Acre, Mato Grosso, Piauí e São Carlos que, tendo
promovido a criação de novos cursos, apresentaram um crescimento significa-
tivo do corpo discente, chegando a dobrar ou triplicar o alunado no período
1975/80.
Atualmente, poucas são as instituições que dispõem de cursos
em implantação. Entre outras estão as Universidades da Paraíba, Rio Grande
do Norte, Espírito Santo e Santa Catarina e as Fundações Universidades de
São Carlos e de Mato Grosso.
O quadro a seguir refere-se ao total do alunado existente no
sistema em 1975 e 1980, indicando os percentuais de aumento ocorrido no
período.
ALUNOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Quadro 13
IES
Autarquias
Fundações
Total
1975
200.260
46.547
246.807
1980
268.224
74.236
342.460
33,9
59,4
38,7
A quantificação e a avaliação das atividades de ensino, tarefa
que requer a conjugação de inúmeras variáveis, é sempre dificultada pela in-
terferência de fatores subjetivos que não permitem uma precisão no resulta-
do final.
Os estudos já elaborados neste sentido concluem que a ativida-
de educacional leva a um produto de difícil mensuração, sendo ainda impreci-
sa uma definição daquilo que se espera como resultado: um maior número
de alunos matriculados, um maior número de diplomados ou uma melhor
qualificação dos graduados. De fato, os próprios "sistemas educacionais não
têm, frequentemente, na prática, qualquer função única, bem definida, co-
mo também não têm qualquer indicador único de produto bem definido".
(2)
O encargo de ensino (EE), medido a partir de uma unidade
padrão -a hora-aula-, pode ser conhecido através da carga horária semanal
dos alunos matriculados que permite quantificar as horas de conhecimento re-
cebidas. Cabe observar que, dadas as características individuais, não há um
nível padrão de aproveitamento, devendo ser aí consideradas as variáveis in-
tervenientes no processo de aprendizagem e a consequente diversificação de
rendimento
Pode-se então concluir que as medidas dos encargos de ensino,
resultantes dos componentes número de alunos e carga horária das disicplinas
cursadas, refletem finalmente o porte da instituição, não revelando qualquer
indicador de qualidade.
No processo educacional, os dois componentes básicos: docen-
te e aluno, devem ser continuamente avaliados para que se tenha um a real
dimensão dos resultados esperados e obtidos.
runt
0 discente está sujeito a um processo sistemático de avaliação,
iniciado como Concurso Vestibular,quando são selecionados aqueles potenci-
almente mais aptos ao ensino superior, seguido do acompanhamento de de-
sempenho ao longo do curso, e culminando com sua atuação de graduado e
sua própria aceitação no mercado de trabalho.
Para avaliação do corpo docente, pode-se utilizar o índice de
qualificação —Iqcd , obtido a partir da atribuição de pesos à titulação apre-
sentada pelos seus componentes. "Assim, o título de Doutor tem peso 5, o
de Mestre: 3, Especialização ou Aperfeiçoamento: 2 e Graduação: 1, ficando
o índice de qualificação do corpo docente CQQ) assim estruturado (3):
(21 SHEEHAN, John - "Economia da Educação" - 1975.
131 - Diagnóstico do Sistema Académico das IES, SESu, 1979.
este indicador e construído com base na hipótese de que a
titulação académica formal indica, de maneira genérica, uma melhor qualida-
de do ensino ministrado.
Assim, levantado o encargo de ensino — EE e apurado o
IQ CD de cada uma das instituições componentes do sistema federal, foram
associadas as duas variáveis para obtenção do encargo qualificado — EQ -
que será aqui comentado.
INSTITUIÇÕES ORDENADAS CONFORME EE, 1Q CD e EQ
Instituições
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal da Paraíba
Universidade Federal Fluminense
Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal do Paraná
Universidade Federal da Bahia
Universidade Federal de Pernambuco
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Universidade Federal do Ceara
Universidade Federal do Para
Universidade Federal de Senta Catarina
Universidade Federal do Rio G. do Norte
Fundaçio Universidade de Brasília
Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal de Goiás
Fundação Universidade do Meranhão
Universidade Federal do Espírito Santo
Fundação Universidade Federal de Viçosa
Fundação Universidade Federal de Uberlândia
Fundação Universidade do Amazonas
Universidade Federal de Juiz de Fora
Fundação Universidade de Mato Grosso
Fundação Universidade Federal de Pelotas
Fundação Universidade Federal do Piau'
Universidade Federal de Alagoas
Fundação Universidade Federal de Sergipe
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Fundação Univ. Federal de Mato Grosso do Sul
Universidade do Rio de Janeiro
Fundaçio Universidade do Rio Grande
Fundação Universidade Federal de S. Carlos
Fundação Universidade Federal de 0. Preto
Escola Paulista de Medicina
Escola Superior de Agricultura de Lavras
Escola Federal de Engenharia de ltajubá
Faculdade de Ciências Agrárias do Pari
Fundação Universidade Federal do Acre
Faculdade de Medicina do Triangulo Mineiro
Escola de Farmácia e Odont de Alienas
Escola Superior de Agricultura de Mossorò
Faculdade de Odontologia de Diamantina
Encargo
de
Ensino
(EE)
530.699
482 925
442 822
394.356
343.112
330.765
319.630
316 499
275.775
246.011
244.480
230.110
210.636
189.458
185.423
168.388
152.820
149 652
140
224
139 988
138.222
134784
123.585
114.276
109.607
104.430
95.532
92.960
74.830
70.351
66.321
55 194
44.754
37.018
28.100
27.376
24 603
24280
16.517
15183
12.947
5.832
Ordem
IES/EE
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
IQCD
253
186
240
213
222
211
214
299
198
144
225
144
319
198
166
178
161
359
171
181
153
251
232
182
151
188
220
209
153
208
173
291
201
274
267
278
179
140
183
221
233
186
Ordem
8
25
10
18
14
19
17
3
23
38
13
38
2
23
34
31
35
1
33
29
36
9
12
28
37
24
16
20
36
21
32
4
22
6
7
5
30
39
27
15
11
26
Encargo
Oualillcado
(EQ)
90.6
60.6
71.7
56.7
51.4
47.1
46.2
63.8
36.8
23.9
37.1
22.4
45.3
25.3
20.8
20.2
16.6
36.3
16.2
17.1
14.3
22.8
19.3
14.0
11.2
13.2
14.2
13.1
7.7
9.9
7.7
10.8
6.1
6.8
5.1
5.1
3.0
2.3
2.1
2.2
2.0
1.0
Ordem
IES/EQ
1
4
2
5
6
7
8
3
11
14
10
16
9
13
17
18
21
12
22
20
23
15
19
25
28
26
24
27
31
30
31
29
33
32
34
34
35
36
38
37
39
40
Observa-se que os três indicadores considerados podem ser
combinados para determinados fins:
O EE é uma medida estritamente quantitativa e parcial do tra-
balho com o aluno na instituição; é parte de uma ação bem mais ampla que
afinal é completada com as atividades de pesquisa, extensão e administração.
O IQCD é uma medida estritamente qualitativa e parcial e se
presume aqui, como hipótese de trabalho, que este índice seja altamente cor-
relacionado com a real qualidade do ensino ministrado. Tem-se portanto um
ordenamento pelo porte da instituição e um segundo ordenamento pela qua-
lidade potencial do trabalho, docente.
O terceiro indicador, denominado encargo qualificado - EQ
- resulta da combinação dos dois primeiros, não permitindo identificar ex-
plícita e isoladamente quantidade e qualidade. Permite todavia a considera-
ção conjunta das duas dimensões. Para o leitor constatar a dimensão predo-
minante terá certamente que se valer dos dois primeiros indicadores.
PESQUISA
Se a avaliação das atividades de ensino é revestida de dificul-
dades relacionadas com o envolvimento de fatores subjetivos, a das atividades
de pesquisa, com características bem diversas, apresenta-se com dificuldades
ainda maiores, uma vez que as medidas ficam na dependência de levantamen-
to de horas dedicadas e trabalhos produzidos e/ou publicados.
Observa-se que a quantificação de horas dedicadas nem sempre
está na mesma razão dos resultados apresentados, em decorrência da própria
natureza da investigação e da produção científica.
Ainda que possam ser precariamente quantificadas, as ativida-
des de pesquisa não podem sofrer uma aferição de qualidade. Uma série de
fatores e condições inerentes à instituição onde elas são desenvolvidas permi-
te presumir, embora precariamente, a qualidade dos trabalhos. Assim, uma in-
fra-estrutura adequada, constituída de laboratórios, equipamentos, bibliotecas
especializadas e pessoal técnico-auxiliar indica um ambiente favorável ao de-
senvolvimento de trabalhos de pesquisa de boa qualidade.
O sistema federal de ensino superior tem se ressentido de defi-
nições claras e precisas com relação a estas atividades, sendo necessário o de-
lineamento de linhas de atuação para orientar as instituições envolvidas nos
programas.
Observa-se que, de modo geral, as funções de pesquisa encon-
tram-se associadas ao ensino de pós-graduação, figurando algumas vezes como
atividades-suporte e outras como consequência da qualificação do pessoal do-
cente e da dedicação de maior número de horas à instituição.
Vale lembrar que os altos custos da pesquisa têm determinado
um desenvolvimento maior de áreas onde há disponibilidade de recursos de
ayências especializadas. Os relatórios apresentados por algumas instituições
revelam o incremento da área tecnológica, geralmente prioritária nos progra-
mas das financiadoras, figurando a área das ciências sociais como não benefi-
ciária de volume considerável de recursos externos.
As considerações aqui apresentadas, de caráter genérico, resul-
tam do exame de relatórios e de observações registradas no frequente contato
mantido com as instituições integrantes do sistema. De fato, a Secretaria de
Ensino Superior não tendo até agora realizado um acompanhamento sistemá-
tico e ordenado das atividades de pesquisa, não dispõe de dados precisos sobre
o assunto.
Cabe registrar aqui o papel exercido pela CAPES, através do
Programa Institucional de Capacitação de Docentes (PICD), visando qualificar
o corpo docente para atendimento das necessidades de melhoria e de expan-
são das atividades de ensino, pesquisa e extensão. O acompanhamento dos
trabalhos desenvolvidos a partir do Progrma, tem possibilitado à CAPES a rea-
lização de estudos e diagnósticos mais aprofundados especificamente sobre o
desempenho do ensino de pós-graduação e da pesquisa nas instituições do sis-
tema como um todo. Acrescente-se que, dentre os objetivos explícitos do
programa de formação de recursos humanos a nível de pós-graduação, está o
estabelecimento e a consolidação de núcleos de pesquisa.
O novo regimento da SESu, ao conceituar a CAPES, definiu-a
como "agência executiva desta Secrataria no campo das atividades de pós-
graduação e fomento e, especificamente, no campo das atividades de pesquisa
científica e tecnológica e de formação de recursos humanos de elevada quali-
ficação profissional".
EXTENSÃO
As atividades de extensão, preconizadas na legislação da Refor-
ma Universitária foram gradualmente ganhando espaço nas instituições de
ensino superior, na perspectiva de que deve haver uma integração cada vez
maior com a comunidade.
Observa-se que, ao longo da década de 70, quando foram pro-
movidas as alterações de estrutura e as revisões de regimentos e estatutos, fo-
ram criados no âmbito das IES órgãos próprios para o desenvolvimento dos
programas extensionistas. Assim, muitas instituições contam hoje com uma
Pró-Reitoria ou Coordenação especifica da área.
No momento atual cresce o estímulo ao desenvolvimento das
atividades que se estendam aos problemas comunitários e regionais, tendo si-
do definidas como linhas prioritárias a educação no meio rural, a atuação nas
periferias urbanas, o desenvolvimento cultural e a formação de recursos hu-
manos para a execução dos programas educacionais e culturais.
O III Plano Setorial de Educação, Cultura e Desporto define
a necessidade de um comprometimento da Universidade com o desenvolvi-
mento nacional e regional em termos de liderança política, científica e tecno-
lógica, para a solução dos problemas básicos das populações mais carentes,
Como caminho para viabilizar esse compromisso é proposto o
perfeito entrosamento entre os diversos órgãos governamentais das esferas fe-
deral, estadual e municipal responsáveis tanto pela educação como por outros
problemas sociais.
Como se observa, o III PSECD leva em consideração todas
aquelas áreas em que a extensão universitária pode atuar de forma intensa e
ampla.
No quadro de distribuição de horas pelas atividades académi-
cas, a extensão contribui com 8,9% do total. As instituições que apresentam
os maiores índices de horas dedicadas à área são as Fundações Universidade
de Uberlândia e do Acre e as Universidades do Rio Grande do Norte e Flumi-
nense. Vale lembrar que o levantamento levado a efeito para a montagem do
quadro resultou de informações prestadas pelas próprias IES, sem prévia defi-
nição do que deveria ser considerado como trabalho de extensão.
Assim, a quantificação aqui apresentada não pretende sugerir
uma avaliação crítica, mas tão somente possibilitar um exame comparativo.
Temos a considerar ainda que muitas atividades extensionistas
não estão computadas naquela área e sim na de ensino. Situação característi-
cas são a dos estágios curriculares desenvolvidos de tal forma que não é pos-
sível distinguir até que ponto são aulas práticas ou programas voltados para a
comunidade, sob a forma de serviços. Neste nível constata-se relativa indis-
solubilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
A proliferação de ações culturais sob a forma de salões, exposi-
ções, cursos, debates, encontros, seminários, festivais, grupos de teatro, or-
questras, corais, etc, está demonstrando como a Universidade pode estimu-
lar, fomentar, patrocinar e desenvolver uma política cultural incisiva junto à
comunidade académica e democratizar o acesso aos bens culturais junto às
comunidades extra-universitárias. As instituições que possuem atividades tele-
ducativas ou radioeducativas, tem condições de exercer melhor ainda seus
projítos de extensão.
A filosofia extensionista reflete-se indiretamente no fenómeno
de interiorização da Universidade que se verifica em vários pontos do País. A
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem seu campus
desdobrado em diversos campi pelo interior do estado (Corumbá, Aquidauna,
Dourados, Três Lagoas).
\
\
ADMINISTRAÇÃO UNIVERSITÁRIA
As atividades de administração universitária, parcialmente
exercidas pelo pessoal docente, ganharam novo incentivo com as definições
adotadas pelo Decreto no. 85.487/80, quando o exercício de cargos de direção
e assessoramento é caracterizado como atividade de magistério superior p,
mais ainda, tornam-se exclusivas dos integrantes da carreira algumas funçces
de administração académica. Simultaneamente é criada uma tabela de gratifi-
cações e tornado obrigatório o regime de tempo integral para as funções es-
pecificadas naquele diploma legal.
Estas determinações vêm coincidir com a orientação daSecre-
taria de Ensino Superior às instituições integrantes do sistema, no ientido
de estimular as chefias de Departamento na dinamização das atividades acadé-
micas. Reforçando o fortalecimento da estrutura departamental, i recente
portaria de regulamentação da nova carreira condiciona a dispensade pessoal
docente á manifestação dos respectivos conselhos.
Em recente pronunciamento, o Senhor Ministro na Educação
e Cultura enfatiza o problema gerencial da universidade brasileija, incentivan-
do as instituições a buscarem seus caminhos e suas soluções. Conclui-se, pois,
que, no momento, está sendo enfatizado o desempenho dos docentes nas ati-
vidades de administração universitária.
A distribuição percentual das horas docente dedicadas à admi-
nistração revela que, na maior parte das instituições os índices oscilavam entre
10 e 20% do total, mantendo-se em 1980 dentro da média registrada em 1978
— 17%. Apenas em seis delas os percentuais ficam entre 20 e 25%: Universi-
dades de Alagoas, Fluminense e da Paraíba, Escola de Engenharia de Itajubá e
Fundações do Acre e de São Carlos.
Se do pessoal docente cabe uma parcela dos encargos, represen-
tada pelas funções superiores de direção e coordenação, ficam aletas ao pes-
soal técnico-administrativo as demais tarefas, representando este grupo o su-
porte de todas as atividades desenvolvidas nas instituições.
Observa-se que uma relação estabelecida entre horas do pessoal
técnico-administrativo e horas docente alcança uma média de qua;e duas ho-
ras de apoio para uma hora de trabalho do professor.
O quadro abaixo dá uma visão da comunidade académica do
sistema, cabendo destacar no paralelo entre autarquias e fundações o equilí-
brio das populações discentes e docente e o contigente proporcionalmente
maior de pessoal técnico-administrativo alocados nas fundações.
COMUNIDADE ACADÉMICA DO SISTEMA
Quadro 14
Grupo
Institucional
Autarquias
Percentagem
Fundações
Percentagem
Total
Sistema
%
Alunos
268.224
77.3
74.236
74.9
342.460
76.8
Professores
34.962
10.1
9348
9.4
44.310
9.9
Pessoal Técnico-
Administrativo
43.677
12.6
15.580
15.7
59.257
13.3
Total
346.863
100%
99.164
100%
446.027
100%
Horas Pessoal Téc-
nico-Administrati-
vo/Horas Docente
1.5
2,0
-
-
Vê-se portanto, que entre professores e funcionários, há uma
comunidade permanente de 103.567 pessoas. Há certamente, no momento
em que os recursos financeiros são cada vez mais escassos, que se mobilizar
todo esse contingente no sentido de aumentar a produtividade do sistema.
Ill - CONSIDERAÇÕES GERAIS
A década de 1970 pode ser caracterizada por duas fases bem
distintas: na primeira metade houve um expressivo e rápido crescimento, foi o
período da expansão. As iniciativas adotadas no sentido desse crescimento in-
tenso para atender a pressão social, deixaram, muitas vezes, em segundo plano
o estudo mais profundo de diretrizes que deveriam orientar o processo.
Evidenciou-se então, numa segunda fase, a necessidade de uma
reflexão e mesmo de uma contenção para que os esforços pudessem se con-
centrar na qualidade do ensino e na elevação dos índices de produtividade.
A política de incentivo aos programas de pós-graduação, volta-
da para a solidificação do aperfeiçoamento do pessoal docente, associava-se à
exigência legal de titulação formal para acesso às classes superiores da carrei-
ra, produzindo resultados muito positivos, mas levando, muitas vezes, a um
comprometimento da qualidade do ensino pós-graduado e da pesquisa.
Todo o período foi marcado pela busca permanente de uma
coerência com a filosofia educacional inspiradora da Reforma Universitária,
direcionando-se no sentido de uma vinculação de todas as atividades académi-
cas. Paralelamente, ocorreu o fortalecimento da estrutura departamental, fa-
vorecido pela maior permanência e por um maior compromisso do docente e
consequentemente, levando a uma diversificação das atividades de magistério.
Outra marca, porém negativa, foi uma intensa burocratização e centralização
dos mecanismos operacionais e do poder decisório.
As experiências registradas na década possibilitaram uma vivên-
cia e um amadurecimento no trato dos assuntos referentes ao sistema de ensino
superior capazes de desencadear, a partir do final do período, um processo de
fortalecimento das estruturas universitárias. As instituições passaram a rein-
vindicar uma maior autonomia para encontrarem seus próprios caminhos e so-
luções. Abertas à comunidade pela diversificação de seus programas, buscaram
fortalecer as atividades de extensão. Surgem as primeiras tentativas de uma
real articulação dos três níveis de ensino, na perspectiva de que a universidade
deve sair dos seus limites e cumprir também um papel de integração comuni-
tária.
Simultaneamente, a comunidade académica passa a ter uma
participação maior nas decisões mais significativas. Exemplo recente desta par-
ticipação foi o processo de encaminhamento da proposta de nova estrutura
para a carreira do magistério superior, quando os docentes foram envolvidos
num amplo debate sobre o assunto. Uma das grandes conquistas da categoria
foi a revogação da exigência de titulação formal como o único requisito para
ascensão dentro da carreira e a consequente valorização da experiência docen-
te.
Cabe lembrar que outro fator de mudança significativa na vida,
das instituições foi a construção e a instalação dos campi universitários, quando
o universo das salas de aula foi ampliado, enriquecendo e diversificando o
convívio da comunidade académica.
O momento atual da universidade brasileira (início da década
de 80) pode caracterizar-se por uma intensificação de esforços no sentido de
aperfeiçoar o nível de qualidade do ensino. Os programas de pós-graduação, a
busca de melhores condições de trabalho para o docente, todas as formas de
estímulo à pesquisa, à extensão e a valorização da carreira do magistério vém
refletir esta intenção de formar profissionais realmente qualificados para con-
tribuir efetivamente no desenvolvimento dos vários setores do País.
Simultaneamente, a complexidade da estrutura universitária
passa a exigir um desempenho gerencial cada vez mais arrojado e eficaz, para
que os recursos orçamentários e humanos empregados não se diluam improdu-
tivamente. Os dirigentes das IES estão cientes desta necessidade e têm procu-
rado aperfeiçoar o funcionamento dos sistemas de administração académica e
geral das instituições, valorizando cada vez mais os órgãos de planejamento,
bem como o desenvolvimento de programas de capacitação de pessoal técni-
co-administrativo.
As distorções legais que provocaram a desafagem de comporta-
mento entre autarquias e fundações, nos últimos anos da década anterior, ge-
raram também pressões no sentido de atenuar a diferença de tratamento entre
os dois subsistemas. O Ministério da Educação e Cultura está atento a estas
pressões e tem procurado estudar o problema através do desempenho de cada
IES, identificando procedimentos mais flexíveis de forma a proporcionar ao
sistema federal de ensino superior condições para o pleno cumprimento da
sua missão.
IV - ANEXOS
IES - AUTARQUIAS
COMPOSIÇÃO DO CORPO DOCENTE POR CLASSE
2º Semestre/1980
INSTITUIÇÕES
UNIV.FEDERAL DE ALAGOAS
UNIV.FEDERAL DA BAHIA
UNIV.FEDERAL DO CEARA
UNIV.FEDERAL DO ESPTRITO SANTO
UNIV.FEDERAL FLUMINENSE
UNIV.FEDERAL DE GOIÁS
UNIV.FEDERAL DE JUIZ DE FORA
UNIV.FEDERAL DE MINAS GERAIS
UNIV.FEDERAL DO PARA
UNIV.FEDERAL DA PARAlBA
UNIV.FEDERAL DO PARANÁ
UNIV.FEDERAL DE PERNAMBUCO
UNIV.FEDERAL DO R.GRANDE DO NORTE
UNIV.FEDERAL DO R.GRANDE DO SUL
UNIV.FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
UNIV.FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIV.FEDERAL RURAL DO R.DE JANEIRO
UNIV.FEDERAL DE SANTA CATARINA
UNIV.FEDERAL DE SANTA MARIA
ESCOLA DE FARM.ODONTOLOGIA DE ALFENAS
ESCOLA FEDERAL DE ENG.DE ITAJUBA
ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
ESCOLA SUPERIOR DE AGRIC.DE LAVRAS
ESCOLA SUPERIOR DE AGRIC.MOSSORO
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRARIAS DO PARA
FACULDADE DE MEDICINA DO TRlANG.MINEIRO
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA
TOTAL
TIT
70
114
156
113
193
182
50
160
77
312
220
174
71
262
196
21
9
214
35
8
31
49
25
11
16
15
8
2792
ADJ
111
554
442
260
417
181
149
738
293
249
492
607
251
573
814
70
114
56
369
13
11
165
6
9
37
10
6991
ASS
172
516
345
196
541
261
224
923
284
211
391
538
308
701
1149
84
123
430
338
34
36
153
68
23
27
20
8
8104
A/E
260
331
131
130
367
461
157
227
311
186
270
633
166
237
1103
70
43
349
214
53
23
58
9
10
35
30
7
5871
COL.
20º
623
283
489
699
162
226
977
497
1798
488
331
1142
613
358
127
291
489
317
3
22
119
77
42
54
9
15
10460
VIS.
30
10
44
6
13
10
158
37
26
137
121
28
3
33
31
6
1
744
TOTAL
822
2168
1357
1198
2261
1253
806
3038
1472
2914
1948
2309
2075
2507
3648
372
583
1571
1304
111
129
544
186
86
141
111
48
34962
IÊS - AUTARQUIAS
CORPO DOCENTE POR TITULAÇÃO ACADEMICA
2º Semestre/1980
INSTITUIÇÃO
Univ. Federal de Alagoas
Univ. Federal da Bahia
Univ. Federal do Ceará
Univ. Federal do Espírito Santo
Univ. Federal Fluminense
Univ. Federal de Goiás
Univ. Federal de Juiz de Fora
Univ. Federal de Minas Gerais
Univ. Federal do Pará
Univ. Federal da Paraíba
Univ. Federal do Paraná
Univ. Federal de Pernambuco
Univ. Federal do Rio Grande do Norte
Univ. Federal do Rio Grande do Sul
Univ. Federal do Rio da Janeiro
Univ. Federal Rural de Pernambuco
Univ. Federal Rural do Rio de Janeiro
Univ. Federal de Santa Catarina
Univ. Federal de Santa Maria
Fac. de Ciências Agrárias do Pará
Escola Superior de Agricultura de Mossorõ
Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas
Escola Federal de Engenharia de Itajubá
Escola Paulista de Medicina
Escola Superior de Agricultura de Lavras
Escola de Medicina do Triângulo Mineiro
Faculdade de Odontologia de Diamantina
TOTAL
DR
21
243
96
56
376
90
21
463
67
216
268
329
78
692
839
37
77
180
135
1
2
4
34
188
21
9
1
4544
MS
103
506
404
247
500
180
116
557
122
748
294
453
239
891
824
121
159
428
270
46
53
40
43
76
104
6
12
7542
E/A
126
418
133
16
655
111
115
477
142
146
712
412
120
429
587
15
76
391
200
16
38
8
43
19
44
13
5462
GRAD.
572
1001
724
879
730
872
554
1541
1141
1804
674
1115
1638
495
1398
199
271
572
699
78
31
29
44
237
42
52
22
17414
TOTAL
822
2168
1357
1198
2261
1253
806
3038
1472
2914
1948
2309
2075
2507
3648
372
583
1571
1304
141
86
111
129
544
186
111
48
34962
INSTITUIÇÕES
UNIV.FEDERAL DE ALAGOAS
UNIV.FEDERAL DA BAHIA
UNIV.FEDERAL DO CEARA
UNIV.FEDERAL DO ESPIRITO SANTO
UNIV.FEDERAL FLUMINENSE
UNIV.FEDERAL DE GOIÁS
UNIV.FEDERAL DE JUIZ DE FORA
UNIV.FEDERAL DE MINAS CERAIS
UNIV.FEDERAL DO PARA
UNIV.FEDERAL DA PARAÍBA
UNIV.FEDERAL DO PARANÁ
UNIV.FEDERAL DE PERNAMBUCO
UNIV.FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
UNIV.FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
UNIV.FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
UNIV.FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIV. FEDERAL RU RA I- R .JANEIRO
UNIV.FEDERAL DE SANTA CATARINA
UNIV.FEDERAL DE SANTA MARIA
ESCOLA DE FAFM.ODONTOLOGIA DE ALFENAS
ESCOLA FEDERAL DE ENGENHARIA DE ITAJUBA
ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE LAVRAS
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORd
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRARIAS DO PARA
FACULDADE DE MEDICINA DO TRIANG. MINEI RO
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA
TOTAL
20h
290
1180
405
386
1108
356
506
1116
474
607
715
90Q
458
1136
1112
100
144
531
273
9
35
223
4
3
26
72
25
12194
40h
436
610
540
507
768
604
215
627
856
276
752
990
1336
708
1793
163
256
170
372
89
55
233
14
3
69
34
21
12497
DE
96
378
412
305
385
293
85
1295
142
2031
481
419
281
663
743
109
183
870
659
13
39
88
168
80
46
5
2
10271
TOTAL
822
2168
1357
1198
2261
1253
806
3038
1472
2914
1948
2309
2075
2507
3648
372
583
1571
1304
111
129
544
186
86
141
111
48
34962
IES - AUTARQUIAS
CORPO DOCENTE POR REGIME DE TRABALHO
2º Semestre/1980
IES - AUTARQUIAS
CORPO DISCENTE - GRADUAÇÃO E POS-GRADUAÇAO
INSTITUIÇÕES
UNIV. FEDERAL DE ALAGOAS
UNIV. FEDERAL DA BAHIA
UNIV. FEDERAL DO CEARA
UNIV. FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
UNIV. FEDERAL FLUMINENSE
UNIV. FEDERAL DE GOIÁS
UNIV. FEDERAL DE JUIZ DE FORA
UNIV. FEDERAL DE MINAS GERAIS
UNIV. FEDERAL DO PARA
UNIV. FEDERAL DA PARATBA
UNIV. FEDERAL DO PARANÁ
UNIV. FEDERAL DE PERNAMBUCO
UNIV. FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
UNIV. FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
UNIV. FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
UNIV. FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIV: FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
UNIV. FEDERAL DE SANTA CATARINA
UNIV. FEDERAL DE SANTA MARIA
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRARIAS DO PARA
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORO"
ESCOLA DE FARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE ALFENAS
ESCOLA FEDERAL DE ENGENHARIA DE ITAJUBA
ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE LAVRAS
FACULDADE DE MEDICINA DO TRlANG. MINEIRO
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE DIAMANTINA
TOTAL
iq,7Q
Graduação
5526
17174
13796
8825
18272
7584
6358
15369
11401
18963
14418
16313
10882
14548
29001
3751
4417
9465
8613
906
439
858
933
1260
987
445
187
240691
Pós -
Graduação
457
617
43
1216
317
1382
208
973
415
988
106
1474
4305
77
205
828
355
65
62
386
93
30
14602
lQfifl
Graduação
5085
18053
15834
9076
19261
7464
6425
15896
12172
21070
15039
16313
10255
15178
29724
3913
3603
9723
8055
899
450
863
953
1265
1172
447
181
248369
Pós -
Graduação
691
597
141
998
470
157
2003
119
1124
557
1418
450
1593
6877
138
160
1247
278
95
272
344
89
37
19855
2º Semestre/1980
IES - AUTARQUIAS
PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
INSTITUIÇÕES
UNIV. FEEERAL CE ALAGOAS
UNIV. FEDERAL DA BAHIA
UNIV. FEDERAL DO CEARA
UNIV. FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
UNIV. FEDERAL FLUMINENSE
UNIV. FEDERAL DE GOIÁS
UNIV. FEDERAL DE JUIZ DE FORA
UNIV. FEDERAL DE MINAS GERAIS
UNIV. FEDERAL DO PARA
UNIV. FEDERAL DA PARAÍBA
UNIV. FEDERAL DO PARANÁ
UNIV. FEDERAL DE PERNAMBUCO
UNIV. FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
UNIV. FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
UNIV. FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
UNIV. FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO R.JANEIRO
UNIV. FEDERAL DE SANTA CATARINA
UNIV. FEDERAL DE SANTA MARIA
ESCOLA DE FARM.COONTOLOGIA DE ALFENAS
ESCOLA FEDERAL DE ENGENHARIA DE ITAJUBA
ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE LAVRAS
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÕ
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRARIAS DO PARA
FACULDADE DE MEDICINA DO TRIÂNG.MINEIRO
FACULDADE DE CCONTOLOGIA DE DIAMANTINA
TOTAL
N
lyEL
MÉDIO
960
2078
1641
609
2754
1561
387
2883
936
3820
2190
2115
2164
1522
' 4965
656
1123
1567
1410
46
191
537
246
183
267
202
41
37054
NÍVEL
SUPERIOR
125
1077
385
119
377
272
83
398
144
248
490
328
138
442
1058
* 41
97
321
285
3
14
46
26
26
12
57
11
6623
TOTAL
1085
3155
2026
728
3131
1833
470
3281
1080
4068
2680
2443
2302
1964
6023
697
1220
1888
1695
49
205
583
272
209
279
259
52
43677
2º Semestre/1980
IES - FUNDAÇÕES
DISTRIBUIÇÃO DE DOCENTES POR CLASSES
FUNDAÇÕES
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO AMAZONAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO MARANHÃO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUl
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE S.CARLOS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO
TOTAL
TIT
71
50
114
91
9
112
160
18
97
83
52
143
122
163
52
1337
ADJ
88
170
132
42
36
53
152
85
190
109
94
37
131
109
66
1494
ASS
250
120
196
122
9
372
85
83
399
150
146
76
201
153
120
2482
A/E
289
27
306
228
180
261
94
99
130
451
166
137
244
161
259
3032
COL.
72
422
80
19
94
20
7
122
24
6
866
VIS.
2
43
12
17
6
1
3
25
109
TOTAL
772
832
840
483
253
892
491
322
822
801
458
518
698
635
503
9320
IES - FUNDAÇÕES
DISTRIBUIÇÃO DE DOCENTES POR TITULAÇÃO
FUNDAÇÕES
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO AMAZONAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO MARANHÃO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO NATO GROSSO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO DO SUL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO OURO PRETO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SAO CARLOS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO
TOTAL
73
IES - FUNDAÇÕES
DOCENTES POR REGIME DE TRABALHO
FUNDAÇÕES
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO AMAZONAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASTUA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO MARANHÃO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE M.GROSSO DO SUL
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUT
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE S.CARLOS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO
TOTAL
IES - FUNDAÇÕES
CORPO DISCENTE - GRADUAÇÃO E POS-GRADUAÇÃO
INSTITUIÇÕES
Fundação Universidade Federal do Acre
Fundação Universidade do Amazonas
Fundação Universidade de Brasília
Fundação Universidade do Maranhão
Fundação Universidade de Mato Grosso
Fundação Universidade de Mato Grosso do Sul
Fundação Universidade de Ouro Preto
Fundação Universidade Federal de Pelotas
Fundação Universidade Federal do PiauT
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Universidade do Rio de Janeiro
Fundação Universidade de São Carlos
Fundação Universidade de Sergipe
Fundação Universidade de Uberlândia
Fundação Universidade de Viçosa
TOTAL
IES - FUNDAÇÕES
PESSOAL TÉCNICO - ADMINISTRATIVO
FUNDAÇÕES
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO AMAZONAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO MARANHÃO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE M.GROSSO
FUNDAÇÃO UNIV.FEDERAL DE M.GROSSO DO SUL
FUNDAÇÃO UNIV.FEDERAL DE OURO PRETO
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUl
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE S.CARLOS
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO
TOTAL
V - BIBLIOGRAFIA BÁSICA
01 - BRASIL, Ministério da Educação e Cultura - SESu. - Diagnóstico Académico
das IES - Autarquias e Fundações. Brasília, 1979.
02 — BRASIL. Ministério da Educação e Cultura — Arlindo Corrêa e Edson Machado de
de Souza. - Metodologia Avaliação do Desempenho da Rede de Ensino Indus-
trial, MEC - Departamento de Ensino Médio. Brasília. 1971.
03 — BRASIL. Ministério da Educação e Cultura — SESu. - Perfil Académico das IES
- Federais; aspectos preliminares, Brasília. 1980.
04 - BRASIL. Ministério da Educação e Cultura - Secretaria Geral. - III Plano Seto-
rial de Educação, Cultura e Desporto; 1980/1985, Brasília. MEC/DDD, 1980.
05 - SHEEHAN, John. - A Economia na Educação. Zahar Editores, Rio, 1975.
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